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THE POWER OF DREAMS

Há várias formas para os chavões do tipo "tudo o que conseguimos sonhar fica no mundo da imaginação até que o concretizemos". Aparecem todos os dias frases-motivacionais-variações-sobre-o-tema no facebook...

Depois há também a confusão entre "Criatividade" e "Inovação".

Este vídeo, tocante pela simplicidade oriental, apresenta o processo criativo do Senhor Honda e os ingredientes do seu processo de Inovação.

O que mais me tocou foi a SERIEDADE. Por contraponto à "loucura criativa" que erradamente se confunde com Inovação.


Mas há mais:
A "Lei Natural" e as as Formas Orgânicas. A Natureza é simples. (*)
A Intuição ligada ao Conhecimento, às Competências Técnicas e à Investigação.
A Liderança determinada que se apaixona por uma ideia e é capaz de entusiasmar a Equipa Certa.

Interessante, interessante é que o poder não é do "sonho" é o de ir "construindo esse sonho".
Faz toda a diferença num mundo que aprendeu a "coisificar", que acha que inovação é olhar para dentro, para a tecnologia e ter novas ideias inovadoras. Não.
Inovar é olhar para fora, identificar as tendências e começar a sonhar com os estados de necessidades a que a INOVAÇÃO pode responder.



* (Nuno Crato, grande matemático que antes de ser Ministro me disse uma vez que procurava "beleza" na matemática - as soluções simples!)

BURBERRY - As redes socias no catwalk


TWITWALK. Definição de twitpics de cada look antes de entrar no desfile. Antes de qualquer foto da Imprensa...

A exclusividade de ver em primeira mão as novas criações da próxima estação passou dos ilustres convidados presentes no evento para os anónimos seguidores da Marca no Twitter.
Democratização das experiências.
De Londres para os vários responsáveis Regionais  e a elite alastrou-se das cadeiras da primeira fila para o mundo inteiro tendo sido a Burberry a segunda marca mais mencionada no Twitter num pico pouco depois do início do Show.

De desfile para imprensa e compradores passou-se para uma plataforma multimédia através da qual a  Burberry contou em tempo real a sua própria história diretamente aos consumidores. 

Uma produção "live streem" com "takes" do "stage" e "Backstage"e histórias da passadeira vermelha foram partilhados no website, no Facebook e no Youtube - Modelos e celebridades presentes foram ao mesmo tempo observadores, intervenientes e atores. Enquanto um fotógrafo alimentava o feed do Burberry Instagram durante todo o show.

As novidades Burberry no próxima Vogue já vão ser em segunda mão..

..

Resumindo: A Burberry - design e produção de conteúdos! Longe estão os quadrados....



HEINEKEN - Open Your World

O pequeno país de irredutíveis bebedores de Cerveja local.
Não temos um Panoramix e a sua poção mágica, mas duas marcas: Super Bock e Sagres que dividem entre si os cerca de 800 milhões de litros de cerveja consumida em Portugal
A grandes Marcas Internacionais de cerveja, quais Júlio César tentam "encore et toujours" conquistar este mercado.
Ao longo dos anos muitas marcas têm tentado e desistido. Outras continuam a tentar.
E contribuem com bom advertisement. "The entrance" ´é a história que nos conta agora a Heineken.



O filme de base com a produção musical também é puro entretenimento (The Asteroid Galaxy Tour no killer track "The Golden Age")



No big news.
Como também não as há na relação com os consumidores, por exemplo através da página do facebook - futebol e música.
Qual é a estratégia? Imitar o padrão das marcas portuguesas? Não parece lá muito inteligente... Para quebrar este duopólio, seria necessário quebrar o paradigma!
AH! Espera! Não interessa quebrar o paradigma nem partir à conquista do mercado!
Afinal a Heineken é dona de uma dessas marcas (Sagres)!
Tudo é então puro entretenimento! Ao menos é giro...

BLÁ-BLÁ OU COMUNICAÇÃO

Poucas marcas interiorizaram já que vivemos num novo paradigma de comunicação. As áreas de Marketing que deveriam ser os motores de mudança e as rampas de lançamento para novas formas de abordagem aos consumidores estão, estranhamente, cristalizados numa lógica mais do que passada e ultrapassada e entretêm-se arduamente com briefings, posicionamentos, novas campanhas e spots de televisão....

Este filme viral (cuja partilha recomendo sobretudo com os mais novos que já interagem via net)  é um bom exemplo de comunicação atual:



É útil. Para os adultos chama a atenção para aspetos aparentemente óbvios mas que por vezes esquecemos. Para as crianças é quase mandatory... 
A linguagem e a imagem são simples, sem paternalismos... mas interessante.
Não deixa de ser um viral publicitário.
O que faz TODA a diferença é que não está focado no produto/Marca e nas suas fantásticas vantagens competitivas face à concorrência... mas em quem no final do dia COMPRA - o consumidor - nos seus estados de necessidade. 
Este viral não vai fazer vender mais "n" computadores até ao final do dia, mas pelo menos em mim, pela sua utilidade (chamada de atenção que partilho com o meu filho) gerou um enorme "goodwill" para a marca "Toshiba"... 
E como hoje já ninguém vende... há é pessoas que compram, esta marca acabou de entrar para a minha lista de opções.

IKEA - Sustentabilidade ou "Green Washing"?

Talvez por ser sueca, talvez por se ter tornado uma "marca próxima", talvez porque gostamos do design e da flexibilidade de utilização... talvez porque gostamos de "montar puzzles gigantes"... ou porque cada estante é um "Lego" dos crescidos - gosto, quase todos gostamos da IKEA!

A Ikea incorpora no seu valor de Marca um enorme "good will" que advém, também, em grande medida da postura ética, responsável e sustentável com que a Marca se posiciona.
... E nós estamos a  "passar ao lado" das notícias que repetidamente (mas silenciosamente)  dão nota nos media (tradicionais e digitais) que este gigante sueco é um dos responsáveis pela destruição das florestas virgens da Sibéria, Birmânia, Indonésia e noutros países asiáticos e do leste europeu.

A Ikea refugia-se das acusações em primeiro lugar com a declaração de intenções de a longo prazo (!!! - "Certified forests are the long term goal") apenas utilizar madeira de florestas planeadas do ponto de vista da sustentabilidade. 
Em segundo lugar apresentam o "The IKEA Way on Purchasing Home Furnishing Products" (IWAY), ou seja o processo a que obrigam os seus fornecedores de matérias primas. Parece muito responsável. 
Tigre da Sibéria, habitat em perigo crescente...
E os parceiros chineses do Ikea assinam-nos. Depois subcontratam ilegalmente  múltiplos subempreiteiros noutros países (normalmente sub-desenvolvidos e altamente permeáveis à corrupção) e importam a madeira que ao entrar na China apenas tem que obedecer à legislação chinesa... 

À saída em direção à Suécia ou a outras fábricas da empresa é só preencher a documentação "green washing" e tudo parece o que nunca foi...

Confesso que fiquei sinceramente perturbada com esta constatação (que poderão aprofundar mais, por exemplo aqui). 

Acredito que o grande salto de paradigma, a saída do dead end em que se encontra o mundo ocidental é a SUSTENTABILIDADE e estas políticas do "fazer parecer verde" mostram-me que os grandes Grupos ainda não perceberam isso...

GLOOQ - EXPERIÊNCIA INDIVIDUAL OU SOLUÇÃO EMPRESARIAL?

Entrei em contacto com o Glooq, by Zon pelo facebook.
Deixa cá ver...



É um serviço da Zon (vem na factura,  tipo Sport TV, mas mais barato...) e o conceito português é que permite costumizar e-mails enviados a partir do Outlook.

Quero acreditar que a Zon não lança produtos sem antes avaliar o seu potencial de mercado para definir pelo menos posicionamento e target... Ambos aparentemente transmitidos neste filme. A linguagem é muito jovem remetendo para um target dos 15-20 anos.

Pergunto-me: este público usa o Outlook? Ainda envia e-mails? ou é tudo muito mais mobile e redes sociais? 
Confesso que não vejo afinidade entre este produto e o target a que parece destinado...

O conceito parece-me mais adequado para Pequenas Empresas e Profissionais Liberais que utilizam certamente o meio - Outlook - e têm vantagens em juntar uma imagem mais institucional, promocional ou até mesmo publicitária nos e-mails que enviam...
Este é o posicionamento que é apresentado no site oficial da GLOOQ.



Pergunto-me:a Zon fez realmente o trabalho de casa e, numa jogada tão à frente que eu não a vislumbro, aposta num segmento que tem apetência por esta ferramenta? Caiu no paradigma de "sociedade de lazer" que está a afundar a "velha Europa"? Acha que "cool" é lançar os produtos para os jovens-trendsetters que depois toda a gente os segue? Enfim não percebi...

Resumindo enquanto o "Promote Yourself" da Glooq aponta para um uso profissional e empresarial em Portugal é umbilical... I wonder why...

Publicidade: O paradigma vai mudar a tempo?


Como consultora tenho sido chamada por Agências de Publicidade e por Marcas para colaborar em projectos de redefinição de estratégias de Marketing, e em alguns casos mais especificamente de comunicação e publicidade.

Uma conclusão se pode tirar: O futuro vai ser brilhante para as Agências de Publicidade e as Marcas que, com uma curiosidade insaciável arrisquem abraçar e construir a MUDANÇA! Esperar que ela chegue e “apanhar o comboio” não vai ser suficiente…

Neste mundo digital já não há fronteiras. Brand Managers, consumidores e publicitários têm que integrar-se num desafio quotidiano de mudança com os seus consumidores-co-criadores.
Estes consumidores-produtores-de-conteúdos-e-geradores-de-feedback-imediato são a verdadeira matéria-prima dos briefings criativos. Aos Brand Managers caberá o papel de integrar e alinhar com a estratégia da Marca. 
Num processo cada vez mais circular a própria estratégia de Marca (dentro da sua Visão) terá que ir integrando estes sucessivos desenvolvimentos. 

As campanhas terão um prazo de validade cada vez mais reduzido e formatos cada vez mais versáteis: já pouco se liga à TV, rádio e imprensa tradicionais, já nem sequer se navega na Net a partir de computadores, agora que anda tudo de Smartfones na mão: onde querem e sempre que querem…
O research, as tendências tudo tem que ser integrado muito rapidamente no processo de comunicação das Marcas. Não basta ser "caçador de tendências" As Marcas têm que surfar as tendências... e as ondas passam... e vêem outras...

Rápido. No momento. E as Agências de publicidade cujo negócio algures no tempo se tornou um modo de vida - caro - vão ter que repensar o seu negócio…
Porque as plataformas de “crowdsourcing” estão aí, o network, a vida em rede, as redes sociais criaram muitas dezenas de plataformas destas onde as marcas podem procurar recursos criativos em branding, design e por aí fora… até desenvolvimento de produto… os casos abundam e não é preciso ir longe, o Firefox é possivelmente o seu browser e um exemplo disto. 
Integrar Brand Managers, Agências de publicidade, crowdsourcing, expertsourcing… gera mais ideias e maiores probabilidades de criar boas ideias.  
E mais importante do que isso. Marcas que criam relações com consumidores e com plataformas de colaboração em massa estão a dar o primeiro passo para o tão falado “engagement”…

SE VENEZA NÃO TIVESSE UMA PONTE, A EUROPA SERIA UMA ILHA

No seu "The city of the falling angels", John Berendt coloca estas palavras na boca do veneziano Mario Stefani.

E traduz magistralmente a mentalidade italiana que desenvolveu e lançou o MARTINI GOLD.




Numa conjuntura cinzenta e temerosa, a Martini contrapõe-se temerária. Em parceria com os italianos Dolce & Gabbana apresenta um produto "Premium" com cara de "topo de gama".

Num mundo triste e deprimido em que a maioria das empresas se limitam ao "existing business", ou lançam produtos commodity baratinhos e chinfrins, aparece-nos um filme publicitário que é uma grande produção, no tom habitual da extravagância italiana e com uma produção brilhante com o cenário mágico da belíssima Roma (muito no registo La Dolce Vita de Fellini). Uma celebração à beleza Italiana com Monica Bellucci e com as aparições surpreendentes de  Domenico Dolce e Stefano Gabbana. Pode ver a versão integral AQUI.

Uma estratégia de Marketing e Comunicação absolutamente dentro das tendências mais "hot":
  • PARCERIAS - o produto é  resultado duma "special friendship entre MARTINI®, Domenico Dolce and Stefano Gabbana".
  • STORYTELLING - as histórias são para serem partilhadas e aqui está a do Gold, entrevistas com o realizador, com a Bellucci, fotos, making of do filme...
  • GLOBALIZAÇÃO - Martini, da Itália para o mundo.
  • NOVAS TRIBOS - que vão partilhando interesses, estilos de vida
  • MERCADO COLABORATIVO - Espaços como os corners "Martini" nas lojas D&G de Milão ou Shangai.
  • AFFORDABLE LUXURY - a crise, a falência das instituições trouxe-nos para uma maior consciência do real. Produtos como este Martini Gold remetem para o aspiracional acessível a qualquer um...
  • DO IT YOURSELF - ensinam-nos a fazer o aperitivo perfeito.
  • SHARING -As marcas já não se limitam a passar os anúncios na TV. Hoje o buzz é muito mais importante. É por isso que existe o Canal  martinidolcegabbana no Youtube ...

Quem quer ser publicitário da NESPRESSO?

Agora já pode. 


O novo filme da marca com a dupla George Clooney&John Malkovish dá-nos a "sua versão" e desmultiplica as sequências para que cada um faça de publicitário por um dia e monte o seu próprio spot Nespresso.

Isto é estar dentro do novo paradigma da comunicação: Os clientes/consumidores habituaram-se a colaborar e a partilhar experiências, estão familiarizados com as tecnologias e daqui à "PUBLICIDADE COLABORATIVA" foi um passo!

Isto não é publicidade - é um BUZZ muito maior. E os dividendos que a Marca tira desta campanha vão muitíssimo para além do mero spot a passar no intervalo... seja do que for!

Muito à frente...



Esta é uma das minha "versões" se quiser ver o novo "filme oficial" da marca, o making of e fazer o seu próprio filme é AQUI




APPLE - O poder de uma LOVE BRAND

Steve Job e companhia estão a conseguir uma impressão significativa na mente da "próxima geração".

Segundo o DURACELL KIDS REPORT sobre o que querem para o próximo Natal 39% dos ingleses mais pequenos entre os 5-16 anos, disserem querer produtos da Apple:

geekosystem
1) iPhone 4 (14%)
2) iPod touch (13%)
3) iPad (12%)

Considerando que há uma clivagem entre os mais pequenos 5-8 anos e os mais crescidos 12-16, concluí-se que os jovens não são já a "próxima" geração Apple - são já Brand Fans...

... Más notícias para a Playstations, Barbie, Lego, Nintendo... esta última não aparecendo sequer no TOP10!

iTablet, iSlate, iGuide, iPad?

A resposta deve saber-se ainda em Janeiro. Ou pelo menos é o que se espera desde que a Apple alugou uma sala de conferências no Yerba Buena Center for the Arts, em São Francisco. Acredita-se que este novo iPAD "Game Changer" que pretende viabilizar um novo tipo de interacção com meios antigos, apresente soluções radicais no modo como consumimos jornais, televisão, jogos, livros...
O "media" e a mensagem fundem-se naquilo que deverá ser uma nova maneira de nos relacionarmos com os conteúdos multimédia. Tal como acontece com o iTunes, os conteúdos deverão ser, de alguma forma, pagos e a justificar a ligação da Apple ao New Yourk Times, News Corporation, Vogue, GQ, CBS, ABS, Electronic Arts...
Para já sabe-se que o design vai ser fantástico e com écran táctil de 10 polegadas, deverá custar abaixo dos 1000 dólares e vai ter uma infinidade de aplicações e funcionalidades.
A promessa vai contudo mais além: Oferecer uma nova experiência de conectividade e partilha de conteúdos!

Young ou "Young for Ever"?

Nos anos 80 e 90 os jovens - os "teen" eram o target (pelo menos "aspiracional) de quase tudo. A publicidade (e sobretudo a da Coca-cola) criou um "universo jovem" para o qual todos as marcas se precipitaram alegremente!
Bancos, automóveis, telecomunicações... tudo!
Na década em que vivemos, uma certa premência do "sentido do real" e de sustentabilidade e a busca de estilos de vida mais saudáveis, acabaram por cimentar a noção de que a nossa saúde e até a nossa juventude não são uma "fatalidade, de caras, mas, estão, em grande parte, na nossa mão, até porque grandes progressos técnicos passaram a permitir, hoje, manter uma aparência jovem até muito mais tarde...
Ao mesmo tempo, a sociedade tornou-se menos esteriotipada esbatendo as fronteiras comportamentais que definiam as gerações anteriores... à minha mãe nunca lhe ocorreria andar de mota aos 45 anos. Hoje, os grandes motões estão nas mãos desta faixa etária...
Resumindo: hoje viver "jovem" prolonga-se por várias décadas.
Com isto os realmente jovens perderam o interesse aspiracional. Outro, nunca tiveram: não têm grande poder de compra e o objectivo de "conquistar consumidores para a vida" é um grande mal-entendido sobretudo agora quando a fidelidade às marcas é, cada vez mais, uma miragem...
Se considerarmos que se é realmente jovem (leia-se "teen") durante cerca de uma década e se vive jovem durante várias, pergunto-me: porque continuam marcas de produtos "não-teens" a comunicar nesse "mood"?
Ninguém quer ter 15 anos! Nem os próprios!

MARKETING UNDER CONSTRUCTION

Cada vez encontro mais pessoas disponíveis para concordar que o "velho marketing" de "campanhas-tema" já era.
A dificuldade é: and what comes next? E isto não vem nos livros. Está a ser descoberto e construido exactamente AGORA!
O New Marketing, aquilo a que chamo "MARKETING À CONVERSA COM O CONSUMIDOR", terá como paradigma conceptual a lógica do ecossistema alargado: as minhas marcas estão ligadas a mim, e portanto entre si, e estão onde eu estou.
Ou seja o SumolZ (um dos últimos projectos de Inovação que lancei no Grupo Sumol e cujo case study podem ler no b-Mercator) deveria ter um perfil no Facebook, que eu certamente seguiria, e que me teria dito estar com uma excelente promoção no Auchan de Alfragide, sem que tivesse sido necessário que fosse um amigo a alertar-me...

OVOS MOLES revisitados - velhos saberes, novos conceitos

Os ovos moles foram caindo para fora de moda. Por um lado vão contra a maré: o flagelo da obesidade e do excesso de peso, o colestral... de um modo geral este lifestyle que se vai instalando a favor de um estilo de vida saudável... verde, saladas, bróculos, aguinha, e muito desporto!
Mas a felicidade também dá saúde!
Com uma gastronomia gloriosa, os portugueses não esquecerão nunca que o segredo está no EQUILÍBRIO!
Para além destas questões de "modas", existem ícones da nossa gastronomia que vão resvalando para o esquecimento... mas há inovadores que aqui e ali vão revitalizando alguns deles.
O Boc'aboca (ainda por cima um termo de marketing agora muito na "berra": o WoM") aposta na nossa "cultura de mesa". Somos um povo que gosta de comer bem. Não comemos só para viver (que gente infeliz, os que comem por questões meramente "funcionais"...); este princípio, só por si, indicia um enorme espaço para a inovação... já que comer pode ser um ritual, mas os rituais podem ser renovados. Para velhos saberes procuram-se novos conceitos.
Os ovos moles do Boc'aboca têm formatos, cores e até sabores inovadores. Há hóstias coloridas, formatos (tradicionalmente ligados ao universo marítimo de Aveiro) diferentes, nomeadamente sazonais, e recheios de ovos moles "compostos": com, amêndoas, nozes... e o que mais há-de vir.
Varia, é menos doce, mais nutritivo... ou pelo menos mais indulgente - e sobretudo DELICIOSO!

De ZÉ POVINHO a "Kiko"?

Quase morria um bocadinho de cada um de nós quando se começou a falar do fecho da Fábrica de Faianças de Rafael Bordalo Pinheiro.
Não é a primeira vez que a Fábrica conhece maus dias: Do passado glorioso das peças do Autor e das criações para a Exposição do Mundo Português até hoje manteve-se a tradição, o nome, as faianças de couve, o Zé Povinho... mas não se evoluiu, não se inovou.
Tendo ícones tão emblemáticos torna-se mais fácil criar uma "marca de culto". Ainda para mais com a possibilidade sempre interessante de poder conjugar a criação de "mass products", como os pratos ou as terrinas, com peças de arte e decorativas como os animais gigantes... Faltou visão, inovação, marketing.
Uma vez mais se prova que não basta bons produtos, saber ancestral, garantia da qualidade. Há que escutar: Escutar o consumidor e ler as tendências das sociedades para acompanhar senão antecipar, com Inovação.
Inovação em produto, conceitos, processos, abordagens ao negócio. Inovação na procura de novos parceiros, designers, novas tipologias de clientes, novos mercados...
Sem nunca esquecer que as marcas de culto, se apoiam no passado para alavancar a projecção para o futuro - onde têm os olhos fixos - para a frente! Não para trás, nem para um passado que, um dia, foi glorioso.

CR7 NO FACEBOOK, OU COMO A NIKE PASSOU DE 5MIL PARA QUASE 3 MILHÕES DE FÃS

Espantava-me eu no último post que o Cristiano Ronaldo, no Facebook, fosse a 2ª "personalidade" com mais fãs, a seguir ao Omaba...
Para explicar este facto basta seguir a "actividade da Nike nesta página.
O segredo deste fenómeno é só um: "CONTEÚDOS NOVOS". O CR, himself, cria alguns... mas não há namoradas, vai não vai para o Real Madrid, e "mergulhos para a piscina" todos os dias. Portanto, nos intervalos, a Nike, consistentemente, introduz novos conteúdos.
A própria Nike tem uma página. Claro. Mas apenas com 5.500 fãs.
O Marketing tradicional teria colocado a questão: "o que vamos fazer para trazer mais pessoas à nossa página?" E o resultado teriam sido meia dúzia de "animações", daquelas que já estamos todos fartos...
Na essência o que a Nike está a fazer é adaptar-se ao new media. Patrocina o Ronaldo e o raciocínio terá sido: se uma foto dele na capa de uma revista vende... vamos adaptar esse "asset" ao que nos interessa... E pronto - agora têm uma página no Facebook com quase 3 milhões de fãs...
Quando a TV era "O" meio, a Nike fazia os filmes mais fabulosos... agora que ninguém está lá para vê-los adaptou-se.
De super-produções, passou a produções quase intimistas. As actuais tendências estão todas lá:
  • Web 2.0. Há toda um "rede" em ligação: Facebook, Youtube, Website...
  • People: o "P" que hoje realmente interessa. Seja o Ronaldo, os designers, os engenheiros da Nike, os consumidores que utilizam as plataformas de treino do site. YOU.
  • Tecnologia. I&D. A Nike não vende botas de futebol "fancy". Vende botas desenhadas para terem a melhor performance... quase que parece que sem elas o CR nunca teria saído da Madeira...
  • Inovação. Não é lançar novos produtos. É comunicar.
  • No bullshitt. Tudo parece simples, transparente e tu cá tu lá.
  • Novidades: novos conteúdos. Todos os dias. Por vezes várias vezes ao dia... Ideias simples, pequenos comentários. Os filmes deixaram de ser sofisticadíssimos: são grandes planos, cortes com imagens de jogos, shots em vídeo... no big deal.
  • O poder está na mão das "massas". E de vez em quando aparece um ou outro a dizer palavrões, a chamar maricas ao Ronaldo, ou a dizer que a Puma é que é bom. They just don't care...

Coca-cola: Prazer? Hábito? Ou 150 calorias?

Onde foi para "Alegria de viver" que tornou a Coca-cola o ícone mundial de juventude nos anos 90? A meio dessa década a campanha "Always" com todo o tipo de declinações tornou a Coca-Cola a 1ª marca Universal. Em todo o lado, para todos e conhecida por todos. Lembro-me de ter ficado surpreendida com um intervalo extemporâneo no concerto dos Bon Jovi - era para passar a música, com a letra completa como lançamento da campanha!!! Hoje debaixo do fogo da luta contra a obesidade, a crise, a tendência por lifestyles mais saudáveis, a Coca-cola parece ter esquecido aquilo que até agora sempre tinha sabido: Coca-cola é prazer, é fun, é indulgência. Há crise, há problemas de excesso de peso... mas isso não tem nada a ver com o PRAZER de beber uma CC.
Retirando o "Prazer" de beber uma CC o que é que fica? Para além do hábito e das 150 calorias de cada lata? Mães a recomendar? Toda a gente começou a querer Coca-cola aos 2 anos - justamente porque as mães não queriam! Era assim como um pequeno prazer quase proibido... era o 1º passo no mundo adulto! Era o "1º whisky nas festinhas dos 4 anos"...

BlackBerry vs iPhone

Há uma coisa que a Apple faz muito bem: não vender! Cria uns gadgets, embrulha-os numa Marca e depois há quem os compre... é completamente diferente!
A BlackBerry, vende. Patrocina celebridades e faz publicidade. Ou pelo menos tem feito...
Fala-se agora de uma TEMPESTADE que, poderá até afogar o iPhone!
  • O brinquedo novo chama-se STORM, com um touch screen, tipo teclado...
  • O preço é radical: $0
  • A lógica de inovação é a da incluir a participação dos clientes na criatividade

Em plena "crise" uma luta de titãs: RIM vs Apple

Pac-Man is back

Não foi só a Pepsi. Entusiasmaram-se e "liftaram" tudo... Mas a "velha" Pepsi que se tem fartado de mudar, agora está assim tipo marca de supermercado...

Pepsi - Mais um re-branding...

Anuncia-se o investimento de 930 milhoes de dolares numa nova imagem de Pepsi. Suponho que estes senhores que ganham mais do que eu, são mais importantes do que eu saibam também mais do que eu... I wonder??!!

  1. Por razões profissionais tenho acompanhado de perto a postura de Pepsi e Coca-Cola, esta última ao longo dos anos tem feito várias evoluções, modernizações, actualizações, alterações - mas sempre com um carácter instrumental: destinam-se ao improvement do brand image (e equity) da Marca, mas nunca se apresentam como um "tema" em si. Comunicar comunica-se o prazer de viver associado à marca.
  2. Pepsi. Desde logo tem um eterno problema: não sabe bem o que tem para dizer! Na falta de melhor tudo serve, até comunicar coisas irrelevantes para o consumidor. Irrelevantes não. Perigosas até: falar de 930 milhões numa mudança de imagem num mesmo artigo em que se fala do downsizing de 3.300 trabalhadores é, no mínimo, clumsy...
  3. Qual a relevância de uma mudança de imagem na atitude de compra do consumidor: "Ah deixa cá ver: agora está como imagem nova! Vou já comprar em vez de Coca-cola"! Please!!!

É por esta e por outras que os líderes (que são os que apontam um rumo e o seguem) serão cada vez mais líderes, enquanto que outras marcas sem um rumo certo, vão diluindo as suas promessas com sinalizações em sentidos distintos...