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MENTIRA! Porque mentem os clientes?


Mentira!


Os consumidores mentem! 
Muito.




Apercebi-me disto nos estudos de mercado. Ser politicamente correto, querer sincronizar com o(s) outro(s), não querer parecer pindérico ou pedante...


Recomendo-vos a leitura deste excelente artigo do Seth Godin - Why Lie?


Porque se mente aos vendedores? - Porque questionam indefinidamente a nossa avaliação, crença e opinião...


A verdade é recompensada com a clássica técnica de vendas "vença as objeções". 
Questionam-nos, parecem querer manipular-nos e quase nos fazem sentir tolos. 
Em vez de encontrar "touching points" que nos interessem...


Os clientes mentem. Fogem ao conflito, à pressão.


O Marketing e as Vendas têm que perceber que hoje os clientes têm (quase toda) a informação, têm os seus próprios valores e crenças... e muitas opções. 


Precisamos interessá-los, contar-lhes uma história, encontrar crenças e valores comuns.


"If you keep questioning our judgment, we're 
going to keep lying to you."



MUDAR O MUNDO - A VISÃO DE MARK ZUCKERBERG

Photograph: Justin Sullivan in "The Guardian"
O Facebook vai entrar em bolsa. Com a informação técnica necessária seguiu a carta de MZ com a sua visão. 


A sua visão de como o Facebook está e vai continuar a mudar o mundo.


Também partilhou a sua visão sobre o próprio Facebook... lá mais para o fim...
:)






Ressalto alguns dos aspetos:

  • FOCUS: "The scale of the technology and infrastructure that must be built is unprecedented, and we believe this is the most important problem we can focus on."
  • NOVA CULTURA: "People sharing more... creates a more open culture and leads to a better understanding of the lives and perspectives of others."
  • NOVAS ESTRUTURAS SOCIAIS: "..a network built from the bottom up or peer-to-peer, rather than the monolithic, top-down structure that has existed to date."
  • ECONOMIA MAIS "AUTÊNTICA": "... a more open and connected world will help create a stronger economy with more authentic businesses that build better products and services."
  • ECONOMIA "SOCIAL BY DESIGN": "We have found that products that are "social by design" tend to be more engaging than their traditional counterparts."
  •  EMPOWERMENT OF PEOPLE: "...a more open world will also encourage businesses to engage with their customers directly and authentically...", "We believe building tools to help people share can bring a more honest and transparent dialogue around government that could lead to more direct empowerment of people, more accountability for officials and better solutions to some of the biggest problems of our time."

O ACORDO ORTOGRÁFICO E A ORIENTAÇÃO PARA A MUDANÇA

Há recordações que guardamos sem sabermos porquê.
Lembro-me de ser muito pequena e por uma qualquer razão ter presenciado uma conversa entre a minha avó e um grupo de "raparigas da mocidade dela" :).

Foto: Sandra Silva Pinto / Arquivo JPN
O tema era o acordo ortográfico. 
O de 1945. 
Esta conversa deve ter decorrido no final dos anos 60, ou início dos anos 70. 
Uma vez que a linha do tempo é para a frente, a minha avó espantava-se de ser a única a ter claramente ultrapassado essa fase, ter aderido, de resto, ao inevitável... e surpreendia-se com alguma impaciência com uma discussão com 25 ou 30 anos.

Deduzo que a orientação para a mudança é uma "coisa de família"...


Deixo aqui duas boas ferramentas para a transição:


1. Conversor do Acordo ortográfico, da Porto Editora.
2. Guia prático da Nova Ortografia, com um resumo das principais alterações.




IKEA - Sustentabilidade ou "Green Washing"?

Talvez por ser sueca, talvez por se ter tornado uma "marca próxima", talvez porque gostamos do design e da flexibilidade de utilização... talvez porque gostamos de "montar puzzles gigantes"... ou porque cada estante é um "Lego" dos crescidos - gosto, quase todos gostamos da IKEA!

A Ikea incorpora no seu valor de Marca um enorme "good will" que advém, também, em grande medida da postura ética, responsável e sustentável com que a Marca se posiciona.
... E nós estamos a  "passar ao lado" das notícias que repetidamente (mas silenciosamente)  dão nota nos media (tradicionais e digitais) que este gigante sueco é um dos responsáveis pela destruição das florestas virgens da Sibéria, Birmânia, Indonésia e noutros países asiáticos e do leste europeu.

A Ikea refugia-se das acusações em primeiro lugar com a declaração de intenções de a longo prazo (!!! - "Certified forests are the long term goal") apenas utilizar madeira de florestas planeadas do ponto de vista da sustentabilidade. 
Em segundo lugar apresentam o "The IKEA Way on Purchasing Home Furnishing Products" (IWAY), ou seja o processo a que obrigam os seus fornecedores de matérias primas. Parece muito responsável. 
Tigre da Sibéria, habitat em perigo crescente...
E os parceiros chineses do Ikea assinam-nos. Depois subcontratam ilegalmente  múltiplos subempreiteiros noutros países (normalmente sub-desenvolvidos e altamente permeáveis à corrupção) e importam a madeira que ao entrar na China apenas tem que obedecer à legislação chinesa... 

À saída em direção à Suécia ou a outras fábricas da empresa é só preencher a documentação "green washing" e tudo parece o que nunca foi...

Confesso que fiquei sinceramente perturbada com esta constatação (que poderão aprofundar mais, por exemplo aqui). 

Acredito que o grande salto de paradigma, a saída do dead end em que se encontra o mundo ocidental é a SUSTENTABILIDADE e estas políticas do "fazer parecer verde" mostram-me que os grandes Grupos ainda não perceberam isso...

INOVAR é dançar a "Morte do Cisne" em StreetDance

John Lennon da Silva é um mulatinho de 20 anos do estado de São Paulo. StreetDancer.
Trago aqui o vídeo da sua participação num concurso de TV para exemplificar 2 conceitos absolutamente relevantes
1. INOVAÇÃO - Inovar, inovar, inovar... A INOVAÇÃO de tanto se falar dela está a tornar-se um lugar comum.
Todos querem Inovar.. mas depois confundem inovação com criatividade.
Querem Inovar mas não querem arriscar.
Querem Inovar, mas ficam a olhar para o lado e para a concorrência, o que faz tender para a conformidade.

2. CULTURA CONVERGENTE em que todos podem participar, todos podem criar, todos arranjam um modo de se expressar, de dar largas ao seu individualismo. Surpreender. Sem preconceitos. O ballet saiu à rua... e transformou a "Morte do Cisne", o mais emblemático momento de ballet "em pontas", dançado apenas por primeiras bailarinas, numa versão igualmente tocante mas dançada com jeans e sapatilhas...
Ou como Tchaikovsky sai à rua nos pés de um StrestDancer brasileiro.



Inovar não é apenas "criatividade", é (re)interpretar, (re)inventar. É ter uma visão e ARRISCAR!

GLOOQ - EXPERIÊNCIA INDIVIDUAL OU SOLUÇÃO EMPRESARIAL?

Entrei em contacto com o Glooq, by Zon pelo facebook.
Deixa cá ver...



É um serviço da Zon (vem na factura,  tipo Sport TV, mas mais barato...) e o conceito português é que permite costumizar e-mails enviados a partir do Outlook.

Quero acreditar que a Zon não lança produtos sem antes avaliar o seu potencial de mercado para definir pelo menos posicionamento e target... Ambos aparentemente transmitidos neste filme. A linguagem é muito jovem remetendo para um target dos 15-20 anos.

Pergunto-me: este público usa o Outlook? Ainda envia e-mails? ou é tudo muito mais mobile e redes sociais? 
Confesso que não vejo afinidade entre este produto e o target a que parece destinado...

O conceito parece-me mais adequado para Pequenas Empresas e Profissionais Liberais que utilizam certamente o meio - Outlook - e têm vantagens em juntar uma imagem mais institucional, promocional ou até mesmo publicitária nos e-mails que enviam...
Este é o posicionamento que é apresentado no site oficial da GLOOQ.



Pergunto-me:a Zon fez realmente o trabalho de casa e, numa jogada tão à frente que eu não a vislumbro, aposta num segmento que tem apetência por esta ferramenta? Caiu no paradigma de "sociedade de lazer" que está a afundar a "velha Europa"? Acha que "cool" é lançar os produtos para os jovens-trendsetters que depois toda a gente os segue? Enfim não percebi...

Resumindo enquanto o "Promote Yourself" da Glooq aponta para um uso profissional e empresarial em Portugal é umbilical... I wonder why...

BLOGUES: Estamos todos a falar em círculo?

Um blogue para quê? Antes de mais para ter voz! Todos achamos que temos alguma coisa de relevante para gritar ao mundo... A questão é saber quem é o "mundo" e se está minimamente interessado no que temos para dizer...

Surge-me esta dúvida existencial blogueira  a propósito de uma ferramenta que a WordPress disponibilizou para os seus bloggers - o PressTags. Para que serve? Para os bloggers da WordPress saberem sobre o que andam os outros bloggers a postar e a re-postar... num circuito mais ou menos fechado, em que uns bloggers seguem os outros que seguem os outros e os re-postam, num círculo infernal em que todos falam do mesmo, repetem o mesmo e acham que estão a seguir, ou mesmo a "cavalgar" uma tendência...

Desolação total o posicionamento desta ferramenta! Quando ouvi falar dela acreditei que teria sobretudo interesse para as Marcas, para os "trendhunters", enfim para aqueles que querem saber quais são os buzz de hoje para anteciparem as tendências que vão ser os buzz de amanhã... mas não!
É apenas mais uma visão umbilical dos bloggers sobre si próprios. 

Se este blogue um dia ficar assim - por favor internem-me. 
Pronto! Não exageremos - peçam-me só para o fechar :(

MOVIMENTO MILÉNIO

Quem se chega à frente?

O descontentamento, as páginas de protesto na Facebook, os resmungos... ok! Servem para desabar, não muito mais... 

Então vamos lá a concretizar: que ideias temos? Como "reformar" o paradigma empresarial? Como deveria evoluir a nossa relação com o consumo? e das empresas com os seus consumidores? e com a comunidade? A desertificação do interior, a sobre-população das cidades, o trânsito? que ideias temos sobre estas questões? somos capazes de desenvolver algumas? A nossa classe média com escassos recursos civilizacionais e culturais e depauperada vai continuar a sustentar este modelo político? Este modelo político faz sentido? Há outros aplicáveis? A falência das Instituições está à vista? e agora?

O Expresso e o Millénnium bcp lançaram a plataforma MOVIMENTO MILÉNIO onde a partir do próximo dia 22 de Fevereiro poderemos submeter os nossos projectos e ideias dentro das 4 áreas consideradas estruturantes para o país:
  • Negócios
  • Cidades
  • Consumo
  • Democracia
Para além de considerar excelente a iniciativa de apelar à concretização, sistematização e apresentação de soluções decorrentes do crescente descontentamento vago e disperso, acho muito interessante o modelo da iniciativa. Em cima das actuais tendências:
  •  O público habituou-se a "ter voz", aqui tem uma plataforma para passar do desabafo inconsequente à apresentação de soluções pensadas e estruturadas.
  • Numa sociedade cada vez mais visual, a apresentação de ideias deverá ser feita em vídeo, devendo o próprio apresentar deste modo a sua ideia ou projecto - estará no ar para revelar a sua ideia ao mundo
  • Numa sociedade já habituada a intervir a escolha das melhores ideias e projectos será feita por especialistas, mas também pelo público em geral...
  • A própria plataforma é uma solução viabilizada por uma pareceria de 2 Marcas, modelo que a meu ver é uma das maiores tendências de evolução - as parcerias, o cooperação e até a coopetição...

Da conversa de café seja ela de bairro ou virtual vamos ver agora as ideias que surgem para renovar a sociedade, a economia e o país...

ATÉ QUE PONTO A "SOCIAL MEDIA" IRÁ MUDAR O PARADIGMA?

Saltam como cogumelos! (de onde terá vindo esta expressão...???)
No início de cada ano as previsões e as tendências para o ano proliferam de todos os lados... 
Em 2011 (para além da "Crise", da "Recessão" e do "Relançamento da Economia..) os gurus continuaram a interessar-se muito pelas redes sociais: os impactos na sociedade, na economia, na comunicação e no Marketing... muito mais do mesmo...
sproutsocialinsights
Partilho convosco um artigo que para além de profetizar o que todos já viram: a relevância crescente da produção de conteúdos, o crescimento do impacto das aplicações "mobile, etc, etc... Surge com um pensamento original:
A ideia de que a Internet (com o exemplo dos "Facebook crédits" para os jogos) pode vir a ser o 1º passo para uma moeda única Universal... 
Com o alargamento do euro a praticamente toda a Europa, com um objectivo semelhante na agenda da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) parece emergir uma tendência para homogeneização da gestão da Moeda. Este princípio carece, obviamente, de uma plataforma à escala global e a Web é isso mesmo... 
Este conceito está já a ser utilizado, por exemplo, no Facebook que de há uns meses para cá começou a disponibilizar os "FACEBOOK CREDITS", que são uma unidade monetária virtual, utilizada pelos seus utilizadores para jogos e aplicações.
Com a relevância à escala mundial, e dado o seu número crescente de utilizadores, esta pode vir a ser a tendência do ano na social media, com potencial para vir a ter um impacto global muito para além do Farmville... :)

CROUDFOUNDING - de startups a casamentos viabilizados online (Brasil)

Este conceito não é absolutamente novo. 
É uma lógica de Microcrédito para viabilização  de pequenos negócios. 
Uma das minhas amigas do TST e Facebook é,  dinamizadora do projecto KIVA, uma organização que possibilita a qualquer um de nós ajudar ou ser um dos que ajuda a viabilizar um projecto.
A Exame brasileira num artigo sobre este tema apresenta várias plataformas online que vão de estruturas de apoio a startups a acções de crowdfound para financiar desde a publicação de livros a casamentos... :) Haja imaginação!
Para além da ironia de algumas das abordagens e o impacto positivo de outras (quando uma iniciativa individual avança, toda a sociedade avança...) este fenómeno faz sobressair uma tendência que se julgava cristalizada - a da cooperação e interajuda! 
Numa sociedade muito individualista é interessante ver a contra-tendência a essa característica sob a forma de solidariedade social, para já, e neste contexto, assente sobretudo em pessoas, como cada um de nós... mas com potencial para evoluir quando as empresas perceberem que podem ter aqui um papel muito importante.
As políticas de responsabilidade social perdem-se entre o quase nada e o brincar à caridadezinha. Em países emergentes ou em crise esta solução de cooperação entre a comunidade e as empresas pode ser uma forma sustentável de fazer evoluir a economia.
O velho Marketing já era... e pergunto-me se as empresas não deveriam estar atentas a estas pequenas iniciativas a que podemos chamar start ups que de alguma forma se poderiam encaixar nos seus processos integrados - de fornecedores aos clientes, com as vantagens decorrentes de externalizar actividades que não sejam "core" do negócio.

Marketing "online" e "offline"? Não, a vida real já integrou as 2 plataformas...


Dantes havia: TV, rádio e imprensa – offline e depois passou a existir também “online”. Há poucos anos (meses?) falava-se da integração do marketing “online” e “offline” como grande novidade…
Hoje esta separação é uma concepção técnica de Marketeers, uma divisão assente no “meio” e que é artificial, pois os consumidores têm as plataformas integradas no seu dia a dia e saltam de uma para outra com a naturalidade de quem vive uma vida em rede…
A conclusão é que a abordagem do “online” enquanto “meio” é errada porque tende a  assentar na tecnologia e suas potencialidades de utilização, e não na vivência do consumidor… Daí que seja redutor utilizar a Web como mero “espaço” para posicionar marcas e consolidar “brand equity”. 
O online pode ser, isso sim, um excelente motivador de compra, se, ao impulso de um contacto na net se puder associar o momento de compra (costumizada) imediato, localizações das lojas mais convenientes, existência de stock, etc, etc. 

in Taringa!
Comprar pode ser online ou numa loja, mas a experiência pode ainda ser partilhada e amplificada. Todos os dias surgem novas tecnologias, canais e aplicações e são as pessoas que lideram a sua utilização – não as Marcas (ainda...): as redes sociais e o buzz que podem provocar, as aplicações de localização e outras que possibilitam a interacção com as lojas estão a redesenhar a maneira como as Marcas se devem relacionar com os clientes.

Publicitários:  o hype não é a última aplicação para smartphone! Importante mesmo é perceber como é que isso pode ajudar a melhorar a experiência de compra do cliente! Importante é que a aplicação seja simples de utilizar e costumizada aos seus estados de necessidades e estilos de vida: alimentação, desporto, lazer e outros gostos pessoais…

A tecnologia é instrumental, não um fim em si (bem: para os geeknerds é…). O que nos interessa em termos de comunicação e marketing é escutar, ler, interagir e envolver o nosso consumidor…

Qosmo & Cápsulas DELTA Q

Confesso que tenho um fraquinho por marcas portuguesas.
Afinal foram muitos anos a irritar a maior marca do mundo, a Coca-cola, com uma marca - Sumol - de um pequeno país com uma fraca capitação e a resistir à invasão...

in Delta Q Facebook fan page
Uma das marcas que mais me apaixona é a Delta. Esta marca, cujo consumo em bica nos cafés a poderia ter tornado numa "não-marca", soube tornar-se relevante no ponto de venda, criar publicidade relevante, soube internacionalizar-se...

Sabe ser portuguesa e, também, à dimensão do nosso país, medir forças com esse fenómeno global que é a Nespresso (incluir Clooney, Malkovish, cápsulas coloridas, máquinas giras, lojas "fancy" e budgets de comunicação à altura...)

Já tinha uma máquina para cápsulas Nespresso quando apareceu o conceito Delta Q.



Fiquei com pena... preferia esta marca portuguesa... depois de provar o café já nem com o Clooney a coisa me sabe tão bem...

in Delta Q Facebook fan page
Agora podia ainda ter uma máquina Qosmo UniQa.
Personalizada só para mim!
Já aqui tenho referido várias vezes que a costumização é uma das tendências mais relevantes no desenvolvimento de produtos.

Na página de fãs do facebook podem ver alguns exemplos destas personalizações. Claro que há umas com umas águias absolutamente deprimentes... ;)

SE VENEZA NÃO TIVESSE UMA PONTE, A EUROPA SERIA UMA ILHA

No seu "The city of the falling angels", John Berendt coloca estas palavras na boca do veneziano Mario Stefani.

E traduz magistralmente a mentalidade italiana que desenvolveu e lançou o MARTINI GOLD.




Numa conjuntura cinzenta e temerosa, a Martini contrapõe-se temerária. Em parceria com os italianos Dolce & Gabbana apresenta um produto "Premium" com cara de "topo de gama".

Num mundo triste e deprimido em que a maioria das empresas se limitam ao "existing business", ou lançam produtos commodity baratinhos e chinfrins, aparece-nos um filme publicitário que é uma grande produção, no tom habitual da extravagância italiana e com uma produção brilhante com o cenário mágico da belíssima Roma (muito no registo La Dolce Vita de Fellini). Uma celebração à beleza Italiana com Monica Bellucci e com as aparições surpreendentes de  Domenico Dolce e Stefano Gabbana. Pode ver a versão integral AQUI.

Uma estratégia de Marketing e Comunicação absolutamente dentro das tendências mais "hot":
  • PARCERIAS - o produto é  resultado duma "special friendship entre MARTINI®, Domenico Dolce and Stefano Gabbana".
  • STORYTELLING - as histórias são para serem partilhadas e aqui está a do Gold, entrevistas com o realizador, com a Bellucci, fotos, making of do filme...
  • GLOBALIZAÇÃO - Martini, da Itália para o mundo.
  • NOVAS TRIBOS - que vão partilhando interesses, estilos de vida
  • MERCADO COLABORATIVO - Espaços como os corners "Martini" nas lojas D&G de Milão ou Shangai.
  • AFFORDABLE LUXURY - a crise, a falência das instituições trouxe-nos para uma maior consciência do real. Produtos como este Martini Gold remetem para o aspiracional acessível a qualquer um...
  • DO IT YOURSELF - ensinam-nos a fazer o aperitivo perfeito.
  • SHARING -As marcas já não se limitam a passar os anúncios na TV. Hoje o buzz é muito mais importante. É por isso que existe o Canal  martinidolcegabbana no Youtube ...

GERAÇÃO "G". Ganância ou generosidade?

Gekko Gordon volta, mas o mundo é muito diferente agora...

A falência das instituições, o terrorismo, a recessão económica... trouxeram o mundo para uma noção de realidade que deixa de apreciar o glamour dos milhões de WS. Está a instalar-se na sociedade um certo pudor consumista. Longe vão os anos da insana exibição do dinheiro gasto. A consciência do real dita hoje um consumo mais racional, a premência da poupança...

Hoje a "ganância" de Wall Street já não é tão sexy e a recessão trouxe a letra "G" para as antípodas da "generosidade".

Do lado das empresas a Responsabilidade Social começa a criar hábitos de Gestão relacionados com as preocupações ambientais e sociais (tanto com os empregados como com a comunidade em geral).

Ao mesmo tempo a sociedade "sempre ligada" em que vivemos favorece a partilha, o engagement e a colaboração.... Este novo modo de estar significa a troca do status do "ter" pelo "reconhecimento": a troca de status pela posse de um determinado carro, pelo reconhecimento dos "likes" no facebook, ou pelo nº de fãs ou page views de um blogue...

Esta é uma tendência que as empresas precisam ter em conta quando (re)pensam os seus negócios e as suas abordagens a clientes e consumidores.

Os consumidores perceberam as consequências económicas da "Ganância" - esta noção do real está a tornar a "GENEROSIDADE" num dos mindsets mais influentes em termos sociais e afastar o discurso do "Eu" para um discurso de "COMUNIDADE"...

Google - Living Stories

O offline adapta-se ao online. Living Stories do Google permitirá aos leitores seleccionar as notícias realmente do seu interesse e acompanhar no tempo os seus desenvolvimentos. Um passo à frente dos formatos tradicionais...

E, sobretudo, passo a passo com as tendências dos consumidores. Hoje a interacção é a chave de muitos negócios. Habituamo-nos à costumização. Sentimo-nos "empowered" para definir os nossos requisitos de consumo.
Living Stories vai permitir que eu seleccione as notícias, os temas que realmente me interessem, acompanhe as respectivas actualizações e aprofunde os temas com o nível de detalhe que deseje, e durante o tempo que quiser... Temas abordados numa perspectiva dinâmica e costumizada. Finalmente um "jornal" sem notícias que não quero ler...!!!!
Esta nova ferramenta ainda em teste com o New York Times e Washington Post é mais uma aposta do Google no sentido de encontrar novos métodos de distribuir conteúdos e fidelizar leitores online

Hei! Meninos! Acordem para a vida!!!!!!!!!!!

Duas ou três coisas:
1. As lojas do "freeshop" enquanto se espera para embarcar no voo "delayed" não são as únicas que vendem gravatas.
2. Os calções de banho serão implacáveis na praia. Um fato "construído" à medida mente tão bem por vós como a vossa mãe.
3. Aquele ombro projectado para a frente por causa de jogar ténis não se consegue "consertar". O casaco consegue.
4. Os fatos de homem não precisam ter a textura da serapilheira...
Esta 5ª-feira fui a um Workshop de Elegância masculina no SuMisura. Foi todo um Universo que se abriu... Sempre achara que os guarda-fatos dos homens eram uma sensaboria... Agora sei que podem não ser. Sempre achara que os "arranjos" nas lojas eram muito duvidosos... agora sei que são uma blague. A minha mãe sempre dizia que um fato feito à medida podia tirar 10Kg, 10 anos... agora percebi como.
And I even amused myself in the process. O Fernando Pereira é um verdadeiro anfitrião. E, claro contagia-nos, pois é a paixão que o move.
Nesta hora e meia de conversa descontraída ao fim da tarde, são abordados e discutidos os grandes temas do universo da roupa masculina (sim!existem!): Tecidos e Padrões, A Camisa, O Fato, A Gravata, Acessórios, Dos & Dont's. Para quem (como eu...) olha o mundo com uma visão de marketing é também interessante constatar como esta proposta está tão em cima da actuais tendências:
1. Costumização (como é o caso das gravatas: desenhadas, personalizadas e com uma caixa exclusiva seja com o nome do próprio, seja in behalf de quem oferece...).
2. Focalização no individuo. Uma casaco 54 não pode ficar igualmente bem ao Manuel e ao Joaquim... o mais certo e que fique igualmente mal a um e a outro.
Num mundo globalizado, e "orientado para a escala", as soluções passam cada vez mais por costumizar propostas standards - é esta a proposta de fatos à medida da SuMisura!
Por último transcrevo um dos melhores ensinamentos de Marketing e Vendas que ouvi nos últimos anos:
O CLIENTE NÃO TEM ADJECTIVOS. Fernando Pereira dixit.
O cliente não é alto, baixo, encurvado, ou gordo. Ponto. O cliente é esta pessoa que está à nossa frente e o fato tem que adaptar-se de modo a vesti-lo bem! Simples. Pensando bem é assim com todos os produtos...

LISTEN DEEPLY - TELL STORIES

Vivemos na USER REVOLUTION, na sociedade da partilha. Todos somos interessantes e queremos partilhar os nossos conteúdos. Todos temos histórias para contar...
O conceito de histórias digitais assenta numa tendência absolutamente incontornável - os conteúdos caíram na mão do povo. Hoje já não há monólogos (embora, se continue a poder falar sozinho...).
As narrativas digitais são uma ferramenta de USER GENERATED CONTENT: Utilização de elementos audiovisuais digitais para a criação de histórias-multimédia. Narrações de vida - da vida de qualquer um, com a utilização de ferramentas sofisticadas, mas ao alcance de todos, bastando para isso poucas horas de formação.
O José Sacavém tem sido o grande impulsionador deste conceito no nosso país, estando a também a desenvolver um projecto de solidariedade social à volta deste recurso.
Tem também vindo a fazer acções de formação em Grupo, nomeadamente em contexto empresarial, com objectivos, por exemplo, de "team building", formação, suporte a acções de Responsabilidade Social, de Recursos Humanos na consolidação da "cultura" organizacional... ou para Grupo de amigos, familiares que querem conhecer coisas novas e partilhar experiências!
Está agora a organizar, em Óbidos, para o dia 27 de Junho, a 1ª International Digital Storytelling Conference. O painel da manhã será dedicado às aplicações do digital storytelling em várias comunidades. A sessão da tarde irá abordar as inovações nesta área, as suas conexões às tecnologias móveis e aplicações web 2.0. À noite decorrerá um festival de digital stories provenientes de todo o mundo.
Todos nós temos histórias, para as tornarmos digitais basta termos um alguém a quem as destinemos, um contexto e a vontade de partilhar as nossas emoções.

TRENDS 2009 - Me, Myself & I

Brand Me
Me, myself & I, é há algumas décadas, e vai continuar a ser o Trend mais forte dos próximos anos. A explicação é fácil: é a responta “only human” a uma sociedade banalizada pela globalização… Todos nos queremos expressar, afirmar a nossa individualidade, contar a nossa história… queremos até publicar o livro da nossa vida, mesmo que isso só nos interesse a nós (… ok, à nossa mãe também… e as amigas dela vão ter que fingir que também acham interessantíssimo…). Mas até pode interessar a muita gente. Há uma boa dose de "voyeurismo" nesta atitude de querer conhecer "o outro".
Quero que me alimentem a ilusão de que “alguém pensa em mim”. Vou comprar uma camisola à Mango, sei que milhares de outras pessoas fazem o mesmo! Mas, depois preciso de um daqueles pormenores que me reconciliem com a minha individualidade.
Quero a ilusão que há produtos desenhados especificamente para os meus estados de necessidades…
A costumização é a resposta que a Inovação tem para desbravar um mundo globalizado.
Não me ofereçam o último “best seller “ do Miguel Sousa Tavares. Ofereçam-se umas palavras cruzadas em tela, com o meu nome. Feitas, pensadas e pintadas PARA MIM!.

TRENDS 2009 - Go "Green"

As questões ambientais vão estar no topo da lista nas próximas décadas.
Do “GREEN WASHING”, puro argumento de marketing na maioria dos casos, ao real controle da “pegada ecológica”, as nossas vidas, o nosso LifeStyle, a educação, o Desenvolvimento de novos produtos… tudo vai ter uma parte cada vez maior da equação “verde”.
Pergunto-me até onde se poderá “cavalgar” esta onda verde como puro argumento de marketing. A opinião pública começa a estar muito alerta…

Pergunto-me também que empresas estarão efectivamente já a “pensar VERDE”. Pensar uma nova e inevitável postura estratégica, desde as compras, à logística… ao Marketing.
E os consumidores. Quem são consumidores? Os “green” são poucos e dirigir-se apenas a eles é ficar-se preso num “ghetto” que vai demorar anos a ampliar-se… os “mainstream” estão focalizados na satisfação dos seus “estados de necessidade”, e nada disponíveis para, em época de crise, pagar mais por produtos “green”…
Como se sai daqui?
Mudando a perspectiva.
Criando o enquadramento adequado. O nicho “green” é pequeno, os produtos são caros. A solução é FOCALIZAR NUM ESTILO DE VIDA “GREEN”. É aspiracional, educa-se a sociedade e cria-se o estado de legitimidade para avanços futuros nesta área.
É é preciso parar de criar “mitos verdes” à volta de produtos normais e começar a desenvolver produtos para o dia-a-dia que fazem sentido em termos ambientais.

TRENDS 2009 - No futuro…só haverá lugar para produtos de que poucos gostem muito.

Há várias décadas que a indústria percebeu que havia mercado, em muitas áreas de negócio, para estratégias diversificadas (e não apenas indiferenciadas). Estas estratégias assumem que é mais lucrativo considerar as diferenças entre os consumidores do que as suas semelhanças: Diferenças físicas, Diferenças sócio-económicas, Diferenças culturais, Diferenças comportamentais, etc.
Ou seja, que é mais lucrativo ter uma base de consumidores menor, mas vendendo a (menos) pessoas que compram em maiores quantidades, um maior número de vezes, com maior lealdade e que eventualmente estão dispostas a pagar mais pelo produto. Da aposta na diversificação, tem-se evoluído progressivamente para a segmentação, targetização, customização – ou seja, para a (quase) individualização. A indústria reconheceu na diversidade do consumidor uma oportunidade, percebendo que este gostava de ser tratado “como um indivíduo” e não “como um consumidor médio”. Neste momento, o consumidor já não espera da indústria senão este tratamento diferenciado. Ser “consumidor individual” tornou-se uma praticamente uma commodity. DE ONDE VEM O RECONHECIMENTO DESTA OPORTUNIDADE?
Segundo a Sociologia do Consumo, a interpretação dos motivos que levam ao consumo tem evoluído.
A primeira perspectiva, de pendor racionalista, via no consumo uma escolha individual e utilitária, em que o consumidor, informado das vantagens e inconvenientes de cada escolha, opta pela que lhe possa trazer maior benefício. A resposta da indústria foi a diferenciação pelo preço e pela performance. A segunda perspectiva encarou o consumo como um produto social. Enfatizou o papel da estrutura social na determinação das escolhas de consumo, para as quais contribuiriam agentes como família, grupos de referência, educação e classe social. A resposta da indústria foi a diferenciação pelo status e pelo prestígio. A terceira perspectiva, o pós-modernismo, trata o consumo como um instrumento criativo de afirmação e expressão individual, reabilitando o “direito” à escolha individual como o fizeram os racionalistas, mas sob uma óptica emotiva e não puramente utilitária. A resposta da indústria está a ser a diferenciação pelo “sou o que sou”.
A explicação sociológica - uma atitude pós-modernista: O aumento do nível de vida, a democratização do consumo, o enfraquecimento dos laços de autoridade (pais sobre filhos, igreja sobre fiéis, estado sobre cidadãos, estrutura sobre agente social)… …levam a uma acentuada permeabilidade social: As fronteiras de referência – os papéis sociais estabelecidos em função de sexo, idade, classe social, profissão, etc. – esbateram-se: “everyone can be anyone”. “Os antigos e estáveis pontos de determinação do sentido de identidade das pessoas foram deslocados. As identidades em condições pós-modernas tornam-se mais flexíveis.”(Bocock, 1993:3-4). Deixa de haver tantos constrangimentos à identidade de cada um. As identidades podem ser construídas e alteradas a qualquer momento. Portanto, os indivíduos passam a ter, eles próprios, que definir, mostrar e sustentar quem são - enquanto dantes as escolhas eram decididas e orientadas previamente pelos papéis sociais, agora cabem cada vez mais ao indivíduo. Deixa de ser interessante ter o que toda a gente tem e fazer o que toda a gente faz. O resguardo psicológico encontrado anteriormente no consumo de massas dá lugar ao novo culto do “pessoal e intransmissível”. O “novo status” é consagrado na diferença, na autenticidade, e não na imitação dos ricos e famosos.
O “estilo de vida” passa a ser, nesta óptica, o principal factor de diferenciação social, com dois pressupostos fundamentais: liberdade individual (face ao “espartilho” da sociedade) e consumo como instrumento de criação da identidade individual. O pós-modernismo encara o consumo como um instrumento de afirmação individual, enfatizando-o como materialização do “direito” à escolha individual, sob uma óptica emotiva e não puramente utilitária. Esta abordagem faz realçar o poder criativo e libertador que o consumo pode representar para o indivíduo, face ao “espartilho” da sociedade. A nova era tecnológica permite virtualizar a experiência de vida e dar ainda mais possibilidades à livre construção da identidade.
Esta “liberdade” de construir uma identidade por via do consumo é: por um lado, enaltecedora e desafiante para o indivíduo… …mas por outro, profundamente angustiante: Como fazer as escolhas certas? Como mostrá-lo aos outros do melhor modo? (e… ainda assim) COMO SER A PESSOA QUE SE QUER SER? Neste momento, a oportunidade da indústria não está em proporcionar ao consumidor experiências “médias” e uniformizadoras, mas sim em fazê-lo sentir-se bem na própria pele, dando-lhe uma “segurança intrínseca”, valorizando-o na sua unicidade e diferença.
O “novo marketing” que aposta no apelo emotivo é, pela sua natureza, fortemente relacional. nIsto implica passar a trabalhar com “poucas pessoas” de cada vez: ou numa lógica “one-to-one” (individual), ou num contexto “tribal” (grupo restrito de pessoas que partilha uma paixão intensa por uma marca).Este apelo não encontra eco nas massas. Os targets do futuro para marcas que não se apoiem em “discount” são os “poucos” que gostam MESMO muito de um produto/marca: indivíduos e “tribos” que partilhem um grande entusiasmo e preferência. "Mass marketing is a thing of the past; now, it's about the market of one.“ Kevin Roberts, CEO da Saatchi & Saatchi