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MENTIRA! Porque mentem os clientes?


Mentira!


Os consumidores mentem! 
Muito.




Apercebi-me disto nos estudos de mercado. Ser politicamente correto, querer sincronizar com o(s) outro(s), não querer parecer pindérico ou pedante...


Recomendo-vos a leitura deste excelente artigo do Seth Godin - Why Lie?


Porque se mente aos vendedores? - Porque questionam indefinidamente a nossa avaliação, crença e opinião...


A verdade é recompensada com a clássica técnica de vendas "vença as objeções". 
Questionam-nos, parecem querer manipular-nos e quase nos fazem sentir tolos. 
Em vez de encontrar "touching points" que nos interessem...


Os clientes mentem. Fogem ao conflito, à pressão.


O Marketing e as Vendas têm que perceber que hoje os clientes têm (quase toda) a informação, têm os seus próprios valores e crenças... e muitas opções. 


Precisamos interessá-los, contar-lhes uma história, encontrar crenças e valores comuns.


"If you keep questioning our judgment, we're 
going to keep lying to you."



MUDAR O MUNDO - A VISÃO DE MARK ZUCKERBERG

Photograph: Justin Sullivan in "The Guardian"
O Facebook vai entrar em bolsa. Com a informação técnica necessária seguiu a carta de MZ com a sua visão. 


A sua visão de como o Facebook está e vai continuar a mudar o mundo.


Também partilhou a sua visão sobre o próprio Facebook... lá mais para o fim...
:)






Ressalto alguns dos aspetos:

  • FOCUS: "The scale of the technology and infrastructure that must be built is unprecedented, and we believe this is the most important problem we can focus on."
  • NOVA CULTURA: "People sharing more... creates a more open culture and leads to a better understanding of the lives and perspectives of others."
  • NOVAS ESTRUTURAS SOCIAIS: "..a network built from the bottom up or peer-to-peer, rather than the monolithic, top-down structure that has existed to date."
  • ECONOMIA MAIS "AUTÊNTICA": "... a more open and connected world will help create a stronger economy with more authentic businesses that build better products and services."
  • ECONOMIA "SOCIAL BY DESIGN": "We have found that products that are "social by design" tend to be more engaging than their traditional counterparts."
  •  EMPOWERMENT OF PEOPLE: "...a more open world will also encourage businesses to engage with their customers directly and authentically...", "We believe building tools to help people share can bring a more honest and transparent dialogue around government that could lead to more direct empowerment of people, more accountability for officials and better solutions to some of the biggest problems of our time."

BURBERRY - As redes socias no catwalk


TWITWALK. Definição de twitpics de cada look antes de entrar no desfile. Antes de qualquer foto da Imprensa...

A exclusividade de ver em primeira mão as novas criações da próxima estação passou dos ilustres convidados presentes no evento para os anónimos seguidores da Marca no Twitter.
Democratização das experiências.
De Londres para os vários responsáveis Regionais  e a elite alastrou-se das cadeiras da primeira fila para o mundo inteiro tendo sido a Burberry a segunda marca mais mencionada no Twitter num pico pouco depois do início do Show.

De desfile para imprensa e compradores passou-se para uma plataforma multimédia através da qual a  Burberry contou em tempo real a sua própria história diretamente aos consumidores. 

Uma produção "live streem" com "takes" do "stage" e "Backstage"e histórias da passadeira vermelha foram partilhados no website, no Facebook e no Youtube - Modelos e celebridades presentes foram ao mesmo tempo observadores, intervenientes e atores. Enquanto um fotógrafo alimentava o feed do Burberry Instagram durante todo o show.

As novidades Burberry no próxima Vogue já vão ser em segunda mão..

..

Resumindo: A Burberry - design e produção de conteúdos! Longe estão os quadrados....



John Cleese e a campanha viral BreakFree da TomTom

Fofoca: Em 2009 John Cleese divorciou-se da sua terceira mulher que conseguiu uma decisão do tribunal que a deixou mais rica que o próprio ator: Cleese foi obrigado a dar-lhe $15,8 milhões e uma pensão de $1,1 milhão durante 7 anos. "In order to feed the beast" segundo as suas próprias palavras o mais famoso dos Monty Python vê-se obrigado aos 70 anos  a trabalhar no duro...

Consequência da fofoca: Cleese está até disponível para fazer anúncios (bem pagos...) de publicidade.

Facto: a TomTom contratou-o para uma campanha com vários vídeos que está a ser um sucesso viral:



A estratégia e a campanha podem ser vistas aqui no Facebook.

Adequando a linguagem ao meio  ("Não sejas rude ou parvo...") a página portuguesa desta campanha  convida todos a participar com a sua própria versão do "BreakFree, dos Queen...e a ganhar uns TomTom, 2 dos quais já vêm com carro e tudo :)

E lá vão aparecendo novas formas de comunicar...

BLÁ-BLÁ OU COMUNICAÇÃO

Poucas marcas interiorizaram já que vivemos num novo paradigma de comunicação. As áreas de Marketing que deveriam ser os motores de mudança e as rampas de lançamento para novas formas de abordagem aos consumidores estão, estranhamente, cristalizados numa lógica mais do que passada e ultrapassada e entretêm-se arduamente com briefings, posicionamentos, novas campanhas e spots de televisão....

Este filme viral (cuja partilha recomendo sobretudo com os mais novos que já interagem via net)  é um bom exemplo de comunicação atual:



É útil. Para os adultos chama a atenção para aspetos aparentemente óbvios mas que por vezes esquecemos. Para as crianças é quase mandatory... 
A linguagem e a imagem são simples, sem paternalismos... mas interessante.
Não deixa de ser um viral publicitário.
O que faz TODA a diferença é que não está focado no produto/Marca e nas suas fantásticas vantagens competitivas face à concorrência... mas em quem no final do dia COMPRA - o consumidor - nos seus estados de necessidade. 
Este viral não vai fazer vender mais "n" computadores até ao final do dia, mas pelo menos em mim, pela sua utilidade (chamada de atenção que partilho com o meu filho) gerou um enorme "goodwill" para a marca "Toshiba"... 
E como hoje já ninguém vende... há é pessoas que compram, esta marca acabou de entrar para a minha lista de opções.

Já está na rua o CIN Remake 2011. O mote dá Tiago Bettencourt.










O ano passado José Luís Peixoto deu a inspiração literária para as traduções gráficas que acabam por contribuir para a reabilitação urbana de Lisboa (algumas destas obras podem ser (re)vistas aqui)


E as tintas deixam de ser coisas para "pintar paredes" tornam-se em universos cromáticos que fazem uma ponte multicultural entre grafismo, poesia, música...GOSTO!





E gosto da interação das empresas com a sociedade e com a cultura. Durante este processo, jovens artistas "deixam a sua marca"... Deve ser bom :)

CRM - Estamos a falar de "RELAÇÃO"? ou não?

As Empresas adoram "comunicar"! 
Com as novas tecnologias, redes sociais e sofisticadas ferramentas de CRM... estão cada vez mais próximas dos seus clientes e potenciais clientes. Estão quase sempre  à distância de um "click", de um "sent"... Mas as "relações" não estão a melhorar.

Maneiras mais fáceis de chegar aos clientes deveriam querer dizer também uma melhor segmentação. 
As Empresas continuam, em grande parte a "emitir", não se estão a relacionar! Querem "dizer" coisas, e dizem.
Continuam a ver-se no papel de emissoras, não em "relação" com os seus clientes ou consumidores. Têm bases de dados que pouco mais são do que nomes e endereços (de e-mail)... A consequência é que quando comunicam focalizam-se no que "querem transmitir", o conteúdo é quase sempre umbilical... assente em objectivos internos. 
Raramente a comunicação é pensada da maneira correcta - partindo do consumidor e dos seus ESTADOS DE NECESSIDADE. Portanto a consequência é que mesmo com ferramentas mais sofisticadas e com meios de contactar os clientes de maneira individual, a comunicação não é costumizada


As empresas não se dão ao trabalho de recolher e trabalhar a informação dos seus clientes para construir uma relação... 
... não tem relação comigo e enviam-me promoções para o DIA do PAI.Eu já não tenho PAI, cada promoção dessas não constrói relação - agudiza uma dor.

ATÉ QUE PONTO A "SOCIAL MEDIA" IRÁ MUDAR O PARADIGMA?

Saltam como cogumelos! (de onde terá vindo esta expressão...???)
No início de cada ano as previsões e as tendências para o ano proliferam de todos os lados... 
Em 2011 (para além da "Crise", da "Recessão" e do "Relançamento da Economia..) os gurus continuaram a interessar-se muito pelas redes sociais: os impactos na sociedade, na economia, na comunicação e no Marketing... muito mais do mesmo...
sproutsocialinsights
Partilho convosco um artigo que para além de profetizar o que todos já viram: a relevância crescente da produção de conteúdos, o crescimento do impacto das aplicações "mobile, etc, etc... Surge com um pensamento original:
A ideia de que a Internet (com o exemplo dos "Facebook crédits" para os jogos) pode vir a ser o 1º passo para uma moeda única Universal... 
Com o alargamento do euro a praticamente toda a Europa, com um objectivo semelhante na agenda da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) parece emergir uma tendência para homogeneização da gestão da Moeda. Este princípio carece, obviamente, de uma plataforma à escala global e a Web é isso mesmo... 
Este conceito está já a ser utilizado, por exemplo, no Facebook que de há uns meses para cá começou a disponibilizar os "FACEBOOK CREDITS", que são uma unidade monetária virtual, utilizada pelos seus utilizadores para jogos e aplicações.
Com a relevância à escala mundial, e dado o seu número crescente de utilizadores, esta pode vir a ser a tendência do ano na social media, com potencial para vir a ter um impacto global muito para além do Farmville... :)

TARGET? SEGMENTAÇÃO? O que é isso neste novo paradigma?

Quanto mais vou trabalhando em projectos de Marketing e de Publicidade, de clientes sejam eles grandes ou pequenos, mais me convenço que a "Publicidade Tradicional" subsiste sobretudo porque a compra de media continua a assentar em "dados"!
As empresas definem um "target", contratam uma Agência de Meios e depois é só discutir shares e GRPs. Abstenho-me por hoje de me referir à validade destes indicadores...

O que me assusta é a insistência nos "targets etários"! Se a Apple fizesse publicidade tradicional para o Iphone que target definiria? É que este é o presente de Natal mais pretendido pelos miúdos a partir dos 6 anos...

Com um infinito acesso à informação e com a diluição das fronteiras etárias, o consumo é determinado pelos estados de necessidade, não pelo escalão etário, e cada vez menos pelo sexo (ou género... como agora se diz...)

A questão é que dá muito trabalho identificar "clusters" de interesses e de estados de necessidade, identificar "tribos" itinerantes (hoje não se pertence a uma tribo, vai-se pertencendo a várias, consoante o momento...), identificar, escutar e dialogar com quem quer que esteja disponível para a nossa Marca...

É também arriscado! O paradigma mudou, não se sabe bem para o quê... A questão é: arrisca a construir o que será o novo paradigma? ou vai continuar a investir com base em dados que até podem não ter relevância nenhuma?

Marketing "online" e "offline"? Não, a vida real já integrou as 2 plataformas...


Dantes havia: TV, rádio e imprensa – offline e depois passou a existir também “online”. Há poucos anos (meses?) falava-se da integração do marketing “online” e “offline” como grande novidade…
Hoje esta separação é uma concepção técnica de Marketeers, uma divisão assente no “meio” e que é artificial, pois os consumidores têm as plataformas integradas no seu dia a dia e saltam de uma para outra com a naturalidade de quem vive uma vida em rede…
A conclusão é que a abordagem do “online” enquanto “meio” é errada porque tende a  assentar na tecnologia e suas potencialidades de utilização, e não na vivência do consumidor… Daí que seja redutor utilizar a Web como mero “espaço” para posicionar marcas e consolidar “brand equity”. 
O online pode ser, isso sim, um excelente motivador de compra, se, ao impulso de um contacto na net se puder associar o momento de compra (costumizada) imediato, localizações das lojas mais convenientes, existência de stock, etc, etc. 

in Taringa!
Comprar pode ser online ou numa loja, mas a experiência pode ainda ser partilhada e amplificada. Todos os dias surgem novas tecnologias, canais e aplicações e são as pessoas que lideram a sua utilização – não as Marcas (ainda...): as redes sociais e o buzz que podem provocar, as aplicações de localização e outras que possibilitam a interacção com as lojas estão a redesenhar a maneira como as Marcas se devem relacionar com os clientes.

Publicitários:  o hype não é a última aplicação para smartphone! Importante mesmo é perceber como é que isso pode ajudar a melhorar a experiência de compra do cliente! Importante é que a aplicação seja simples de utilizar e costumizada aos seus estados de necessidades e estilos de vida: alimentação, desporto, lazer e outros gostos pessoais…

A tecnologia é instrumental, não um fim em si (bem: para os geeknerds é…). O que nos interessa em termos de comunicação e marketing é escutar, ler, interagir e envolver o nosso consumidor…

Publicidade: O paradigma vai mudar a tempo?


Como consultora tenho sido chamada por Agências de Publicidade e por Marcas para colaborar em projectos de redefinição de estratégias de Marketing, e em alguns casos mais especificamente de comunicação e publicidade.

Uma conclusão se pode tirar: O futuro vai ser brilhante para as Agências de Publicidade e as Marcas que, com uma curiosidade insaciável arrisquem abraçar e construir a MUDANÇA! Esperar que ela chegue e “apanhar o comboio” não vai ser suficiente…

Neste mundo digital já não há fronteiras. Brand Managers, consumidores e publicitários têm que integrar-se num desafio quotidiano de mudança com os seus consumidores-co-criadores.
Estes consumidores-produtores-de-conteúdos-e-geradores-de-feedback-imediato são a verdadeira matéria-prima dos briefings criativos. Aos Brand Managers caberá o papel de integrar e alinhar com a estratégia da Marca. 
Num processo cada vez mais circular a própria estratégia de Marca (dentro da sua Visão) terá que ir integrando estes sucessivos desenvolvimentos. 

As campanhas terão um prazo de validade cada vez mais reduzido e formatos cada vez mais versáteis: já pouco se liga à TV, rádio e imprensa tradicionais, já nem sequer se navega na Net a partir de computadores, agora que anda tudo de Smartfones na mão: onde querem e sempre que querem…
O research, as tendências tudo tem que ser integrado muito rapidamente no processo de comunicação das Marcas. Não basta ser "caçador de tendências" As Marcas têm que surfar as tendências... e as ondas passam... e vêem outras...

Rápido. No momento. E as Agências de publicidade cujo negócio algures no tempo se tornou um modo de vida - caro - vão ter que repensar o seu negócio…
Porque as plataformas de “crowdsourcing” estão aí, o network, a vida em rede, as redes sociais criaram muitas dezenas de plataformas destas onde as marcas podem procurar recursos criativos em branding, design e por aí fora… até desenvolvimento de produto… os casos abundam e não é preciso ir longe, o Firefox é possivelmente o seu browser e um exemplo disto. 
Integrar Brand Managers, Agências de publicidade, crowdsourcing, expertsourcing… gera mais ideias e maiores probabilidades de criar boas ideias.  
E mais importante do que isso. Marcas que criam relações com consumidores e com plataformas de colaboração em massa estão a dar o primeiro passo para o tão falado “engagement”…

SE VENEZA NÃO TIVESSE UMA PONTE, A EUROPA SERIA UMA ILHA

No seu "The city of the falling angels", John Berendt coloca estas palavras na boca do veneziano Mario Stefani.

E traduz magistralmente a mentalidade italiana que desenvolveu e lançou o MARTINI GOLD.




Numa conjuntura cinzenta e temerosa, a Martini contrapõe-se temerária. Em parceria com os italianos Dolce & Gabbana apresenta um produto "Premium" com cara de "topo de gama".

Num mundo triste e deprimido em que a maioria das empresas se limitam ao "existing business", ou lançam produtos commodity baratinhos e chinfrins, aparece-nos um filme publicitário que é uma grande produção, no tom habitual da extravagância italiana e com uma produção brilhante com o cenário mágico da belíssima Roma (muito no registo La Dolce Vita de Fellini). Uma celebração à beleza Italiana com Monica Bellucci e com as aparições surpreendentes de  Domenico Dolce e Stefano Gabbana. Pode ver a versão integral AQUI.

Uma estratégia de Marketing e Comunicação absolutamente dentro das tendências mais "hot":
  • PARCERIAS - o produto é  resultado duma "special friendship entre MARTINI®, Domenico Dolce and Stefano Gabbana".
  • STORYTELLING - as histórias são para serem partilhadas e aqui está a do Gold, entrevistas com o realizador, com a Bellucci, fotos, making of do filme...
  • GLOBALIZAÇÃO - Martini, da Itália para o mundo.
  • NOVAS TRIBOS - que vão partilhando interesses, estilos de vida
  • MERCADO COLABORATIVO - Espaços como os corners "Martini" nas lojas D&G de Milão ou Shangai.
  • AFFORDABLE LUXURY - a crise, a falência das instituições trouxe-nos para uma maior consciência do real. Produtos como este Martini Gold remetem para o aspiracional acessível a qualquer um...
  • DO IT YOURSELF - ensinam-nos a fazer o aperitivo perfeito.
  • SHARING -As marcas já não se limitam a passar os anúncios na TV. Hoje o buzz é muito mais importante. É por isso que existe o Canal  martinidolcegabbana no Youtube ...

Quem quer ser publicitário da NESPRESSO?

Agora já pode. 


O novo filme da marca com a dupla George Clooney&John Malkovish dá-nos a "sua versão" e desmultiplica as sequências para que cada um faça de publicitário por um dia e monte o seu próprio spot Nespresso.

Isto é estar dentro do novo paradigma da comunicação: Os clientes/consumidores habituaram-se a colaborar e a partilhar experiências, estão familiarizados com as tecnologias e daqui à "PUBLICIDADE COLABORATIVA" foi um passo!

Isto não é publicidade - é um BUZZ muito maior. E os dividendos que a Marca tira desta campanha vão muitíssimo para além do mero spot a passar no intervalo... seja do que for!

Muito à frente...



Esta é uma das minha "versões" se quiser ver o novo "filme oficial" da marca, o making of e fazer o seu próprio filme é AQUI




UMA PÁGINA DE FÃS NO FACEBOOK PARA QUÊ?!?!?

Estar nas redes sociais continua a ser moda! Às agências de publicidade e comunicação não param de chegar briefings neste sentido.

eoublog
A questão é? Sabem porquê e para quê?

Estou a ficar com a sensação que a maioria das marcas não percebeu ainda o que é o "go social". As redes sociais não são uma maneira mais barata de transmitir conteúdos.


O conceito de "social" implica uma RELAÇÃO e portanto monólogos estão aqui fora de contexto. As marcas que querem estar nas redes sociais têm, antes de mais, de se preparar para criar relação, para interagir, para partilhar. As redes sociais não são uma maneira mais barata de fazer publicidade ou de publicar press releases!

Tenho a certeza que quem quiser ter uma postura relevante nas redes sociais precisa contar com um grupo muito grande de "adeptos internos".
A produção de conteúdos tem que ser constante e relevante o suficiente para provocar a interação.
Depois, não basta dispor das ferramentas de monitorização e análise. É preciso (muitas vezes em tempo real) estar atento ao feedback externo. É preciso responder a eventuais questões que se levantam.
É preciso identificar insights e oportunidades e integra-los com o Marketing, nas ferramentas de CRM, nos Estudos de Mercado, RP, Business Intelligence... agora! amanhã já ninguém quer saber do twit de hoje...

Posto neste termos parece-me improvável que a presença nas redes sociais possa ser tarefa de uma só pessoas. As empresas que terão presença significativa (leia-se positiva) nas redes sociais são aquelas que começaram este  projecto com o alinhamento interno dos colaboradores, que os motivaram para os seus objectivos estratégicos, que conseguiram que eles vestissem a camisola para serem capazes de em qualquer rede social ou fórum partilhar a visão da Marca. A presença nas redes sociais só faz sentido enquanto decorrência de todo um novo paradigma.
Isto é muito mais que uma página de fãs no Facebook com  posts insípidos e irrelevantes dia sim dia não...

GERAÇÃO "G". Ganância ou generosidade?

Gekko Gordon volta, mas o mundo é muito diferente agora...

A falência das instituições, o terrorismo, a recessão económica... trouxeram o mundo para uma noção de realidade que deixa de apreciar o glamour dos milhões de WS. Está a instalar-se na sociedade um certo pudor consumista. Longe vão os anos da insana exibição do dinheiro gasto. A consciência do real dita hoje um consumo mais racional, a premência da poupança...

Hoje a "ganância" de Wall Street já não é tão sexy e a recessão trouxe a letra "G" para as antípodas da "generosidade".

Do lado das empresas a Responsabilidade Social começa a criar hábitos de Gestão relacionados com as preocupações ambientais e sociais (tanto com os empregados como com a comunidade em geral).

Ao mesmo tempo a sociedade "sempre ligada" em que vivemos favorece a partilha, o engagement e a colaboração.... Este novo modo de estar significa a troca do status do "ter" pelo "reconhecimento": a troca de status pela posse de um determinado carro, pelo reconhecimento dos "likes" no facebook, ou pelo nº de fãs ou page views de um blogue...

Esta é uma tendência que as empresas precisam ter em conta quando (re)pensam os seus negócios e as suas abordagens a clientes e consumidores.

Os consumidores perceberam as consequências económicas da "Ganância" - esta noção do real está a tornar a "GENEROSIDADE" num dos mindsets mais influentes em termos sociais e afastar o discurso do "Eu" para um discurso de "COMUNIDADE"...

Os NETaholics - muitos amigos, muitos fãs, muitos contactos - o ataque dos NETninjas



Do Facebook ao LinkedIn parece que o sucesso social se mede pelo número de "connections" que se tem... 
Estão a emergir uma espécie de NetNinjas que acham importante abarcar o mundo inteiro com a sua presença.

Não encontrando qualquer explicação para esta demanda do ponto de vista individual, parto do princípio que estes "ninjas" o são por motivos profissionais.  

Quem está ligado ao mundo inteiro por Linkedin, Twitter, FB, Plaxo e outros mais, todos eles linkados e a passar a mesma mensagem em multi-level-marketing é, certamente, porque quer vender alguma coisa ou ideia...

É curioso como se estão a replicar online os mesmos padrões do offline. A quantidade de contactos (a TV ainda continua a ser o meio que melhor atinge este objectivo...) não promove aquilo que a social media na realidade deveria querer obter: connection! engagement! - Uma relação. Mas para isso teria que funcionar nos 2 sentidos.  Seria preciso conhecer a PESSOA que está do outro lado, não basta um link de connection. 
Na realidade pode-se estar a perguntar "Em que o posso ajudar?", mas  apenas se quer uma audiência... para isso, repito, a televisão continua a ser um melhor meio.

As marcas que estão nas redes sociais não podem esquecer que connection e network é entre amigos. E isso é muito mais do que monólogos em direção a uma audiência difusa...


INOVAÇÃO: OU O DESASSOMBRO DO QUE NÃO SE SABE

Demasiado foco na concorrência leva à conformidade foi um dos temas que desenvolvi há alguns dias.
Hoje a HBR traz um artigo interessantíssimo sobre as vantagens das organizações desviarem pontualmente o foco da sua actividade, dos seus mercados, dos seus clientes e do seu conhecimento em buscas de novos inputs, novas visões, novos conhecimentos... em resumo, inovar pode ser muito simplesmente adaptar conceitos de outros mercados, indústrias e modos de pensar ao nosso.
O desafio é dirigido aos CEOs: levantem-se da suas cadeiras e acompanhem o dia-a-dia de outros líderes de organizações diferentes das suas - GET OUT OF YOUR BOXES!
... " Here's the basic message: You can't let what you know limit what you can imagine. As you try to do something special, exciting, important, don't just look to other companies in your field (or to your past successes) for ideas and practices. Look to great organizations in all sorts of fields to see what works with for them — and how you can apply their ideas to your problems. Do you have new ideas about where to find new ideas?"
O artigo faz referências a várias obras, nomeadamente ao Beyond disruption: Changing the rules in the Marketplace, escrito por Jean Marie Dru, chairman da TBWA e cuja leitura recomendo vivamente!

Abaixo a concorrência - viva o cliente!

Medo.
Estão todos com muito medo.
As empresas, os gestores, os mercados...
Nestas alturas olha-se mais do que nunca para a concorrência: sobretudo para os preços que praticam, os produtos em que apostam, etc.
Ora, demasiado foco na concorrência leva à conformidade... que não leva a lado nenhum... Nas faculdades, no dia a dia das empresas fala-se bastante de "ser diferente" e de "diferenciação"!
Como se cai então na conformidade?
- A olhar para a concorrência: um baixa o preço, outro introduz uma ligeira alteração... e, em vez de tentarmos perceber o que seria
SIGNIFICANTE PARA O CONSUMIDOR, caímos na tentação de seguir o padrão! O espaço está para as empresas que conseguem quebrar o paradigma de forma significativa e relevante para o consumidor. Mais do que nunca a resposta não está no "rolling forecast", no "business plan" - a resposta está em quem, no final do dia, paga o dinheiro pelos nossos produtos.
É no consumidor que as empresas devem focar a sua atenção, ouvi-lo, escutá-lo... e desenvolver os produtos e as estratégias que vão ao seu encontro.

Quando a Mensagem é o Meio

Muitas marcas acham que deveriam fazer alguma coisa com redes como o Twitter, o que não sabem é o quê...
Afinal para quê é que os portugueses usam o Twitter?
Segundo a E.life, ferramenta utilizada em Portugal pela Seabra para monitorizar a presença das Marcas nas redes sociais, o próprio Twitter é a Marca mais mencionada, seguem-se o Youtube, o Facebook, o Sapo e o Google; as marcas nacionais mais mencionadas são o Sapo, a TAP, a SIC, a Optimus e a RTP.
O Twitter divulga em segunda mão... Sei isto e aquilo e divulgo...
O próprio fenómeno das redes sociais é um dos temas favoritos: do recrutamento Optimus feito através do Facebook, ao lançamento do iPad, passando pelo nº de fãs ou de pageviews do Facebook.
As marcas que aparecem neste top mais são também as que utilizam o Twitter para divulgar conteúdos, como é o caso da Tap, cujos tweets são replicados velozmente pelos seus 2500 seguidores, ou das estações de televisão que tweetam notícias...

Contudo, e ao contrário do que já vai acontecendo noutros países, os portugueses ainda não utilizam muito o Twitter para falar de marcas do "dia-a-dia": roupas, restaurantes, lojas, etc... deverão estar aqui boas oportunidades para Marcas fora das tecnologias e telecomunicações começarem a dirigirem-se aos seus consumidores.

Afinal este é um meio muito barato que é possível segmentar e tem um grande potencial de replicação... é pena é os sistemas de CRM estarem ainda "ao lado"...

You are never too old to became younger (Mae West)

"Evian roller babies" entrou para o Guiness como o filme publicitário mais visto na Internet. Conseguiu até agora mais de 45 milhões de visualizações no site da marca isto sem contar com todos os "views" adicionais via Youtube, não só do spot publicitário, como de uma série de outros que foram sendo divulgados pela Evian à volta desta plataforma.
A saga justificou entrevistas...
making of...
.... e, dentro dos desígnios da new media claro que cá está a página de fãs no Facebook, com perto de 400.000 fãs.