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THE POWER OF DREAMS

Há várias formas para os chavões do tipo "tudo o que conseguimos sonhar fica no mundo da imaginação até que o concretizemos". Aparecem todos os dias frases-motivacionais-variações-sobre-o-tema no facebook...

Depois há também a confusão entre "Criatividade" e "Inovação".

Este vídeo, tocante pela simplicidade oriental, apresenta o processo criativo do Senhor Honda e os ingredientes do seu processo de Inovação.

O que mais me tocou foi a SERIEDADE. Por contraponto à "loucura criativa" que erradamente se confunde com Inovação.


Mas há mais:
A "Lei Natural" e as as Formas Orgânicas. A Natureza é simples. (*)
A Intuição ligada ao Conhecimento, às Competências Técnicas e à Investigação.
A Liderança determinada que se apaixona por uma ideia e é capaz de entusiasmar a Equipa Certa.

Interessante, interessante é que o poder não é do "sonho" é o de ir "construindo esse sonho".
Faz toda a diferença num mundo que aprendeu a "coisificar", que acha que inovação é olhar para dentro, para a tecnologia e ter novas ideias inovadoras. Não.
Inovar é olhar para fora, identificar as tendências e começar a sonhar com os estados de necessidades a que a INOVAÇÃO pode responder.



* (Nuno Crato, grande matemático que antes de ser Ministro me disse uma vez que procurava "beleza" na matemática - as soluções simples!)

BURBERRY - As redes socias no catwalk


TWITWALK. Definição de twitpics de cada look antes de entrar no desfile. Antes de qualquer foto da Imprensa...

A exclusividade de ver em primeira mão as novas criações da próxima estação passou dos ilustres convidados presentes no evento para os anónimos seguidores da Marca no Twitter.
Democratização das experiências.
De Londres para os vários responsáveis Regionais  e a elite alastrou-se das cadeiras da primeira fila para o mundo inteiro tendo sido a Burberry a segunda marca mais mencionada no Twitter num pico pouco depois do início do Show.

De desfile para imprensa e compradores passou-se para uma plataforma multimédia através da qual a  Burberry contou em tempo real a sua própria história diretamente aos consumidores. 

Uma produção "live streem" com "takes" do "stage" e "Backstage"e histórias da passadeira vermelha foram partilhados no website, no Facebook e no Youtube - Modelos e celebridades presentes foram ao mesmo tempo observadores, intervenientes e atores. Enquanto um fotógrafo alimentava o feed do Burberry Instagram durante todo o show.

As novidades Burberry no próxima Vogue já vão ser em segunda mão..

..

Resumindo: A Burberry - design e produção de conteúdos! Longe estão os quadrados....



The TALENT CITY

Ken Robinson diz que o segredo está em encontrar o seu ELEMENTO - aquele spot em que o cruzamos aquilo em que SOMOS BONS com o que ADORAMOS FAZER. (já agora acompanhem o Ken no Facebook)

A TALENT CITY é uma plataforma-tipo-jogo-virtual lançada pela Jason Associates para ajudar recém licenciados e pessoas em inicio de carreira a estruturar os seus objetivos profissionais e entrar em contato com empresas (ainda que em versão virtual) e com propostas de estágios e até mesmo de empregos!



Estão sempre a acontecer coisas novas! E encontrar talentos é muito diferente de fazer recrutamento. E encontrar o seu ELEMENTO é muito diferente de andar à procura de emprego...

NÃO FAÇA PLANOS - FAÇA PERGUNTAS

Ao contrário do que muito dizem ser Consultora é ÓPTIMO!

Um dos últimos trabalhos para que fui chamada foi para fazer "Activação de Mentes" com a Direção de uma Empresa como "kick off" para o início do Ciclo de Planeamento  para o próximo ano.

NÃO FAÇA PLANOS, FAÇA PERGUNTAS foi o tema que escolhi. 
Iam morrendo ao primeiro slide. 
Depois entusiasmaram-se.
Acho mesmo que este deve ter sido o primeiro ano em que acharam esta fase interessante e desafiante
.
Photo by "henry the frog"
Gostei de abanar crenças instaladas e sobretudo de ajudar a desfazer alguns mitos tidos como "Informação" e que levam ao planeamento com base em premissas enviesadas. Parece-lhe estranho? É muito comum. Em muitas empresas...

A HBR publica agora um artigo muito interessante que para além das tradicionais :"Why?, what?, who?, and how?",  propõe o desassombro e desafia a questionar o "conhecimento" que se julga ter sobre o nosso negócio e o mercado que o enquadra:



1. Why do you exist (what's the big idea)? Da minha experiência profissional tanto por conta de outrem tanto como consultora sempre me assombrou a falta de prontidão dos líderes das organizações nesta resposta...



2. What is your value proposition? Também raramente alguém tem ideias concretas sobre isto - qualidade do produto, diferenciação, posicionamento e coisas do género são... bla, blá, blá...



3. Who are you trying to serve? Esta então é assustadora - a maioria das empresas portuguesas estão muito mais focadas na concorrência (!!!!) do que nos clientes: não sabem quem são, quem poderiam ser... desconhecem os Estados de Necessidades a que deveriam estar a responder!



4.How do you know you are winning? Desde empresas que não têm contas de exploração à gestão pela falácia dos números há de tudo e muito pouco - poucos indicadores integrados que permitam ter o retrato do momento, a linha de investimento e os resultados pretendidos...



Antes de decidirem - aprendam a fazer perguntas!







Já está na rua o CIN Remake 2011. O mote dá Tiago Bettencourt.










O ano passado José Luís Peixoto deu a inspiração literária para as traduções gráficas que acabam por contribuir para a reabilitação urbana de Lisboa (algumas destas obras podem ser (re)vistas aqui)


E as tintas deixam de ser coisas para "pintar paredes" tornam-se em universos cromáticos que fazem uma ponte multicultural entre grafismo, poesia, música...GOSTO!





E gosto da interação das empresas com a sociedade e com a cultura. Durante este processo, jovens artistas "deixam a sua marca"... Deve ser bom :)

INOVAÇÃO - NA GESTÃO E MODELOS DE NEGÓCIO

"The Company man" passou relativamente despercebido entre nós. E contudo é um filme bastante realista sobre "a crise" actual. A crise que despede milhares de trabalhadores e descarta a actividade produtiva, enquanto os headquarters se mudam para novas instalações... porque é importante "manter as aparências" para "os mercados"!



Como consultora deparo-me com empresas que se debatem com dificuldades e mostram uma grande  incapacidade para repensarem os respectivos negócios à luz do enquadramento real e insistem em participar em Feiras sem qualquer retorno apenas porque deixar de ir seria admitir a existência de problemas e se recusam a ter a sede junto às fábricas, onde está o "negócio real" para manter um status quo que não se traduz em nada... e por aí em diante.

Trabalhar em INOVAÇÃO tem tornado bastante claro que muitas empresas portuguesas, antes de pensarem em "produtos inovadores", têm de repensar os seus modelos de gestão, de criar culturas inovadoras, potenciar as relações de cooperação (e mesmo de coopetição) com clientes, fornecedores e colaboradores ...de construirem organizações inovadoras!


E sobretudo de ter a noção clara de que o que nos trouxe até aqui foi uma "anti-economia" assente em produção de riqueza, mas não na produção de valor. Apenas a produção de valor é sustentável e constrói a perenidade dos negócios. Tal como no final deste filme - recomeçar em cima dos valores reais...

INOVAR é dançar a "Morte do Cisne" em StreetDance

John Lennon da Silva é um mulatinho de 20 anos do estado de São Paulo. StreetDancer.
Trago aqui o vídeo da sua participação num concurso de TV para exemplificar 2 conceitos absolutamente relevantes
1. INOVAÇÃO - Inovar, inovar, inovar... A INOVAÇÃO de tanto se falar dela está a tornar-se um lugar comum.
Todos querem Inovar.. mas depois confundem inovação com criatividade.
Querem Inovar mas não querem arriscar.
Querem Inovar, mas ficam a olhar para o lado e para a concorrência, o que faz tender para a conformidade.

2. CULTURA CONVERGENTE em que todos podem participar, todos podem criar, todos arranjam um modo de se expressar, de dar largas ao seu individualismo. Surpreender. Sem preconceitos. O ballet saiu à rua... e transformou a "Morte do Cisne", o mais emblemático momento de ballet "em pontas", dançado apenas por primeiras bailarinas, numa versão igualmente tocante mas dançada com jeans e sapatilhas...
Ou como Tchaikovsky sai à rua nos pés de um StrestDancer brasileiro.



Inovar não é apenas "criatividade", é (re)interpretar, (re)inventar. É ter uma visão e ARRISCAR!

MUNDO EM MUDANÇA

A sociedade re-inventa-se, evolui e transforma-se hoje a uma velocidade que a maioria das empresas não está preparada para acompanhar.
Já Peter F. Drucker dizia: "As mudanças que as sociedades sofrem causam um impacto maior nas empresas do que as mudanças introduzidas pela gestão".

Isto porquê? Porque as sociedades são PESSOAS,  muito mais do que processos, deliveries, etc... E os clientes também são PESSOAS que têm estados de necessidades e seguem tendências que é preciso identificar.

 Por isto tudo tanto me admira ver  as empresas preocupadas sobretudo com o que a concorrência está a fazer, pelos seus processos.... e agora até na Inovação! Só que verdadeira inovação só é consistente num ambiente propício à Inovação. Com as PESSOAS certas, motivadas, empenhadas e alinhadas com os objectivos estratégicos da Empresa. 

E estas PESSOAS que são a "matéria-prima" mais importante  de qualquer empresa, sob o pretexto da "Crise", estão a ser desvalorizadas, atemorizadas e cada vez mais mal pagas. As empresas estão a entrar numa espiral descendente enquanto sonham com a espiral virtuosa da INOVAÇÃO.
In your dreams! Inovation is all about people. 
Inovação estratégica só existe quando se "dorme com as PESSOAS" que são os nossos clientes, quando se ouve e responde aos clientes.... e quando se proporcionam as condições necessárias às PESSOAS que trabalham para eles - ou seja - toda a organização!

Qosmo & Cápsulas DELTA Q

Confesso que tenho um fraquinho por marcas portuguesas.
Afinal foram muitos anos a irritar a maior marca do mundo, a Coca-cola, com uma marca - Sumol - de um pequeno país com uma fraca capitação e a resistir à invasão...

in Delta Q Facebook fan page
Uma das marcas que mais me apaixona é a Delta. Esta marca, cujo consumo em bica nos cafés a poderia ter tornado numa "não-marca", soube tornar-se relevante no ponto de venda, criar publicidade relevante, soube internacionalizar-se...

Sabe ser portuguesa e, também, à dimensão do nosso país, medir forças com esse fenómeno global que é a Nespresso (incluir Clooney, Malkovish, cápsulas coloridas, máquinas giras, lojas "fancy" e budgets de comunicação à altura...)

Já tinha uma máquina para cápsulas Nespresso quando apareceu o conceito Delta Q.



Fiquei com pena... preferia esta marca portuguesa... depois de provar o café já nem com o Clooney a coisa me sabe tão bem...

in Delta Q Facebook fan page
Agora podia ainda ter uma máquina Qosmo UniQa.
Personalizada só para mim!
Já aqui tenho referido várias vezes que a costumização é uma das tendências mais relevantes no desenvolvimento de produtos.

Na página de fãs do facebook podem ver alguns exemplos destas personalizações. Claro que há umas com umas águias absolutamente deprimentes... ;)

INOVAÇÃO: a educação promove ou atrofia?

O sistema educativo (não só português, mas de todo o ocidente) tem um desafio enorme pela frente: quer preparar-se para um novo paradigma de economia que ninguém sabe o que será, ao mesmo tempo que quer manter nos alunos a sua identidade cultural, num mundo cada vez mais global.

Com um sistema educativo desenhado no século XVIII, concebido para responder aos desafios da Revolução Industrial, vivemos hoje num mundo sempre ligado, com miúdos hiperestimulados com computadores, iPhones, consolas de jogos e centenas de canais de TV que tornam aborrecidas matérias ensinadas na perspectiva de que só há uma  verdade que cada um tem que saber (sem copiar!) num teste de avaliação individual. Contra natura numa sociedade de partilha, cada vez mais colaborativa e a valorizar o trabalho em equipa...

Numa escola de "respostas certas / respostas erradas" a capacidade de ter um pensamento criativo, ou divergente vai diminuindo conforme vamos sendo "educados" e com isso vai sendo atrofiada a capacidade de Inovação, de formular questões, de encontrar novas respostas a questões sempre novas... Desaparece o desassombro, afogado na convergência de pensamento :( 

Vejam esta excelente animação de uma das palestras do Ken Robinson

Público - Aceitamos a diversidade nos restaurantes, na arquitectura. Por que não na escola?

Público - Aceitamos a diversidade nos restaurantes, na arquitectura. Por que não na escola?

Foto de Pedro Cunha, in "Público"
"..para um país como Portugal, o futuro da economia será construído a partir do génio do povo, da sua criatividade em criar novas empresas, novos trabalhos, novas infra-estruturas. A criatividade é o coração de tudo isso, do descobrir novas oportunidades...Todo o crescimento económico tem por base o engenho humano. Quanto mais pudermos inovar, melhor!"

Neste excerto sobre Portugal Ken Robinson, conhecido sobretudo pelas suas ideias inovadoras em relação à educação, descreve os sistemas educativos ocidentais como assentes em conceitos de eficiência como se da indústria automóvel se tratasse... esquecendo "O ELEMENTO" aquele estado em que se juntam as coisas que adoramos fazer com as coisas em que somos bons". É neste ELEMENTO que a criatividade tem o seu terreno. Não em escolas com um clima de medo e desânimo entre os professores (a "Educação" são sobretudo os professores, não o Ministério) e todo um sistema educativo orientado para as estatísticas...  

Como muito se tem falado em Portugal Ken defende também que "o futuro depende da capacidade de inovar, criar novos tipos de emprego, novas oportunidades. É o que a China, Singapura, Hong Kong estão a fazer: investir na criatividade, na inovação, nas novas ideias. A criatividade permite desenvolver a imaginação, dá poder para pensar de maneira diferente."

INOVAÇÃO? COMEÇE POR CRIAR UMA CULTURA DE INOVAÇÃO

De repente toda a gente quer Inovar! A Inovação é o novo D.Sebastião! Há sempre um a atravessar a bruma...! E é desta! É este que nos vai salvar !!!!!!!!!!!!!

Dificilmente! A Inovação floresce numa cultura própria.
Portugal e as suas Empresas têm dificuldade em criar um ambiente que promova a Inovação. Criatividade e "ter ideias" é outra coisa... isso é fácil! Em Portugal então é o que não falta... !

Desde logo a cultura do consenso para que resvalamos. O medo do conflito! 
Mas as equipas inovadoras nunca estão de acordo entre si! Desafiam-se, lançam novas ideias para a arena sem medo do erro nem da discussão. Sem medo do disparate! Sem medo do ridículo! Ridículo é não ter ideias! Ridículo é fazer como sempre se fez!
Como promover equipas inovadoras?
  • Boas ideias não caem do céu. Para serem relevantes precisam de uma "cultura do conhecimento". A organização precisa partilhar uma mesma Visão e conhecer os objectivos estratégicos. O conhecimento tem que ser real. (no meu trabalho de consultora deparo-me com muitos "mitos urbanos" a serem tomados como "conhecimento"...)
  • Promover a cultura das boas ideias - só é má ideia não ter ideias! Afinal só há uma certeza - fazer até aqui trará os mesmos resultados. O paradigma mudou. Precisamos novas maneiras de fazer... Ideias controversas são motivadoras. E nem sempre vêm da respectiva área de trabalho. 
  • Assegure o respeito pelas ideias. Não é nada pessoal pois o focus da discussão é o conteúdo. Promova o desassombro. Não se leve demasiado a sério e promova esse comportamento no resto da equipa. A Inovação floresce num clima positivo e com sentido de humor. Não precisa ser o Líder para fazer isto. Este é o tipo de atitude contagiante que apenas precisa ser apoiada pela Gestão de Topo para se espalhar pelas organizações.
  • A Inovação precisa de liderança próxima. A Gestão de topo tem que estar empenhada. Tem que assegurar que as boas ideias são realmente discutidas e implementadas quando e se oportuno.  E tem que garantir que da discussão entre áreas  não perduram ressentimentos. Liderar é optar e nunca ninguém gosta de ver a ideia do vizinho ir em frente e a sua enfiada na gaveta...

Fazer como até aqui trará os mesmos resultados


Intenso o trabalho que tenho feito em consultoria, sobretudo agora nesta fase de planeamento do próximo ano.

Desbloquear. É sobretudo isto o que tenho feito!

Analisar e fazer o diagnóstico. Até aqui estamos todos de acordo.  A partir daqui as empresas entram em depressão. É só problemas: com o retalho, com fornecedores, clientes, quotas de mercado, margens II a baixar... Quem vem de fora consegue então aperceber-se que o Plano do ano seguinte não é um Plano. É um somatório de respostas táticas a problemas identificados este ano!

 O Plano é assente em cima problemas! Ora o Plano não deveria ser mais estratégico? Onde estão as grandes vantagens competitivas? Qual é a nossa diferenciação? Quais as forças que se destacam? O que fazemos bem e que ainda poderíamos fazer melhor? É claro que estas questões são muito mais motivadoras para o planeamento do ano seguinte do que "problemas"!

Haja ou não na Empresa um processo de Planeamento, e seja quais forem as ferramentas utilizadas para isso, a minha recomendação para quem está a planear o ano seguinte é:
  1. Analisem e façam o diagnóstico.
  2. Reflitam antes de começar a agir. Mas não sejam defensivos. Os problemas são para ser levados em linha de conta, mas não os drivers da acção! Identifiquem as Forças, as Linhas de acção (2 ou 3)  que vão "fazer" o próximo ano.
  3. Decidam o que vão fazer diferente. Se continuarem a fazer como até aqui vão obter os mesmos resultados. Ou piores. Inovem. Criem uma cultura de inovação nas vossas empresas. Inovação em produtos, abordagem a clientes, novos mercados. Inovação em processos. 

Comecem por inovar no processo de Planeamento! Lembrem-se que não é preciso reagir a todos problemas. Alguns não têm solução. Ponto.
Focus: vantagens e forças! Sejam selectivos quanto ao que vão mudar. Definir planos de acção para todas as questões é uma tremenda perca de tempo numa fase de planeamento estratégico. Deixem isso para as vossas equipas!

Sobretudo tenham em atenção que embora as pessoas tendam a motivar-se com objectivos ambiciosos, objectivos demasiado grandes e com resultados num futuro demasiado longínquo podem ter o efeito contrário.

Dividam o objectivo grande em 2 ou 3 milestones. Estes objectivos parcelares permitirão criar oportunidades de celebração e motivação intercalares. Ao mesmo tempo, e num mundo em que as variáveis mudam constantemente estes momentos serão também  momentos de reflexão e, caso se justifique, de re-alinhamento do objectivo inicial. 

Envolva as pessoas que têm responsabilidades de planeamento e outras que não são habitualmente envolvidas. Encontre as pessoas que, dentro ou fora da organização, lhe tragam visões novas e abordagens diferenciadoras.

Experimente esta pergunta: "Que pequenina coisa é possível implementar que faça uma maior diferença"? Sem megalomanias :)

Q-Day 2010: Inovação AAA+


Há empresas que têm tudo para dar certo. Empresas portuguesas! Num país meio deprimido meio paralisado isto são boas notícias!

A Quid-Gest  é uma empresa portuguesa que desenvolve soluções à mediada na área das tecnologias de informação. Estão a ver o SAP? Não tem nada a ver…

 Percebo que quando não se sabe bem o que fazer é mais cómodo (sejamos claro: é menos arriscado…) comprar uma solução já testada internacionalmente - isto é  verdade para os modelos financeiros das grandes companhias internacionais de Consultoria, para as estratégias globais de Marketing ou para as soluções SI.
A questão que se coloca é: como é que uma mesma solução pode servir para uma petrolífera americana e para uma PME portuguesa? Eventualmente não pode. Mas no caso de dar para o torto torna-se mais fácil titubear desculpas ombro a ombro com um “gigante” internacional… 

Ou seja, a escolha do fornecedor não é feita na perspectiva de encontrar a melhor solução, mas na da melhor desculpa para o caso de correr mal !?!?!!?!!! 
 Tem também o aspecto “social” ser convidado para os eventos, “Chiques a valer” como diria o Dâmaso Salcede…! E pelam-se pelos eventos da SAP... ;)

Vem este post a propósito de mais um Q-DAY, organizado pela Quid-Gest. No passado dia 8, no Museu da Electricidade. Gostei! Outra vez.
Uma organização impressionante, assente sobretudo na "prata da casa". Mas profissional! 
Das apresentações in home, às do professor catalão José Maria Viedma, a Inovação, a Gestão da Mudança, soluções de negócio inovadoras, desafios para "abanar a paralisia" ... deixaram muitas ideias no ar, algumas das quais vou "apanhar" em próximos posts :)

Ken Robinson says schools kill creativity | Video on TED.com



Ken Robinson says schools kill creativity | Video on TED.com

Mais uma Ted Talk sobre Inovação e Criatividade. O Ponto é que os sistemas de educação "matam" a criatividade ao assentarem o processo de ensino na literacia! O erro não é tolerado.


Hoje a criatividade é tão importante quanto a literacia. Não se pode ter medo do erro.

A escola mata a criatividade porque "o erro" é estigmatizado - logo as pessoas são educadas FORA das suas capacidades criativas.


A vantagem das crianças é o "desassombro".

" A girl was distracted during the class... the teacher asked her what she was doing, she said she was doing a picture of God
- But nobody knows how God looks like!
- They will know in a minute!"

É esta confiança que permite ter ideias originais!

Esta revolução no paradigma da educação aparece num dos livros de SKR, um "must read"  - The Element, ou onde paixão e talento se encontram. 

Segundo o autor os "Talentos" são aqueles que se empenham em coisas que  AMAM e para as quais têm algum "dom" especial! É neste ELEMENTO que conseguem antever o imprevisível, adaptar-se a isso e construir uma sociedade mais flexível e produtiva! 





INOVAÇÃO: OU O DESASSOMBRO DO QUE NÃO SE SABE

Demasiado foco na concorrência leva à conformidade foi um dos temas que desenvolvi há alguns dias.
Hoje a HBR traz um artigo interessantíssimo sobre as vantagens das organizações desviarem pontualmente o foco da sua actividade, dos seus mercados, dos seus clientes e do seu conhecimento em buscas de novos inputs, novas visões, novos conhecimentos... em resumo, inovar pode ser muito simplesmente adaptar conceitos de outros mercados, indústrias e modos de pensar ao nosso.
O desafio é dirigido aos CEOs: levantem-se da suas cadeiras e acompanhem o dia-a-dia de outros líderes de organizações diferentes das suas - GET OUT OF YOUR BOXES!
... " Here's the basic message: You can't let what you know limit what you can imagine. As you try to do something special, exciting, important, don't just look to other companies in your field (or to your past successes) for ideas and practices. Look to great organizations in all sorts of fields to see what works with for them — and how you can apply their ideas to your problems. Do you have new ideas about where to find new ideas?"
O artigo faz referências a várias obras, nomeadamente ao Beyond disruption: Changing the rules in the Marketplace, escrito por Jean Marie Dru, chairman da TBWA e cuja leitura recomendo vivamente!

ASIA CAPAZ DE IMITAR, MAS NÃO DE INOVAR?

Nos últimos anos o so called "ocidente" tem vindo a perder milhões de empregos para a China, Índia, Coreia do Sul, Taiwan, Vietnam...
Portugal tem sofrido bastante com a deslocação dos centros de produção para os países de Leste... A tradicional aposta em factores de produção (leia-se: mão-de-obra) baratos, não retém conhecimento, não estimula o desenvolvimento tecnológico, não impulsiona o I&D...
Sendo um país pequeno, com 10 milhões de habitantes com pouco poder de compra, e, portanto, sem dimensão para gerar a massa crítica suficiente que torne rentáveis negócios de volume, tenho defendido que a estratégia do País deveria de passar pelas indústrias, serviços e produtos de valor acrescentado, pela capacidade de criar marcas (que nenhum destes gigantes asiáticos, ou a Russia, ou outros países de Leste demonstrou ainda conseguir fazer). Em suma: aproveitar o espírito inovador dos portugueses para "fazer diferente".
Eventualmente quando (e se...) chegar a esta conclusão se já demasiado tarde.
Desde que a Bloomberg Business Week iniciou, em 2005, o seu ranking das "Most Innovative Companies", este é o 1º ano em que o Top 25 não é essencialmente americano. Porquê? Há muitos new-comers asiáticos!
Estes países até agora, têm vindo a apostar na produção massificada e na imitação, mas estão a virar-se para a inovação. Vão começar a criar marcas e se, enquanto nós, como País não soubermos identificar os nichos, as "especialidades", à nossa altura, as em que nos podemos destacar, não temos rumo, e andaremos a caminhar contra uma marabunta avassaladora... :(

Roupa e acessórios desenhados à medida dos GADGETS

Tirar o iPhone do bolso dos jeans com a rapidez suficiente para não perder a chamada - este requisito do cliente passou agora a ser respondido pela wftJeans.
Com bolsos desenhados para facilitar a entrada e a saída rápida dos gadgets - bolsos feitos à medida dos telemóveis, dos iPods e das pen USB, e em materiais que protegem os touch screens...
Existe o modelo feminino, e o para homens, com outras protecções extra :)
O mesmo tipo de estado de necessidades está também na base do desenvolvimento do bandee, lançado online em Berlim, e já à venda em Portugal.
O bandee é uma faixa para pendurar ao ombro e com multibolsos para levar tudo o que um adolescente de hoje precisa transportar: telemóvel, iPod, chaves, cartões... etc.

Festas das Vindimas de Palmela - viva o Moscatel!

2 Moscatéis para começar em beleza. Oferecem-nos 2 tortas de Azeitão - do além! Preço: 2€!!!!
Já tinha havido um concerto de jazz, e a Rita RedShoes está a fazer um concerto fantástico. Grátis! Acrescente-se que a sua presença em palco é muito interessante. À meia noite - largada de toiros!
Há tasquinhas disto, e moscatel, daquilo, e moscatel, pão com chouriço, bifanas, moscatel, petiscos vários, ginjinha, farturas com fartura, e caipirinhas e blackmorangoskas (sim meninas: há!)... e é giro! Despretencioso, barato e a meia hora de Lisboa...
Amanhã volto lá para ver "Deolinda" ;), e comprar umas garrafitas de Moscatel para fazer umas experiências, tenho a impressão que com gelo, ou com água tónica, ou mesmo com água Castello e uma casca de limão... se deverão fazer uns long drinks de verão a beber com cuidado - é que não parece mas que trepa, trepa! :).
Mas pergunto eu:
1. Porque será que com tantas tendinhas dedicadas ao Moscatel ninguém inova na maneira de servir?
2. Havia muita gente. Tudo portugueses. Ainda andam muitos turistas por cá... Nem devem sonhar que isto se está a passar... Aliás, eu só soube desta Festa através de um post de uma amiga no Facebook. Onde está a promoção? Não basta fazer um site jeitosinho e uns cartazes...

OVOS MOLES revisitados - velhos saberes, novos conceitos

Os ovos moles foram caindo para fora de moda. Por um lado vão contra a maré: o flagelo da obesidade e do excesso de peso, o colestral... de um modo geral este lifestyle que se vai instalando a favor de um estilo de vida saudável... verde, saladas, bróculos, aguinha, e muito desporto!
Mas a felicidade também dá saúde!
Com uma gastronomia gloriosa, os portugueses não esquecerão nunca que o segredo está no EQUILÍBRIO!
Para além destas questões de "modas", existem ícones da nossa gastronomia que vão resvalando para o esquecimento... mas há inovadores que aqui e ali vão revitalizando alguns deles.
O Boc'aboca (ainda por cima um termo de marketing agora muito na "berra": o WoM") aposta na nossa "cultura de mesa". Somos um povo que gosta de comer bem. Não comemos só para viver (que gente infeliz, os que comem por questões meramente "funcionais"...); este princípio, só por si, indicia um enorme espaço para a inovação... já que comer pode ser um ritual, mas os rituais podem ser renovados. Para velhos saberes procuram-se novos conceitos.
Os ovos moles do Boc'aboca têm formatos, cores e até sabores inovadores. Há hóstias coloridas, formatos (tradicionalmente ligados ao universo marítimo de Aveiro) diferentes, nomeadamente sazonais, e recheios de ovos moles "compostos": com, amêndoas, nozes... e o que mais há-de vir.
Varia, é menos doce, mais nutritivo... ou pelo menos mais indulgente - e sobretudo DELICIOSO!