As grandes renovações sociais são quase sempre feitas de "baixo para cima".
Neste momento, por reação àquilo que nos parecem agressões externas, assiste-se a um certo "tocar a reunir". Ele é vídeos a exaltar os feitos (passados e presentes de Portugal), comentadores a defender o país com unhas e dentes, e um certo movimento pró-consumo de produtos portugueses, com apelos até (!!!) ao boicote a produtos de alguns países.
É uma renovação de mentalidades? É passageiro agora que nos sentimos mais preocupados? Esperemos que seja o início de uma mudança de paradigma. Da maneira como somos e como nos vemos. E do que somos capazes de fazer.
Apesar de todas as campanhas institucionais destinadas a promover o consumo interno de produtos portugueses apenas agora vejo realmente uma procura pelo "560", o número inicial do código de barras dos produtos portugueses.
Só que "560" pode significar apenas que o produto é fabricado cá, ou é cá que é feito o assembling dos seus componentes.
Veja-se o caso deste cestinho com figos e amêndoas. Olhando para ele parece mesmo um produto tradicional português! Lendo com atenção a informação disponível ficamos a saber que os figos vêm da Turquia e as amêndoas dos Estados Unidos. Do cesto, por não ser um produto alimentar não sabemos a proveniência - do Oriente certamente!
E é assim que, utilizando o imaginário de "produto tradicional português" se continua a desequilibrar a nossa balança externa...
Chica-espertice? Ou pior do que isso: estarão mesmo as figueiras e amendoeiras do Algarve ao abandono?
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MOVIMENTO MILÉNIO
Quem se chega à frente?
O descontentamento, as páginas de protesto na Facebook, os resmungos... ok! Servem para desabar, não muito mais...
Então vamos lá a concretizar: que ideias temos? Como "reformar" o paradigma empresarial? Como deveria evoluir a nossa relação com o consumo? e das empresas com os seus consumidores? e com a comunidade? A desertificação do interior, a sobre-população das cidades, o trânsito? que ideias temos sobre estas questões? somos capazes de desenvolver algumas? A nossa classe média com escassos recursos civilizacionais e culturais e depauperada vai continuar a sustentar este modelo político? Este modelo político faz sentido? Há outros aplicáveis? A falência das Instituições está à vista? e agora?
O Expresso e o Millénnium bcp lançaram a plataforma MOVIMENTO MILÉNIO onde a partir do próximo dia 22 de Fevereiro poderemos submeter os nossos projectos e ideias dentro das 4 áreas consideradas estruturantes para o país:
Para além de considerar excelente a iniciativa de apelar à concretização, sistematização e apresentação de soluções decorrentes do crescente descontentamento vago e disperso, acho muito interessante o modelo da iniciativa. Em cima das actuais tendências:
- O público habituou-se a "ter voz", aqui tem uma plataforma para passar do desabafo inconsequente à apresentação de soluções pensadas e estruturadas.
- Numa sociedade cada vez mais visual, a apresentação de ideias deverá ser feita em vídeo, devendo o próprio apresentar deste modo a sua ideia ou projecto - estará no ar para revelar a sua ideia ao mundo
- Numa sociedade já habituada a intervir a escolha das melhores ideias e projectos será feita por especialistas, mas também pelo público em geral...
- A própria plataforma é uma solução viabilizada por uma pareceria de 2 Marcas, modelo que a meu ver é uma das maiores tendências de evolução - as parcerias, o cooperação e até a coopetição...
7 MARAVILHAS DA GASTRONOMIA
O meu optimismo por vezes entusiasma-se!
Toda a gente fala em apostar na INOVAÇÃO (mesmo sem saber o que isso é e o que implica... mas já é um bom começo...).
(Quase) toda a gente a virar-se para o Mar, mesmo aqueles que a seu tempo e nas negociações para a nossa entrada na então CEE, desmantelaram a nossa frota marítima e pesqueira...
(Quase) toda a gente a aperceber-se que Turismo em Portugal não é só as "sunny beaches do Allgarve".
A vida ensina-nos que muitas vezes os nossos pontos fortes decorrem dos nossos pontos fracos. O mesmo se passa com os países.
Portugal é um país pequeno. Numa sociedade de massas isto é um ponto fraco.
Do ponto de vista turístico é poder oferecer praia, costa, montanha, planície, rafting, caminhadas, surf, termalismo ou ruínas romanas em poucas horas de deslocação.
E a gastronomia. Todos nós sabemos que temos a melhor gastronomia do mundo. Os que cá vêem ficam a saber. É um dos principais "assets" deste país!
Este ano o Luís Segadães da New 7 Wonders Portugal vai promover o nosso património desta vez à mesa. Adequando o formato a um público cada vez mais habituado a ter voz, qualquer um pode apresentar sugestões. Depois de eleitos os finalistas por especialistas os vencedores serão escolhidos novamente pelo público através de sms, chamada telefónica, no site oficial ou Facebook. A concurso vão estar:
- entradas
- sopas,
- marisco,
- peixe,
- carne,
- caça,
- doces.
A apresentação oficial deste evento decorre hoje na Casa do Campino em Santarém e brevemente poderemos começar a apresentar sugestões do nosso Património Gastronómico.
CRISTIANO RONALDO & o ketchup
Um país pequeno e pobrezinho não se devia dar ao luxo de menosprezar nenhum dos seus talentos - quanto mais um dos mais reconhecidos internacionalmente - a marca CR, deve ser a Marca Portuguesa com maior valor!
No Facebook foi durante muito tempo a 2ª personalidade mundial com mais seguidores! Mais do que ele só o Obama... Hoje postou (ou alguém por ele, é indiferente) e em meia dúzia de horas apareceram 50.000 likes e 10.000 comentários - de todo o mundo! não é bem assim... os portugueses praticamente não aparecem por lá...
Ao longo dos anos tem-se ouvindo todo o tipo de recriminações a Ronaldo "é arrogante", "tem a mania", "é obsceno o dinheiro que ganha", "não sabe falar"... disparates! Chego a ouvir muita gente (portuguesa, claro) a lamentar os prémios internacionais que tem ganho! Esta atitude é, no mínimo, uma originalidade, só com semelhanças à embirração que o Brasil dedica a Dunga, faça o que fizer, ganhe o que ganhar, tenha o mérito que tiver...
Porquê? Os factos parecem ser apenas os decorrentes do percurso, com falta de enquadramento familiar, de um miúdo que veio da "Madeira profunda" que, em Alcochete, ficava a treinar quando todos já tinham ido embora... e cuja vida, de repente, ficou maior do ele!
Tenho ouvido as suas declarações durante este mundial. Esteve sempre bem! Ao contrário de muitos outros. Não deve ser tão arrogante como dizem - havia um empenho colectivo da equipa para que ele marcasse. Jogou, sem egoísmo. Não é também tão vaidoso como lhe chamam - tendo sido eleito o "Homem do jogo", agradeceu aos fãs, e endosso-o ao Tiago, reconhecendo que este tinha sido melhor do que ele...
E a vida vai ensinando... poderia ter marcado dois dos golos mais espectaculares do World Cup, ficou um na trave e o outro na barra. Marcou o mais hilariante...
No Facebook foi durante muito tempo a 2ª personalidade mundial com mais seguidores! Mais do que ele só o Obama... Hoje postou (ou alguém por ele, é indiferente) e em meia dúzia de horas apareceram 50.000 likes e 10.000 comentários - de todo o mundo! não é bem assim... os portugueses praticamente não aparecem por lá...
Ao longo dos anos tem-se ouvindo todo o tipo de recriminações a Ronaldo "é arrogante", "tem a mania", "é obsceno o dinheiro que ganha", "não sabe falar"... disparates! Chego a ouvir muita gente (portuguesa, claro) a lamentar os prémios internacionais que tem ganho! Esta atitude é, no mínimo, uma originalidade, só com semelhanças à embirração que o Brasil dedica a Dunga, faça o que fizer, ganhe o que ganhar, tenha o mérito que tiver...
Porquê? Os factos parecem ser apenas os decorrentes do percurso, com falta de enquadramento familiar, de um miúdo que veio da "Madeira profunda" que, em Alcochete, ficava a treinar quando todos já tinham ido embora... e cuja vida, de repente, ficou maior do ele!
Tenho ouvido as suas declarações durante este mundial. Esteve sempre bem! Ao contrário de muitos outros. Não deve ser tão arrogante como dizem - havia um empenho colectivo da equipa para que ele marcasse. Jogou, sem egoísmo. Não é também tão vaidoso como lhe chamam - tendo sido eleito o "Homem do jogo", agradeceu aos fãs, e endosso-o ao Tiago, reconhecendo que este tinha sido melhor do que ele...
E a vida vai ensinando... poderia ter marcado dois dos golos mais espectaculares do World Cup, ficou um na trave e o outro na barra. Marcou o mais hilariante...
ASIA CAPAZ DE IMITAR, MAS NÃO DE INOVAR?
Nos últimos anos o so called "ocidente" tem vindo a perder milhões de empregos para a China, Índia, Coreia do Sul, Taiwan, Vietnam...
Portugal tem sofrido bastante com a deslocação dos centros de produção para os países de Leste... A tradicional aposta em factores de produção (leia-se: mão-de-obra) baratos, não retém conhecimento, não estimula o desenvolvimento tecnológico, não impulsiona o I&D...
Sendo um país pequeno, com 10 milhões de habitantes com pouco poder de compra, e, portanto, sem dimensão para gerar a massa crítica suficiente que torne rentáveis negócios de volume, tenho defendido que a estratégia do País deveria de passar pelas indústrias, serviços e produtos de valor acrescentado, pela capacidade de criar marcas (que nenhum destes gigantes asiáticos, ou a Russia, ou outros países de Leste demonstrou ainda conseguir fazer). Em suma: aproveitar o espírito inovador dos portugueses para "fazer diferente".
Eventualmente quando (e se...) chegar a esta conclusão se já demasiado tarde.
Desde que a Bloomberg Business Week iniciou, em 2005, o seu ranking das "Most Innovative Companies", este é o 1º ano em que o Top 25 não é essencialmente americano. Porquê? Há muitos new-comers asiáticos!
Estes países até agora, têm vindo a apostar na produção massificada e na imitação, mas estão a virar-se para a inovação. Vão começar a criar marcas e se, enquanto nós, como País não soubermos identificar os nichos, as "especialidades", à nossa altura, as em que nos podemos destacar, não temos rumo, e andaremos a caminhar contra uma marabunta avassaladora... :(
Desde que a Bloomberg Business Week iniciou, em 2005, o seu ranking das "Most Innovative Companies", este é o 1º ano em que o Top 25 não é essencialmente americano. Porquê? Há muitos new-comers asiáticos!
Estes países até agora, têm vindo a apostar na produção massificada e na imitação, mas estão a virar-se para a inovação. Vão começar a criar marcas e se, enquanto nós, como País não soubermos identificar os nichos, as "especialidades", à nossa altura, as em que nos podemos destacar, não temos rumo, e andaremos a caminhar contra uma marabunta avassaladora... :(
ABRIGO DE CORTIÇA 2.0 :)
O David Mares é um Português que participou num concurso de Arquitectura promovido pela Fundação Guggenheim - o tema: abrigos / cabanas.
A solução com que concorreu: um abrigo de CORTIÇA! Genial.
De uma pool inicial de 600 concorrentes ficou entre os 10 finalistas para a atribuição do "People's Prize".
Do histórico que chegou a mim, o David no dia 7 de Setembro enviou um e-mail para os amigos com o link para o "vote". Um amigo, de um amigo, de um amigo reenviou-me esse e-mail no dia 24 de Setembro. Fui a 1145ª a votar. O David estava em 4º lugar.
Hoje dia 29, tem mais de 25.000 votos (and counting...) e arrisca-se a ganhar!Isn't web 2.0 just great?
A ideia de um abrigo em cortiça motivou um grupo de amigos a divulgá-la nas redes socias (i.e. Facebook). Passados 6 dias o David vai à frente - a amplificação foi de mais de 20 vezes.
Hoje dia 29, tem mais de 25.000 votos (and counting...) e arrisca-se a ganhar!Isn't web 2.0 just great?
Festas das Vindimas de Palmela - viva o Moscatel!
2 Moscatéis para começar em beleza. Oferecem-nos 2 tortas de Azeitão - do além! Preço: 2€!!!!
Já tinha havido um concerto de jazz, e a Rita RedShoes está a fazer um concerto fantástico. Grátis! Acrescente-se que a sua presença em palco é muito interessante. À meia noite - largada de toiros!
Há tasquinhas disto, e moscatel, daquilo, e moscatel, pão com chouriço, bifanas, moscatel, petiscos vários, ginjinha, farturas com fartura, e caipirinhas e blackmorangoskas (sim meninas: há!)... e é giro! Despretencioso, barato e a meia hora de Lisboa...
Amanhã volto lá para ver "Deolinda" ;), e comprar umas garrafitas de Moscatel para fazer umas experiências, tenho a impressão que com gelo, ou com água tónica, ou mesmo com água Castello e uma casca de limão... se deverão fazer uns long drinks de verão a beber com cuidado - é que não parece mas que trepa, trepa! :).
Mas pergunto eu:
1. Porque será que com tantas tendinhas dedicadas ao Moscatel ninguém inova na maneira de servir?
2. Havia muita gente. Tudo portugueses. Ainda andam muitos turistas por cá... Nem devem sonhar que isto se está a passar... Aliás, eu só soube desta Festa através de um post de uma amiga no Facebook. Onde está a promoção? Não basta fazer um site jeitosinho e uns cartazes...
OVOS MOLES revisitados - velhos saberes, novos conceitos
Os ovos moles foram caindo para fora de moda.
Por um lado vão contra a maré: o flagelo da obesidade e do excesso de peso, o colestral... de um modo geral este lifestyle que se vai instalando a favor de um estilo de vida saudável... verde, saladas, bróculos, aguinha, e muito desporto!
Mas a felicidade também dá saúde!
Com uma gastronomia gloriosa, os portugueses não esquecerão nunca que o segredo está no EQUILÍBRIO!
Para além destas questões de "modas", existem ícones da nossa gastronomia que vão resvalando para o esquecimento... mas há inovadores que aqui e ali vão revitalizando alguns deles.
O Boc'aboca (ainda por cima um termo de marketing agora muito na "berra": o WoM") aposta na nossa "cultura de mesa".
Somos um povo que gosta de comer bem. Não comemos só para viver (que gente infeliz, os que comem por questões meramente "funcionais"...); este princípio, só por si, indicia um enorme espaço para a inovação... já que comer pode ser um ritual, mas os rituais podem ser renovados.
Para velhos saberes procuram-se novos conceitos.
Os ovos moles do Boc'aboca têm formatos, cores e até sabores inovadores. Há hóstias coloridas, formatos (tradicionalmente ligados ao universo marítimo de Aveiro) diferentes, nomeadamente sazonais, e recheios de ovos moles "compostos": com, amêndoas, nozes... e o que mais há-de vir. Varia, é menos doce, mais nutritivo... ou pelo menos mais indulgente - e sobretudo DELICIOSO!
De ZÉ POVINHO a "Kiko"?
Quase morria um bocadinho de cada um de nós quando se começou a falar do fecho da Fábrica de Faianças de Rafael Bordalo Pinheiro.
Não é a primeira vez que a Fábrica conhece maus dias: Do passado glorioso das peças do Autor e das criações para a Exposição do Mundo Português até hoje manteve-se a tradição, o nome, as faianças de couve, o Zé Povinho... mas não se evoluiu, não se inovou.
Tendo ícones tão emblemáticos torna-se mais fácil criar uma "marca de culto". Ainda para mais com a possibilidade sempre interessante de poder conjugar a criação de "mass products", como os pratos ou as terrinas, com peças de arte e decorativas como os animais gigantes...
Faltou visão, inovação, marketing.
Uma vez mais se prova que não basta bons produtos, saber ancestral, garantia da qualidade. Há que escutar: Escutar o consumidor e ler as tendências das sociedades para acompanhar senão antecipar, com Inovação.
Inovação em produto, conceitos, processos, abordagens ao negócio. Inovação na procura de novos parceiros, designers, novas tipologias de clientes, novos mercados...
Sem nunca esquecer que as marcas de culto, se apoiam no passado para alavancar a projecção para o futuro - onde têm os olhos fixos - para a frente! Não para trás, nem para um passado que, um dia, foi glorioso.
Marca "Portugal" Small is Beautifull, and Smart, and Trendy, and Delicious
Somos pequeninos, e assim não dá! Que desculpa...!!
Vejam o que acontece com as pessoas que acham que estão um pouco fora dos padrões "convencionais".
Normalmente acabam por se encaixar num de dois grupos:
1. Os "conformados" que encaram com fatalismo aquilo que a natureza lhes deu e que em estádios mais agravados de azedume chegam mesmo a desenvolver algumas patologias.
2. Os "so what?" e é neste grupo que vemos os baixinhos superdinâmicos, as gordinhas supersimpáticas, os feiotes com carradas de charme! A questão é "acreditar" nas circusntâncias, ou construir, desenvolver e ampliar os "pontos fortes".
Um povo que gera uma massa crítica tão pequena, não precisa, por isso, de ter complexos.
Não se pode é dar ao luxo de não ser instruído, informado e competente!
E aqui a triologia Estado (sistema de educação), Empresas (sistema de formação e up to date de especialização) e "Indivíduo" (desenvolvimento de competências e potencial próprio) não só não existe, como não tem uma "visão" comum daquilo que é a criação e gestão do "conhecimento" que traria mais-valia para o País.
Marca "Portugal"
Um pequenos país, com uma economia frágil, e no fim da Europa? Por onde evoluir?
Desde logo pela diferenciação. Mas a diferenciação passará cada vez menos pela "oferta".
Num mundo globalizado a diferenciação "tangível" será cada vez mais difícil de valorizar, tudo é cada vez mais fácil de copiar (e copiar é muito barato: salta muitos custos de I&D...). Deste modo destaco 2 vertentes:
1. As soluções de diferenciação passarão cada vez mais pelos modelos de negócio, sobretudo pela maneira como as empresas conseguirem "integrar o consumidor nos seus processos": o paradigma mudou, os clientes têm acesso a toda a informação é falam "marketingish"...
2. Somos um pequeno ´país que tem pouca "massa crítica". Ou seja o mercado interno é pequeno e nos externos temos grandes problemas de visibilidade... Parece-me que o 1º passo é esquecermos sebasteanismos - somos pequenos. Ponto. Mas isso pode-nos colocar perto de tendências muito grandes! Num mundo globalizado, cada vez mais indiferenciado, as "especialidades" serão uma corrente cada vez mais forte!Empresários portugueses não pensem mais na China, nem na Índia ou na Roménia e nos seus preços de custo imbatíveis! diria mesmo pensem em caro! pensem em especial, pensem em nichos...
Ao País exijam também que faça o seu branding:como nos vêm e como queremos ser visto? quais os factores de diferenciação? quais os targets preferenciais? sobretudo como dar um sentido futuro àquilo que somos hoje? Campanhas internacionais assentes nas caras do C.Ronaldo e do Mourinho, e praias de areia dourada apequenam-nos ainda mais...
Small is beautifull, and smart, and modern, and trendy and delicious
Desde logo pela diferenciação. Mas a diferenciação passará cada vez menos pela "oferta".
Num mundo globalizado a diferenciação "tangível" será cada vez mais difícil de valorizar, tudo é cada vez mais fácil de copiar (e copiar é muito barato: salta muitos custos de I&D...). Deste modo destaco 2 vertentes:
1. As soluções de diferenciação passarão cada vez mais pelos modelos de negócio, sobretudo pela maneira como as empresas conseguirem "integrar o consumidor nos seus processos": o paradigma mudou, os clientes têm acesso a toda a informação é falam "marketingish"...
2. Somos um pequeno ´país que tem pouca "massa crítica". Ou seja o mercado interno é pequeno e nos externos temos grandes problemas de visibilidade... Parece-me que o 1º passo é esquecermos sebasteanismos - somos pequenos. Ponto. Mas isso pode-nos colocar perto de tendências muito grandes! Num mundo globalizado, cada vez mais indiferenciado, as "especialidades" serão uma corrente cada vez mais forte!Empresários portugueses não pensem mais na China, nem na Índia ou na Roménia e nos seus preços de custo imbatíveis! diria mesmo pensem em caro! pensem em especial, pensem em nichos...
Ao País exijam também que faça o seu branding:como nos vêm e como queremos ser visto? quais os factores de diferenciação? quais os targets preferenciais? sobretudo como dar um sentido futuro àquilo que somos hoje? Campanhas internacionais assentes nas caras do C.Ronaldo e do Mourinho, e praias de areia dourada apequenam-nos ainda mais...
Small is beautifull, and smart, and modern, and trendy and delicious
Um país à deriva
Já que não temos um rei que tenha sido educado na função, ao menos podíamos ter uma governação profissional: uns tipos, do género bons gestores.
As vantagens seriam muitas. Desde loga a aplicação ao país das regras de gestão empresarial.
Começando pelo princípio: A Visão e a missão do país.
Não chega a bom porto quem não sabe para onde vai. A verdade é que o país e os portugueses não têm uma ideia clara para si próprios: para o que servimos? qual é a USP do país? há alguma vantagem competitiva? quando "lá fora" se pensa em Portugal qual é o Brand Image? para além do Figo e do Cristiano Ronaldo, claro.
Outra definição estratégica de base muito importante é a nossa posição relativa no enquadramento competitivo. Quem são os nossos concorrentes? A Espanha? Os Palops? Os países de Leste? O resto da União Europeia? O Norte de África? Somos um pequeno país, desde sempre em "vias de desenvolvimento", e só não somos um país subdesenvolvido por uma questão de vizinhança: estamos ao lado da Espanha, e apesar de na "ponta" fazemos parte da Europa, só isso nos safa de andarmos todos descalços...
Vamos fazendo umas coisitas... agora o conceito de produto é "west Cost"; a pergunta é, mas durante quanto tempo? E o conceito integra o quê? Qual o património iconográfico que lhe vai dar sentido? O sol e as praias de sempre? Os roteiros gastronómicos (isso é que era... se não fosse a ausência de "serviço"), os campos de golf? A história? A diversidade de opções? Ou tudo, e portanto nada? Com a "west coast" chegaram lá perto, mas... Portugal não é o fim da Europa! É o PRINCÍPIO do Atlântico!
Turista (mais do que) acidental I
Se o país fosse uma empresa pelo menos haveria de ter uma ideia do que tem "para vender".
Como não é ficamos todos com a impressão que temos sol e praias e isto nos haverá de servir para alguma coisa.
Será? Duvido.
Temos sol e praias mas o país cresceu e vive de costas viradas para o mar.
Veja-se Lisboa e as outras cidades atravessadas por rios.
Cresceram de costas viradas para o Rio, mergulhadas nos seus becos sombrios e ruas afogadas em carros.
Só nos últimos anos, em Lisboa, a partir da Expo98, se começaram a explorar os conceitos "virado para o Tejo", passeios marítimos, docas, esplanadas na Margem..., mas tudo isto é ainda muito incipiente.
Temos sol e praias mas o país cresceu e vive de costas viradas para o mar.
Veja-se Lisboa e as outras cidades atravessadas por rios.
Cresceram de costas viradas para o Rio, mergulhadas nos seus becos sombrios e ruas afogadas em carros.
Só nos últimos anos, em Lisboa, a partir da Expo98, se começaram a explorar os conceitos "virado para o Tejo", passeios marítimos, docas, esplanadas na Margem..., mas tudo isto é ainda muito incipiente.
Turista (mais do que) Acidental II
Em Portugal o que temos é essencialmente turismo de praias: de massas, sem qualidade e concentrado no mês de Agosto. E o que oferecemos são mesmo apenas as praias. Se, como este Verão, chover, fizer frio, e, portanto não houver sol, também pouco mais há a fazer. Outros países que, sem terem o nosso sol e as nossas praias oferecem uma enorme diversidade de proposta de entretenimento: parques temáticos e de diversões, propostas culturais de toda a espécie, museus com iniciativas temporárias, exposições, feiras, roteiros gastronómicos, históricos, etc, museus e edificações históricas com programações interactivas... Qualquer vilória tem uma programação de verão, qualquer concelho edita uma brochura com todas as iniciativas locais, os postos de turismo são muitos e com muita informação - é fácil ser turista. Aqui é muito difícil ser turista! tirando o programa básico de "papo para o ar" ou jogar raquetes na praia... Em primeiro lugar: fazer o quê? Não se sabe, até é capaz de existirem algumas inicitaivas, mas ou temos a sorte de tropeçar nelas, ou o mais certo é não as encontrarmos. Os postos de turismo, museus e castelos regem-se pela mais paquidérmica mentalidade de função pública. Nunca nos surpreendem; estão sempre fechados e perante qualquer pergunta o mais certo é não saberem. E se souberem provavelmente não há.
Milfontes? Só eu sei porque vou para lá: É grátis!
Carlos Coelho e o Pastel de Nata
PORTUGAL GENIAL introduz aquilo a que CC chama "National Equities" e que vão desde a História, geografia, desporto, ciência… ao Pastel de Nata: tudo aquilo que são as “especialidades”, as proposições diferenciadoras, as nossas pequenas riquezas com as quais se pode construir uma imagem positiva de Portugal, dentro e fora do nosso país.
De D. Afonso Henriques (o fundador da Marca Portugal), passando por Pedro e Inês, Camões, Pessoa, o Santo António a Carlos Paredes, Siza Vieira, José Mourinho ou Mariza, Portugal Genial é um “manifesto ao optimismo” contra a cultura autista de cada um a viver a vidinha “o melhor que se arranja”…·
É também um refrescante desafio a um “país que sempre se sentiu universal por dentro, insignificante e marginalizado por fora".
O Cavalo Lusitano, o Galo de Barcelos, o Multibanco, a Calçada Portuguesa, a Sopa, as Termas, o Mar e a Luz Natural, o Azeite, a Aguardente da Lourinha (a terceira região demarcada de aguardente vínica da Europa, a seguir à Cognac e à Armagnac!), os Bordados da Madeira, a Cortiça, a Flor de Sal, o Vinho do Porto… e muitos outros exemplos, fornecem à Marca Portugal, a iconografia necessária para delimitar um território de Marca único e com potencial diferenciador que poderia levar o país muito mais longe, já que os maiores problemas que afectam esta Marca são a ignorância e a má comunicação
PS: No início do livro são expostos aqueles pequenos defeitos que travam o progresso, de modo a fazer-se um “luto” por eles e passar à frente!
GENIAL
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