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CIN - Loja de Coimbra pinta as "CAPAS NEGRAS"

As tintas CIN vão abrir uma loja em Coimbra. A marca é de tinta , mas o que vendem é "cor". O conceito está bem definido do ponto de vista do consumidor: o resultado - a cor é mais importante do que o "instrumento" - a tinta. É um bom começo.
E como o mais importante é a cor, Coimbra vai acordar dia 26 de Março inundada de cor!
  • Balões de várias corres nos carros estacionados
  • Outdoors
  • Dropmailing
  • A tuna do Instituto Politécnico de Coimbra vai trocar as capas negras por capas coloridas para distribuir flyers no centro da cidade.
A isto chama-se "ACTIVAÇÃO DE MARCA". Recorrendo aos meios e aos ícones locais para falar no tom e com o conteúdo relevante.
M&P
Não há página no Facebook! Ufff! Refrescante! Há vida para além das redes sociais!
E é bom que as Marcas tenham consciência que o importante não é utilizar os meios mais modernos. O importante é utilizar os meios que tocam os consumidores.

Em Roma sê romano. Em Coimbra pinta a tuna.

DELTA CAFÉS - O CONCEITO DE "VALOR PARTILHADO"

Hoje vi na RTN mais um pequeno documentário sobre a personalidade de Rui Nabeiro.
Gostei, como sempre.
Ouvi-lo falar traz-me sempre à cabeça palavras como: sonho, visão, autenticidade, noção do real...

Num mundo trazido para uma crise galopante por uma "anti-economia" assente na especulação financeira, Rui Nabeiro é, para mim, uma das encarnações do que me parece o retorno à Lei Natural: uma economia sustentável de valor partilhado que garante a perenidade do negócio.

Como comentário à crise e suportada pela lógica "natural" Nabeiro conclui que se uma família de 4 pode prescindir do ordenado de 1 elemento que fica desempregado.... também o empresário habituado a ganhar 5 pode continuar retendo apenas 3. Despedir pessoas, reduzir salários, apenas agrava a questão - a solução é ganhar mais... E isso só se consegue com o empenho de todos.

Acho interessante como, assumindo-se, ainda hoje aos 80 anos, como líder, não perca a visão de onde veio e como aqui chegou.
Como tem clara a noção do valor partilhado com os funcionários e com a comunidade de Campo Maior (e até mesmo a escalas maiores como foi o caso de Timor...).
Exemplo disso é o Centro Educativo, projecto da sua mulher, e que acolhe não só os filhos dos funcionários da Delta, como também de outros residentes em Campo Maior - no documentário aparecia a assistir a um teatrinho feito pelos pequenotes....

O aroma do café é o sonho de felicidade que o impulsionou e liderou e partilhou com a empresa e com a região.

Este conceito de "Shared Value" vem agora também a ser defendido por grandes gurus mundiais como Michael Porter, por exemplo neste artigo da HBR: The big idea: creating SHARED VALUE
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CRM - Estamos a falar de "RELAÇÃO"? ou não?

As Empresas adoram "comunicar"! 
Com as novas tecnologias, redes sociais e sofisticadas ferramentas de CRM... estão cada vez mais próximas dos seus clientes e potenciais clientes. Estão quase sempre  à distância de um "click", de um "sent"... Mas as "relações" não estão a melhorar.

Maneiras mais fáceis de chegar aos clientes deveriam querer dizer também uma melhor segmentação. 
As Empresas continuam, em grande parte a "emitir", não se estão a relacionar! Querem "dizer" coisas, e dizem.
Continuam a ver-se no papel de emissoras, não em "relação" com os seus clientes ou consumidores. Têm bases de dados que pouco mais são do que nomes e endereços (de e-mail)... A consequência é que quando comunicam focalizam-se no que "querem transmitir", o conteúdo é quase sempre umbilical... assente em objectivos internos. 
Raramente a comunicação é pensada da maneira correcta - partindo do consumidor e dos seus ESTADOS DE NECESSIDADE. Portanto a consequência é que mesmo com ferramentas mais sofisticadas e com meios de contactar os clientes de maneira individual, a comunicação não é costumizada. 


As empresas não se dão ao trabalho de recolher e trabalhar a informação dos seus clientes para construir uma relação... 
... não tem relação comigo e enviam-me promoções para o DIA do PAI.Eu já não tenho PAI, cada promoção dessas não constrói relação - agudiza uma dor.

INOVAR é dançar a "Morte do Cisne" em StreetDance

John Lennon da Silva é um mulatinho de 20 anos do estado de São Paulo. StreetDancer.
Trago aqui o vídeo da sua participação num concurso de TV para exemplificar 2 conceitos absolutamente relevantes
1. INOVAÇÃO - Inovar, inovar, inovar... A INOVAÇÃO de tanto se falar dela está a tornar-se um lugar comum.
Todos querem Inovar.. mas depois confundem inovação com criatividade.
Querem Inovar mas não querem arriscar.
Querem Inovar, mas ficam a olhar para o lado e para a concorrência, o que faz tender para a conformidade.

2. CULTURA CONVERGENTE em que todos podem participar, todos podem criar, todos arranjam um modo de se expressar, de dar largas ao seu individualismo. Surpreender. Sem preconceitos. O ballet saiu à rua... e transformou a "Morte do Cisne", o mais emblemático momento de ballet "em pontas", dançado apenas por primeiras bailarinas, numa versão igualmente tocante mas dançada com jeans e sapatilhas...
Ou como Tchaikovsky sai à rua nos pés de um StrestDancer brasileiro.



Inovar não é apenas "criatividade", é (re)interpretar, (re)inventar. É ter uma visão e ARRISCAR!

GLOOQ - EXPERIÊNCIA INDIVIDUAL OU SOLUÇÃO EMPRESARIAL?

Entrei em contacto com o Glooq, by Zon pelo facebook.
Deixa cá ver...



É um serviço da Zon (vem na factura,  tipo Sport TV, mas mais barato...) e o conceito português é que permite costumizar e-mails enviados a partir do Outlook.

Quero acreditar que a Zon não lança produtos sem antes avaliar o seu potencial de mercado para definir pelo menos posicionamento e target... Ambos aparentemente transmitidos neste filme. A linguagem é muito jovem remetendo para um target dos 15-20 anos.

Pergunto-me: este público usa o Outlook? Ainda envia e-mails? ou é tudo muito mais mobile e redes sociais? 
Confesso que não vejo afinidade entre este produto e o target a que parece destinado...

O conceito parece-me mais adequado para Pequenas Empresas e Profissionais Liberais que utilizam certamente o meio - Outlook - e têm vantagens em juntar uma imagem mais institucional, promocional ou até mesmo publicitária nos e-mails que enviam...
Este é o posicionamento que é apresentado no site oficial da GLOOQ.



Pergunto-me:a Zon fez realmente o trabalho de casa e, numa jogada tão à frente que eu não a vislumbro, aposta num segmento que tem apetência por esta ferramenta? Caiu no paradigma de "sociedade de lazer" que está a afundar a "velha Europa"? Acha que "cool" é lançar os produtos para os jovens-trendsetters que depois toda a gente os segue? Enfim não percebi...

Resumindo enquanto o "Promote Yourself" da Glooq aponta para um uso profissional e empresarial em Portugal é umbilical... I wonder why...

BLOGUES: Estamos todos a falar em círculo?

Um blogue para quê? Antes de mais para ter voz! Todos achamos que temos alguma coisa de relevante para gritar ao mundo... A questão é saber quem é o "mundo" e se está minimamente interessado no que temos para dizer...

Surge-me esta dúvida existencial blogueira  a propósito de uma ferramenta que a WordPress disponibilizou para os seus bloggers - o PressTags. Para que serve? Para os bloggers da WordPress saberem sobre o que andam os outros bloggers a postar e a re-postar... num circuito mais ou menos fechado, em que uns bloggers seguem os outros que seguem os outros e os re-postam, num círculo infernal em que todos falam do mesmo, repetem o mesmo e acham que estão a seguir, ou mesmo a "cavalgar" uma tendência...

Desolação total o posicionamento desta ferramenta! Quando ouvi falar dela acreditei que teria sobretudo interesse para as Marcas, para os "trendhunters", enfim para aqueles que querem saber quais são os buzz de hoje para anteciparem as tendências que vão ser os buzz de amanhã... mas não!
É apenas mais uma visão umbilical dos bloggers sobre si próprios. 

Se este blogue um dia ficar assim - por favor internem-me. 
Pronto! Não exageremos - peçam-me só para o fechar :(

MOVIMENTO MILÉNIO

Quem se chega à frente?

O descontentamento, as páginas de protesto na Facebook, os resmungos... ok! Servem para desabar, não muito mais... 

Então vamos lá a concretizar: que ideias temos? Como "reformar" o paradigma empresarial? Como deveria evoluir a nossa relação com o consumo? e das empresas com os seus consumidores? e com a comunidade? A desertificação do interior, a sobre-população das cidades, o trânsito? que ideias temos sobre estas questões? somos capazes de desenvolver algumas? A nossa classe média com escassos recursos civilizacionais e culturais e depauperada vai continuar a sustentar este modelo político? Este modelo político faz sentido? Há outros aplicáveis? A falência das Instituições está à vista? e agora?

O Expresso e o Millénnium bcp lançaram a plataforma MOVIMENTO MILÉNIO onde a partir do próximo dia 22 de Fevereiro poderemos submeter os nossos projectos e ideias dentro das 4 áreas consideradas estruturantes para o país:
  • Negócios
  • Cidades
  • Consumo
  • Democracia
Para além de considerar excelente a iniciativa de apelar à concretização, sistematização e apresentação de soluções decorrentes do crescente descontentamento vago e disperso, acho muito interessante o modelo da iniciativa. Em cima das actuais tendências:
  •  O público habituou-se a "ter voz", aqui tem uma plataforma para passar do desabafo inconsequente à apresentação de soluções pensadas e estruturadas.
  • Numa sociedade cada vez mais visual, a apresentação de ideias deverá ser feita em vídeo, devendo o próprio apresentar deste modo a sua ideia ou projecto - estará no ar para revelar a sua ideia ao mundo
  • Numa sociedade já habituada a intervir a escolha das melhores ideias e projectos será feita por especialistas, mas também pelo público em geral...
  • A própria plataforma é uma solução viabilizada por uma pareceria de 2 Marcas, modelo que a meu ver é uma das maiores tendências de evolução - as parcerias, o cooperação e até a coopetição...

Da conversa de café seja ela de bairro ou virtual vamos ver agora as ideias que surgem para renovar a sociedade, a economia e o país...

7 MARAVILHAS DA GASTRONOMIA

O meu optimismo por vezes entusiasma-se!

Toda a gente fala em apostar na INOVAÇÃO (mesmo sem saber o que isso é e o que implica... mas já é um bom começo...).
(Quase) toda a gente a virar-se para o Mar, mesmo aqueles que a seu tempo e nas negociações para a nossa entrada na então CEE, desmantelaram a nossa frota marítima e pesqueira...
(Quase) toda a gente a aperceber-se que Turismo em Portugal não é só as "sunny beaches do Allgarve".

A vida ensina-nos que muitas vezes os nossos pontos fortes decorrem dos nossos pontos fracos. O mesmo se passa  com os países.
Portugal é um país pequeno. Numa sociedade de massas isto é um ponto fraco.

Do ponto de vista turístico é poder oferecer praia, costa, montanha, planície, rafting, caminhadas, surf, termalismo ou ruínas romanas em poucas horas de deslocação.
E a gastronomia. Todos nós sabemos que temos a melhor gastronomia do mundo. Os que cá vêem ficam a saber. É um dos principais "assets" deste país!
Este ano o Luís Segadães da New 7 Wonders Portugal vai promover o nosso património desta vez à mesa. Adequando o formato a um público cada vez mais habituado a ter voz, qualquer um pode apresentar sugestões. Depois de eleitos os finalistas por especialistas os vencedores serão escolhidos novamente pelo público através de sms, chamada telefónica, no site oficial ou Facebook. A concurso vão estar: 

  • entradas
  • sopas, 
  • marisco, 
  • peixe, 
  • carne, 
  • caça,
  • doces.

A apresentação oficial deste evento decorre hoje na Casa do Campino em Santarém e brevemente poderemos começar a apresentar sugestões do nosso Património Gastronómico.

ATÉ QUE PONTO A "SOCIAL MEDIA" IRÁ MUDAR O PARADIGMA?

Saltam como cogumelos! (de onde terá vindo esta expressão...???)
No início de cada ano as previsões e as tendências para o ano proliferam de todos os lados... 
Em 2011 (para além da "Crise", da "Recessão" e do "Relançamento da Economia..) os gurus continuaram a interessar-se muito pelas redes sociais: os impactos na sociedade, na economia, na comunicação e no Marketing... muito mais do mesmo...
sproutsocialinsights
Partilho convosco um artigo que para além de profetizar o que todos já viram: a relevância crescente da produção de conteúdos, o crescimento do impacto das aplicações "mobile, etc, etc... Surge com um pensamento original:
A ideia de que a Internet (com o exemplo dos "Facebook crédits" para os jogos) pode vir a ser o 1º passo para uma moeda única Universal... 
Com o alargamento do euro a praticamente toda a Europa, com um objectivo semelhante na agenda da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático) parece emergir uma tendência para homogeneização da gestão da Moeda. Este princípio carece, obviamente, de uma plataforma à escala global e a Web é isso mesmo... 
Este conceito está já a ser utilizado, por exemplo, no Facebook que de há uns meses para cá começou a disponibilizar os "FACEBOOK CREDITS", que são uma unidade monetária virtual, utilizada pelos seus utilizadores para jogos e aplicações.
Com a relevância à escala mundial, e dado o seu número crescente de utilizadores, esta pode vir a ser a tendência do ano na social media, com potencial para vir a ter um impacto global muito para além do Farmville... :)

CROUDFOUNDING - de startups a casamentos viabilizados online (Brasil)

Este conceito não é absolutamente novo. 
É uma lógica de Microcrédito para viabilização  de pequenos negócios. 
Uma das minhas amigas do TST e Facebook é,  dinamizadora do projecto KIVA, uma organização que possibilita a qualquer um de nós ajudar ou ser um dos que ajuda a viabilizar um projecto.
A Exame brasileira num artigo sobre este tema apresenta várias plataformas online que vão de estruturas de apoio a startups a acções de crowdfound para financiar desde a publicação de livros a casamentos... :) Haja imaginação!
Para além da ironia de algumas das abordagens e o impacto positivo de outras (quando uma iniciativa individual avança, toda a sociedade avança...) este fenómeno faz sobressair uma tendência que se julgava cristalizada - a da cooperação e interajuda! 
Numa sociedade muito individualista é interessante ver a contra-tendência a essa característica sob a forma de solidariedade social, para já, e neste contexto, assente sobretudo em pessoas, como cada um de nós... mas com potencial para evoluir quando as empresas perceberem que podem ter aqui um papel muito importante.
As políticas de responsabilidade social perdem-se entre o quase nada e o brincar à caridadezinha. Em países emergentes ou em crise esta solução de cooperação entre a comunidade e as empresas pode ser uma forma sustentável de fazer evoluir a economia.
O velho Marketing já era... e pergunto-me se as empresas não deveriam estar atentas a estas pequenas iniciativas a que podemos chamar start ups que de alguma forma se poderiam encaixar nos seus processos integrados - de fornecedores aos clientes, com as vantagens decorrentes de externalizar actividades que não sejam "core" do negócio.