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Sporting nos oitavos de final da Champions!

Estou com uma musica na cabeça desde há algumas horas... nem sei porquê:

"Todo o estádio a cantar: força Sporting Allez, lá,lá,lá, lá, láaaaaa só eu sei...."

Já agora: uma curiosidade - este Sporting do Paulo Bento a jogar num losango que não se entende com um meio campo de apoio à defesa com a velocidade habitual do Roca e do Veloso.. e por aí fora já está apurado para os oitavos de final (uiii! - isto sou eu a beliscar-me para ver se acredito...), enquanto o Special One ainda não... :)

"Uma curva belíssima, uma equipa fantástica - és a nossa fé, força sporting Allez..."

Pac-Man is back

Não foi só a Pepsi. Entusiasmaram-se e "liftaram" tudo... Mas a "velha" Pepsi que se tem fartado de mudar, agora está assim tipo marca de supermercado...

Pepsi - Mais um re-branding...

Anuncia-se o investimento de 930 milhoes de dolares numa nova imagem de Pepsi. Suponho que estes senhores que ganham mais do que eu, são mais importantes do que eu saibam também mais do que eu... I wonder??!!

  1. Por razões profissionais tenho acompanhado de perto a postura de Pepsi e Coca-Cola, esta última ao longo dos anos tem feito várias evoluções, modernizações, actualizações, alterações - mas sempre com um carácter instrumental: destinam-se ao improvement do brand image (e equity) da Marca, mas nunca se apresentam como um "tema" em si. Comunicar comunica-se o prazer de viver associado à marca.
  2. Pepsi. Desde logo tem um eterno problema: não sabe bem o que tem para dizer! Na falta de melhor tudo serve, até comunicar coisas irrelevantes para o consumidor. Irrelevantes não. Perigosas até: falar de 930 milhões numa mudança de imagem num mesmo artigo em que se fala do downsizing de 3.300 trabalhadores é, no mínimo, clumsy...
  3. Qual a relevância de uma mudança de imagem na atitude de compra do consumidor: "Ah deixa cá ver: agora está como imagem nova! Vou já comprar em vez de Coca-cola"! Please!!!

É por esta e por outras que os líderes (que são os que apontam um rumo e o seguem) serão cada vez mais líderes, enquanto que outras marcas sem um rumo certo, vão diluindo as suas promessas com sinalizações em sentidos distintos...

Tom Peters: Benchmarking is stupid

Superbock - o triunfo da coerência

Quando acabei a faculdade já assistia ao Festival dos filmes publicitários premiados em Cannes. Na altura aquilo servia sobretudo para nos abespinharmos com a grande diferença entre aqueles filmes e os que por cá se faziam... A TV era o meio por excelência e nem havia quem pensasse em fazer "mass comunication" de outra forma...

Não é portanto de admirar que quando a Superbock apareceu com um estilo de comunicação de que se apropriou e ainda por cima num meio que não a televisão, tivesse feito "história". Mais, o que continua a fazer é a coerência de Marca que leva a que, 20 anos depois, a linha estratégica, visual e de relação com o consumidor ainda se mantenha... Este verão uma vez mais os outdoors da Superbock fizeram-se notar!
Lição: quando se identifica uma linha de sucesso, podem mudar os directores de Marketing e até os CEOs, mas não se estraga o que foi (bem) feito. Até porque as pessoas passam pelas Marcas, mas as Marcas é suposto continuarem...

What´s the real thing?

"There is no objective reality. There are no facts.... All exists in the world of Marketing are perceptions in the minds of the costumer or prospect. The perception is the reality. Everything else is an illusion." Al Ries & Jack Trout

Estádios Sagres

Tanto quanto me lembro o início da ligação da Sagres ao Futebol foi com o patrocínio da selecção: naqueles tempos em que por norma não nos apurávamos, ou no máximo chegávamos à fase de Grupos e dali não passávamos. Na altura espantava-me quando ouvia falar no investimento que representava esse patrocínio e sobretudo o pequeníssimo retorno que me parecia que a Sagres dali retirava.
As boas notícias para a Marca é que mesmo não sabendo muito bem, na altura o que fazer com “aquilo” apostou que aquele era um boa caminho e manteve-se lá até saber (até alguém saber…) tirar desta ligação maiores dividendos. O patrocínio à selecção estende-se agora à Liga de Futebol Profissional e como há verdades que continuam verdades, a Sagres percebeu agora que para ter retorno de um qualquer patrocínio, normalmente é preciso investir à sua volta outro tanto. É assim que ouvimos falar agora dos Estádios Sagres”: Serão cerca de 1000 pontos de venda Horeca com decoração especial e oferta de prémios à volta desta plataforma.
Ou seja, do apoio à selecção, aos anúncios junto aos jogos da Liga ao relacional no ponto de venda este patrocínio aparece finalmente sob a forma de um approach integrado e com sentido. Será que é desta?

What's new?

Será que ainda há espaço para o sucesso construído "one step at a time"? É que o sucesso parece ser cada vez mais efémero...
Qual o focus das organizações que buscam o sucesso? Sobretudo já não pode ser o "o produto" já que este leva quase sempre à questão da qualidade. Ora, hoje a qualidade já é uma commodity, os consumidores têm-na como um dado adquirido, sobretudo desde, e porque, aderiram às marcas de insígnia ou de 1º preço dos discounts.
Hoje, com consumidores cada vez menos fiéis, apostar na "Marca", tem também cada vez menos retorno... a menos que se seja A marca, o líder destacado da categoria.
Neste contexto as marcas lideres tenderão a ser cada vez mais líderes e as "in between" cada vez mais irrelevantes. E agora? A solução deverá estar na identificação de novas categorias, identificar "A" categoria onde a nossa marca consiga ser relevante.
E o que é a relevância hoje em dia? Bem aparentemente ninguem anda à procura do "melhor" - toda a gente apenas quer ser o primeiro a saber "what's new"... Num mundo "online" será que o trigger é "ser o primeiro a saber", "o primeiro a divulgar", e será que é aqui que está o mecanismo que falta às marcas para conseguir a adesão? Nem que não sendo para a vida, seja por algum tempo?

Que moderno é "INOVAR"!

Quando as sociedades mudam de tal forma que os velhos paradigmas já não lhes dão resposta, a solução, parecem acreditar os Gestores, está na inovação. Foi o que leram nuns livros..
Acontece que a Inovação requer um esforço de transformação; logo as organizações, em toda a linha precisam de estar convencidos que a Gestão de Topo está seriamente disponível e empenhada em considerar novas maneiras de abordar e fazer acontecer as coisas.
É, portanto, vital que os "líderes da inovação" tenham um mandato claro, com meios e "empowerment". Mais do que isso, a Gestão de topo necessita sinalizar a sua intenção, caso contrário os outros executivos tenderão fatalmente a focalizarem-se na sua própria agenda (e no curto prazo...) mais do que no que é estratégico e estruturante. A tentação é para olharem a "Inovação" do ponto de vista instrumental: "que inovações podem ajudar-me a atingir os meus objectivos?" A resposta a esta pergunta leva sempre a inovações do tipo incremental, não às que vencem o paradigma e criam novas categorias...
Se a inovação é estratégica o próprio conceito de Inovação tem que ser "estruturante": a inovação não é só "novos produtos": Uma organização inovadora inova em produtos, no serviço, em processos, na maneira como se relaciona e se relacionam entre si os seus empregados, na abordagem aos seus mercados, na postura como se apresenta à comunidados... É todo um "mind set"!
Inevitavelmente vai mexer "em muitos quejos"!

Mãe: “Carregue aí o telemóvel que eu ainda sou teen!”

Dantes ser-se “teenager”, ou “teen, significava a idade em que se tinha qualquercoisateen, portanto um período que ia dos thirteen aos nineteen. Começou por ser a chamada “idade do armário” que atingia todo o seu apogeu de inépcia aos 15 anos: altura em que não se era ainda adulto, nem perto, já não se era definitivamente criança – e desgraçadamente não se era definitivamente nada a não ser um soluço no tempo à espera que passasse depressa.
Saiu agora um estudo de uma das empresas do Grupo Marktest que veio confirmar o que já se suspeitava, os jovens já não são qualquercoisateen, hoje é-se teenager dos 16 até os 22 anos. Ou seja: Partilha-se um quarto com a namorada em Pádua enquanto se faz um Eramus no 3º ano de Economia, mas… é-se teen!