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Marca "Portugal" Small is Beautifull, and Smart, and Trendy, and Delicious

Somos pequeninos, e assim não dá! Que desculpa...!! Vejam o que acontece com as pessoas que acham que estão um pouco fora dos padrões "convencionais". Normalmente acabam por se encaixar num de dois grupos:
1. Os "conformados" que encaram com fatalismo aquilo que a natureza lhes deu e que em estádios mais agravados de azedume chegam mesmo a desenvolver algumas patologias.
2. Os "so what?" e é neste grupo que vemos os baixinhos superdinâmicos, as gordinhas supersimpáticas, os feiotes com carradas de charme! A questão é "acreditar" nas circusntâncias, ou construir, desenvolver e ampliar os "pontos fortes". Um povo que gera uma massa crítica tão pequena, não precisa, por isso, de ter complexos. Não se pode é dar ao luxo de não ser instruído, informado e competente!
E aqui a triologia Estado (sistema de educação), Empresas (sistema de formação e up to date de especialização) e "Indivíduo" (desenvolvimento de competências e potencial próprio) não só não existe, como não tem uma "visão" comum daquilo que é a criação e gestão do "conhecimento" que traria mais-valia para o País.

Marca "Portugal"

Um pequenos país, com uma economia frágil, e no fim da Europa? Por onde evoluir?
Desde logo pela diferenciação. Mas a diferenciação passará cada vez menos pela "oferta".
Num mundo globalizado a diferenciação "tangível" será cada vez mais difícil de valorizar, tudo é cada vez mais fácil de copiar (e copiar é muito barato: salta muitos custos de I&D...). Deste modo destaco 2 vertentes:
1. As soluções de diferenciação passarão cada vez mais pelos modelos de negócio, sobretudo pela maneira como as empresas conseguirem "integrar o consumidor nos seus processos": o paradigma mudou, os clientes têm acesso a toda a informação é falam "marketingish"...
2. Somos um pequeno ´país que tem pouca "massa crítica". Ou seja o mercado interno é pequeno e nos externos temos grandes problemas de visibilidade... Parece-me que o 1º passo é esquecermos sebasteanismos - somos pequenos. Ponto. Mas isso pode-nos colocar perto de tendências muito grandes! Num mundo globalizado, cada vez mais indiferenciado, as "especialidades" serão uma corrente cada vez mais forte!Empresários portugueses não pensem mais na China, nem na Índia ou na Roménia e nos seus preços de custo imbatíveis! diria mesmo pensem em caro! pensem em especial, pensem em nichos...
Ao País exijam também que faça o seu branding:como nos vêm e como queremos ser visto? quais os factores de diferenciação? quais os targets preferenciais? sobretudo como dar um sentido futuro àquilo que somos hoje? Campanhas internacionais assentes nas caras do C.Ronaldo e do Mourinho, e praias de areia dourada apequenam-nos ainda mais...
Small is beautifull, and smart, and modern, and trendy and delicious

Sporting nos oitavos de final da Champions!

Estou com uma musica na cabeça desde há algumas horas... nem sei porquê:

"Todo o estádio a cantar: força Sporting Allez, lá,lá,lá, lá, láaaaaa só eu sei...."

Já agora: uma curiosidade - este Sporting do Paulo Bento a jogar num losango que não se entende com um meio campo de apoio à defesa com a velocidade habitual do Roca e do Veloso.. e por aí fora já está apurado para os oitavos de final (uiii! - isto sou eu a beliscar-me para ver se acredito...), enquanto o Special One ainda não... :)

"Uma curva belíssima, uma equipa fantástica - és a nossa fé, força sporting Allez..."

Pac-Man is back

Não foi só a Pepsi. Entusiasmaram-se e "liftaram" tudo... Mas a "velha" Pepsi que se tem fartado de mudar, agora está assim tipo marca de supermercado...

Pepsi - Mais um re-branding...

Anuncia-se o investimento de 930 milhoes de dolares numa nova imagem de Pepsi. Suponho que estes senhores que ganham mais do que eu, são mais importantes do que eu saibam também mais do que eu... I wonder??!!

  1. Por razões profissionais tenho acompanhado de perto a postura de Pepsi e Coca-Cola, esta última ao longo dos anos tem feito várias evoluções, modernizações, actualizações, alterações - mas sempre com um carácter instrumental: destinam-se ao improvement do brand image (e equity) da Marca, mas nunca se apresentam como um "tema" em si. Comunicar comunica-se o prazer de viver associado à marca.
  2. Pepsi. Desde logo tem um eterno problema: não sabe bem o que tem para dizer! Na falta de melhor tudo serve, até comunicar coisas irrelevantes para o consumidor. Irrelevantes não. Perigosas até: falar de 930 milhões numa mudança de imagem num mesmo artigo em que se fala do downsizing de 3.300 trabalhadores é, no mínimo, clumsy...
  3. Qual a relevância de uma mudança de imagem na atitude de compra do consumidor: "Ah deixa cá ver: agora está como imagem nova! Vou já comprar em vez de Coca-cola"! Please!!!

É por esta e por outras que os líderes (que são os que apontam um rumo e o seguem) serão cada vez mais líderes, enquanto que outras marcas sem um rumo certo, vão diluindo as suas promessas com sinalizações em sentidos distintos...

Tom Peters: Benchmarking is stupid

Superbock - o triunfo da coerência

Quando acabei a faculdade já assistia ao Festival dos filmes publicitários premiados em Cannes. Na altura aquilo servia sobretudo para nos abespinharmos com a grande diferença entre aqueles filmes e os que por cá se faziam... A TV era o meio por excelência e nem havia quem pensasse em fazer "mass comunication" de outra forma...

Não é portanto de admirar que quando a Superbock apareceu com um estilo de comunicação de que se apropriou e ainda por cima num meio que não a televisão, tivesse feito "história". Mais, o que continua a fazer é a coerência de Marca que leva a que, 20 anos depois, a linha estratégica, visual e de relação com o consumidor ainda se mantenha... Este verão uma vez mais os outdoors da Superbock fizeram-se notar!
Lição: quando se identifica uma linha de sucesso, podem mudar os directores de Marketing e até os CEOs, mas não se estraga o que foi (bem) feito. Até porque as pessoas passam pelas Marcas, mas as Marcas é suposto continuarem...

What´s the real thing?

"There is no objective reality. There are no facts.... All exists in the world of Marketing are perceptions in the minds of the costumer or prospect. The perception is the reality. Everything else is an illusion." Al Ries & Jack Trout

Estádios Sagres

Tanto quanto me lembro o início da ligação da Sagres ao Futebol foi com o patrocínio da selecção: naqueles tempos em que por norma não nos apurávamos, ou no máximo chegávamos à fase de Grupos e dali não passávamos. Na altura espantava-me quando ouvia falar no investimento que representava esse patrocínio e sobretudo o pequeníssimo retorno que me parecia que a Sagres dali retirava.
As boas notícias para a Marca é que mesmo não sabendo muito bem, na altura o que fazer com “aquilo” apostou que aquele era um boa caminho e manteve-se lá até saber (até alguém saber…) tirar desta ligação maiores dividendos. O patrocínio à selecção estende-se agora à Liga de Futebol Profissional e como há verdades que continuam verdades, a Sagres percebeu agora que para ter retorno de um qualquer patrocínio, normalmente é preciso investir à sua volta outro tanto. É assim que ouvimos falar agora dos Estádios Sagres”: Serão cerca de 1000 pontos de venda Horeca com decoração especial e oferta de prémios à volta desta plataforma.
Ou seja, do apoio à selecção, aos anúncios junto aos jogos da Liga ao relacional no ponto de venda este patrocínio aparece finalmente sob a forma de um approach integrado e com sentido. Será que é desta?

What's new?

Será que ainda há espaço para o sucesso construído "one step at a time"? É que o sucesso parece ser cada vez mais efémero...
Qual o focus das organizações que buscam o sucesso? Sobretudo já não pode ser o "o produto" já que este leva quase sempre à questão da qualidade. Ora, hoje a qualidade já é uma commodity, os consumidores têm-na como um dado adquirido, sobretudo desde, e porque, aderiram às marcas de insígnia ou de 1º preço dos discounts.
Hoje, com consumidores cada vez menos fiéis, apostar na "Marca", tem também cada vez menos retorno... a menos que se seja A marca, o líder destacado da categoria.
Neste contexto as marcas lideres tenderão a ser cada vez mais líderes e as "in between" cada vez mais irrelevantes. E agora? A solução deverá estar na identificação de novas categorias, identificar "A" categoria onde a nossa marca consiga ser relevante.
E o que é a relevância hoje em dia? Bem aparentemente ninguem anda à procura do "melhor" - toda a gente apenas quer ser o primeiro a saber "what's new"... Num mundo "online" será que o trigger é "ser o primeiro a saber", "o primeiro a divulgar", e será que é aqui que está o mecanismo que falta às marcas para conseguir a adesão? Nem que não sendo para a vida, seja por algum tempo?