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BlackBerry vs iPhone

Há uma coisa que a Apple faz muito bem: não vender! Cria uns gadgets, embrulha-os numa Marca e depois há quem os compre... é completamente diferente!
A BlackBerry, vende. Patrocina celebridades e faz publicidade. Ou pelo menos tem feito...
Fala-se agora de uma TEMPESTADE que, poderá até afogar o iPhone!
  • O brinquedo novo chama-se STORM, com um touch screen, tipo teclado...
  • O preço é radical: $0
  • A lógica de inovação é a da incluir a participação dos clientes na criatividade

Em plena "crise" uma luta de titãs: RIM vs Apple

I love the 80's

Dedico este post a um amigo carioca, trend seacker e trendsetter que se espanta com a estética dos 80’: música, visuais, moda, etc.
Só que para perceber era preciso ter vivido a época!
A grande vantagem dos 80’ era não serem os 70’: com aquele look sindicalista, barbudo e com aspecto de pouco banho, camisas de flanela aos quadrados, gravatas psicadélicas e casacos com as golas a saírem da linha dos ombros!!!! Os homens usavam patilhas! Enormes, pretas! à séria!

A estética (visual e intelectual…) dos 70 tinha atingido o seu apogeu teenager com “Grease” e “Saturday night fever”… oh god! Nos 80’ havia tudo isto para exorcizar!

E para quem viveu intensamente os 80’ as memórias são boas: As músicas, as discotecas, as matinés, as séries de TV, os Filmes, o Spectrum, etc.

Ninguém tinha computadores, telemóveis, nem Ipods, não havia o culto das roupas de marca. Ser “cool” não era importante – a gente só queria se divertir…

Os Duran Duran, aqui na Europa foram um fenómeno por 2 razões: O Simon leBon era bonito (uma amiga minha que este ano foi ver os Metállica no RinR, perseguiu-os quando eles vieram a Portugal para lhes tirar fotografias…) e 2. A havia uma disputa ente eles e os Spandau Ballet… Mas também havia Jesus & The Mary Chain, Joy Division, Bauhaus, This Mortal Coil, Coil, Depeche Mode, New Order, Smiths, Pixies, Swans, Cocteau Twins….

A crise da Selecção de futebol

O Sócrates deve estar danado! Cheio de esperança que uma vitória dos nossos rapazes fizesse esquecer a crise...
Mas não, agora para além da crise, há a humilhação...
E daí talvez não. Afinal o 6-2, o Carlos Queiroz, a birra do Cristiano Ronaldo, têm entretido o povo. Têm sido uma boa alternativa à Ministra da Educação, ao caso BPN (e agora também do BPP), ao aumento do desemprego, à coboiada do Parlamento da Madeira, e vão adormecendo a oposição ao disparate do TGV e do novo aeroporto.
Este homem tem muita sorte!

É a crise!

Quando tudo vai bem é fácil...É nos momentos de tensão que se diferenciam os grandes líderes dos outros. Quando o "conceito de crise" se instala há:
  1. Os que paralisam de medo e fazem de "mortos".
  2. Os que entram em pânico e começam por cortar "no milho do pardal"
  3. E os que investem na procura das oportunidades que emergirão e fazem um esforço suplementar para "romper o paradigma".

É em momentos destes que os verdadeiros líderes encontram as respostas para entusiasmar os colaboradores, se focalizam no estratégico com a firmeza de não abandonar o caminho que sabem estar correctamente identificado, com a inteligência e a flexibilidade para "adaptar" o plano... Redução de gastos operacionais (através por exemplo da optimização dos processos...) é uma coisa, redução do investimento e colocar em causa património intangível de Marca, valor institucional construído ao longo dos anos, é outra!

Enquanto isso os outros abortam lançamentos, deitando fora por vezes anos de I&D, cortam na comunicação, na formação e motivação dos colaboradores e deixam os seus melhores cérebros ir embora (porque são caros...). A moral das tropas baixa, a produtividade cai, os resultados pioram e, aí, sim: É a crise!

Marca "Portugal" Small is Beautifull, and Smart, and Trendy, and Delicious

Somos pequeninos, e assim não dá! Que desculpa...!! Vejam o que acontece com as pessoas que acham que estão um pouco fora dos padrões "convencionais". Normalmente acabam por se encaixar num de dois grupos:
1. Os "conformados" que encaram com fatalismo aquilo que a natureza lhes deu e que em estádios mais agravados de azedume chegam mesmo a desenvolver algumas patologias.
2. Os "so what?" e é neste grupo que vemos os baixinhos superdinâmicos, as gordinhas supersimpáticas, os feiotes com carradas de charme! A questão é "acreditar" nas circusntâncias, ou construir, desenvolver e ampliar os "pontos fortes". Um povo que gera uma massa crítica tão pequena, não precisa, por isso, de ter complexos. Não se pode é dar ao luxo de não ser instruído, informado e competente!
E aqui a triologia Estado (sistema de educação), Empresas (sistema de formação e up to date de especialização) e "Indivíduo" (desenvolvimento de competências e potencial próprio) não só não existe, como não tem uma "visão" comum daquilo que é a criação e gestão do "conhecimento" que traria mais-valia para o País.

Marca "Portugal"

Um pequenos país, com uma economia frágil, e no fim da Europa? Por onde evoluir?
Desde logo pela diferenciação. Mas a diferenciação passará cada vez menos pela "oferta".
Num mundo globalizado a diferenciação "tangível" será cada vez mais difícil de valorizar, tudo é cada vez mais fácil de copiar (e copiar é muito barato: salta muitos custos de I&D...). Deste modo destaco 2 vertentes:
1. As soluções de diferenciação passarão cada vez mais pelos modelos de negócio, sobretudo pela maneira como as empresas conseguirem "integrar o consumidor nos seus processos": o paradigma mudou, os clientes têm acesso a toda a informação é falam "marketingish"...
2. Somos um pequeno ´país que tem pouca "massa crítica". Ou seja o mercado interno é pequeno e nos externos temos grandes problemas de visibilidade... Parece-me que o 1º passo é esquecermos sebasteanismos - somos pequenos. Ponto. Mas isso pode-nos colocar perto de tendências muito grandes! Num mundo globalizado, cada vez mais indiferenciado, as "especialidades" serão uma corrente cada vez mais forte!Empresários portugueses não pensem mais na China, nem na Índia ou na Roménia e nos seus preços de custo imbatíveis! diria mesmo pensem em caro! pensem em especial, pensem em nichos...
Ao País exijam também que faça o seu branding:como nos vêm e como queremos ser visto? quais os factores de diferenciação? quais os targets preferenciais? sobretudo como dar um sentido futuro àquilo que somos hoje? Campanhas internacionais assentes nas caras do C.Ronaldo e do Mourinho, e praias de areia dourada apequenam-nos ainda mais...
Small is beautifull, and smart, and modern, and trendy and delicious

Sporting nos oitavos de final da Champions!

Estou com uma musica na cabeça desde há algumas horas... nem sei porquê:

"Todo o estádio a cantar: força Sporting Allez, lá,lá,lá, lá, láaaaaa só eu sei...."

Já agora: uma curiosidade - este Sporting do Paulo Bento a jogar num losango que não se entende com um meio campo de apoio à defesa com a velocidade habitual do Roca e do Veloso.. e por aí fora já está apurado para os oitavos de final (uiii! - isto sou eu a beliscar-me para ver se acredito...), enquanto o Special One ainda não... :)

"Uma curva belíssima, uma equipa fantástica - és a nossa fé, força sporting Allez..."

Pac-Man is back

Não foi só a Pepsi. Entusiasmaram-se e "liftaram" tudo... Mas a "velha" Pepsi que se tem fartado de mudar, agora está assim tipo marca de supermercado...

Pepsi - Mais um re-branding...

Anuncia-se o investimento de 930 milhoes de dolares numa nova imagem de Pepsi. Suponho que estes senhores que ganham mais do que eu, são mais importantes do que eu saibam também mais do que eu... I wonder??!!

  1. Por razões profissionais tenho acompanhado de perto a postura de Pepsi e Coca-Cola, esta última ao longo dos anos tem feito várias evoluções, modernizações, actualizações, alterações - mas sempre com um carácter instrumental: destinam-se ao improvement do brand image (e equity) da Marca, mas nunca se apresentam como um "tema" em si. Comunicar comunica-se o prazer de viver associado à marca.
  2. Pepsi. Desde logo tem um eterno problema: não sabe bem o que tem para dizer! Na falta de melhor tudo serve, até comunicar coisas irrelevantes para o consumidor. Irrelevantes não. Perigosas até: falar de 930 milhões numa mudança de imagem num mesmo artigo em que se fala do downsizing de 3.300 trabalhadores é, no mínimo, clumsy...
  3. Qual a relevância de uma mudança de imagem na atitude de compra do consumidor: "Ah deixa cá ver: agora está como imagem nova! Vou já comprar em vez de Coca-cola"! Please!!!

É por esta e por outras que os líderes (que são os que apontam um rumo e o seguem) serão cada vez mais líderes, enquanto que outras marcas sem um rumo certo, vão diluindo as suas promessas com sinalizações em sentidos distintos...

Tom Peters: Benchmarking is stupid