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Tribos? Ainda existem?

Segundo o Seth Godin, sim!
But I wonder...
Para criar uma tribo à volta de uma Marca é necessário antes de mais uma Ideia de Marca clara e definida. (Parece fácil, mas olhemos à volta - só pode ser muito difícil mesmo!!!) É preciso motivar, conectar e alavancar a relação do consumidor com essa marca. Conectar é fácil. Motivar e estabelecer uma relação é MUITO difícil... Hoje o mundo é demasiado volátil. Tudo muda muito e muito depressa.
Creio que só há espaço para as LOVE BRANDS, aquelas que realmente apaixonam alguns que são capazes de lhes ser fiéis "no mather what".A Apple deverá ser um dos melhores casos de uma LOVE BRAND...

Depois há paixões de conveniência, às quais se dá facadinhas por imensas razões... até pelo preço! Aqui não há espaço para o engagement... o melhor que as marcas podem ir tentando fazer é conectar-se, criar relação e aumentar o nível de "experiência"...

ABRIGO DE CORTIÇA 2.0 :)

O David Mares é um Português que participou num concurso de Arquitectura promovido pela Fundação Guggenheim - o tema: abrigos / cabanas.
A solução com que concorreu: um abrigo de CORTIÇA!
Genial.
De uma pool inicial de 600 concorrentes ficou entre os 10 finalistas para a atribuição do "People's Prize".
Do histórico que chegou a mim, o David no dia 7 de Setembro enviou um e-mail para os amigos com o link para o "vote". Um amigo, de um amigo, de um amigo reenviou-me esse e-mail no dia 24 de Setembro.
Fui a 1145ª a votar. O David estava em 4º lugar.
A ideia de um abrigo em cortiça motivou um grupo de amigos a divulgá-la nas redes socias (i.e. Facebook).
Passados 6 dias o David vai à frente - a amplificação foi de mais de 20 vezes.
Hoje dia 29, tem mais de 25.000 votos (and counting...) e arrisca-se a ganhar!
Isn't web 2.0 just great?

Social Media: Do you dare?

Add Image A Social Media aparenta ter tudo para ser O sucesso: é fácil de implementar, é barata e tem um potencial de crescer exponencialmente e criar um big buzz enorme. Então, onde estão as más notícias?
- Poucas organizações estão preparadas para incluir nesta equação que do "outro lado" estejam pessoas reais que podem participar de viva voz nas suas iniciativas! Para já, e quase como em quase tudo na vida, a única antecipação que se pode ter é a PREPARAÇÃO e ESFORÇO: - Antes de mais é necessário montar a rede. Identificar o starting point humano, os insights e os conteúdos de partida... a chegada estará sempre em construção, e será a própria rede a construí-la. É necessária também uma estratégia de "amplificação" que lhe dê dimensão.
- É preciso alimentá-la regularmente. Novos conteúdos e iniciativas que desafiem e criem ligação na e com a rede. Nada pior que uma "rede social" que deixa de ser social...
- O meio, a rede, é ao mesmo tempo receptor e produtor de conteúdos. Donde o resultado final é também produzido no "exterior". É aqui que para as empresas a questão se torna tão assustadora como realmente parece...
- A monotorização e gestão do feedback. Se se aposta na media social, integrar o feedback na equação é mandatory. Senão mais vale fazer spots de tv...
- Empenhar toda a organização na rede. Não só como participantes mas também na monotorização. Neste novo paradigma de comunicação, esta disciplina deixa de ser exclusiva de um departamento. O novo paradigma social de "rede" tem obrigatoriamente que começar pela "inside participation". Mas isso só acrescenta valor com pessoas motivadas, formadas e bem preparadas. Algumas empresas acreditam tanto nisso que constroem redes internas de troca de impressões, debate de ideias e apresentação de sugestões como é o caso do Nokia Blog Hub.
Manipulação? Sim.

Menos reuniões por favor!

"O Sr. Engenheiro estará toda a manhã em reunião".
Sempre pensei que isto se transformasse na anedota da década, assim do tipo das anedotas americanas sobre advogados... Mas não. Continua pomposamente a ser dito com o ênfase proporcional à importância do dito.
Reunir, ter muitas reuniões, e de muitas horas é um sinal exterior de importância.
Não segundo a HBR. No artigo que podem ler aqui são apresentadas 3 dicas para manter o focus em reuniões curtas:
- Manter toda a gente de pé.
- Eliminar as distracções. iPhones e laptops are not allowed...
- Agendar apenas 30 minutos.
Apesar de o Outlook nos ter formatado para reuniões de 1 hora, 30 minutos deverão ser suficientes para introduzir o tema e definir o objectivo, apresentar os principais inputs e enunciar o resultado pretendido, e finalmente, concretizar os "to dos" e por quem...
Give it a try! E saiam do escritório ainda de dia. There's a life out there. Did you now?
:)
PS: How to run a meeting like Google

VitaminWATER no Facebook

Quando trabalhava na Sumol o desenvolvimento de novos produtos não era nada assim...
A VitaminWater, marca da Cª Coca-cola e já lançada no mercado português tem uma página no FACEBOOK com perto de um milhão de seguidores.
O objectivo é claro: vincular o consumidor com o desenvolvimento da Marca, e ouvir, leia-se incorporar as suas opiniões no desenvolvimento de novos produtos. Aparentemente temos a possibilidade de escolhar as variáveis dos futuros lançamentos da Marca...
Isto é mais do que "engagement"! Diz-me a experiência que a melhor maneira de me envolver seja com o que for é ajudar a criá-lo...
Este é um bom exemplo que conjuga vários conceitos que tenho vindo a defender:
- Marketing à conversa com o consumidor: num novo paradigma de sociedade o Marketing e a Inovação têm que ser os primeiros a fazer o shift do monólogo para o diálogo...
- Exploração inteligente (e sempre dinâmica interactiva das ferramentas Web)
Esta marca tem também uma página Facebook para VitaminWater Portugal, já com mais de 1000 fãs e pelo que me tenho apercebido - bastante activa!
Claro que não só se obtem um plataforma de interface directo com o consumidor, como um manancial de feedback que deverá dar trabalho que chegue ao Marketing Intelligence...
O "flavor" que elegi foi "Ginger Cosmopolitan". Assim do género "Sex in the City" em versão saudável :)

Festas das Vindimas de Palmela - viva o Moscatel!

2 Moscatéis para começar em beleza. Oferecem-nos 2 tortas de Azeitão - do além! Preço: 2€!!!!
Já tinha havido um concerto de jazz, e a Rita RedShoes está a fazer um concerto fantástico. Grátis! Acrescente-se que a sua presença em palco é muito interessante. À meia noite - largada de toiros!
Há tasquinhas disto, e moscatel, daquilo, e moscatel, pão com chouriço, bifanas, moscatel, petiscos vários, ginjinha, farturas com fartura, e caipirinhas e blackmorangoskas (sim meninas: há!)... e é giro! Despretencioso, barato e a meia hora de Lisboa...
Amanhã volto lá para ver "Deolinda" ;), e comprar umas garrafitas de Moscatel para fazer umas experiências, tenho a impressão que com gelo, ou com água tónica, ou mesmo com água Castello e uma casca de limão... se deverão fazer uns long drinks de verão a beber com cuidado - é que não parece mas que trepa, trepa! :).
Mas pergunto eu:
1. Porque será que com tantas tendinhas dedicadas ao Moscatel ninguém inova na maneira de servir?
2. Havia muita gente. Tudo portugueses. Ainda andam muitos turistas por cá... Nem devem sonhar que isto se está a passar... Aliás, eu só soube desta Festa através de um post de uma amiga no Facebook. Onde está a promoção? Não basta fazer um site jeitosinho e uns cartazes...

United breaks guitars - Toda a gente reconhece a importancia do "Costumer Service". Então como acontecem estas coisas?

Porque o MEU problema é sempre muito maior do que o tamanho com a Empresa o vê!
O Carlos Paredes confessou um dia ter chegado a pensar suicidar-se perante a possibilidade de lhe terem "extraviado" a SUA guitarra portuguesa num voo (depois disso passou a voar com a TAP que lhe permitia entrar com ela para a cabine...). Este relato exemplifica a diferença de relevância de um mesmo facto para o consumidor e para a Empresa.
Aquilo que para o Dave Carrol foi um drama é apenas uma incidência para a United. De um lado temos um cliente super zangado e do outro o budget da empresa atribuído à resolução deste tipo de problemas. E a decisão é resolver mais problemas atingindo um maior número de pessoas, em vez de resolver um único caso mais caro... Leiam este post do Seth Godin sobre costumer services.
A grande questão de fundo é que é muito difícil passar o focus nos resultados para os inputs que os vão trazer. Como costumo dizer: controlar um P&L qualquer um sabe fazer, difícil, difícil é fazê-lo sem perder a perspectiva estratégica...
Inputs! Focalizar nos inputs, ou seja tudo o que possa ter impacto na facturação: da retenção e a recomendação dos clientes à percepção de produto. Sem cair na falácia das métricas.

United Breaks Guitars

É inegável que hoje (quase) qualquer pessoa tem "voz": tem acesso a fóruns, a sites, sabe como fazer-se ouvir...
Inacreditavelmente, e apesar de se sucederem exemplos preocupantes, as empresas continuam fechadas num autismo em que o "client care" não passa de um processo mal amanhado desenhado para "passar nas auditorias internas"....
Partilho aqui um vídeo que repetidamente me tem chegado como exemplo disto mesmo: É um vídeo feito por um músico (Dave Carroll) a quem a United Airlines partiu a guitarra durante um voo (para o Nebrasca... oh God!).
Este vídeo arrisca-se a ser o maior sucesso do artista: tem, no total, já cerca de um milhão de views e perto 100.000 comentários de solidariedade... o filão pegou e já está feita uma segunda música...
A United cobre-se de vexame e projecta (on the way) a carreira do artista... achando tudo isto preferível a resolver a questão!!!

That's all about leadership...

Sempre que vivi em contexto empresarial uma das minhas maiores estupefacções ligava-se com o medo do "outro" que Gestores de Topo e Administradores sempre evidenciaram...
Numa entrevista de grande interesse Warren Bennis discorre sobre liderança e dá o conselho que seguem os lideres natos: the only way to make your weaknesses irrelevant is to respect others' strengths and use them.
Ou seja, ao invés da tradicional política de terra queimada à sua volta, os verdadeiros líderes são os que se atrevem a ter potenciais "sucessores" nas suas equipas... That idea frightens you? You're not a leader!
Os líderes rodeiam-se de pessoas com quem discutem ABERTAMENTE pontos de vista, mesmo divergentes dos seus. Uma relação de abertura honesta com a sua equipa é a única maneira de ouvir verdadeiro feedback, tudo o resto não passa de um desfile de alter-egos... pouco produtivo do ponto de vista das ideias...

Redes sociais? Ou a sociedade em rede?

De há uns tempos para cá tenho ganho a convicção de que o que fará a diferença será cada vez mais o "P" de "People"; quanto aos outros "P", o seu papel será cada vez mais instrumental, logo, com um peso cada vez menor na capacidade de "fazer a diferença" no sucesso do negócio.
As pessoas, não como "massas", como Individuos, com uma capacidade crescente de aceder à informação, e mais importante do que isso, com voz. Ao mesmo tempo, espanta-me que as áreas de Marketing, de onde se esperaria que saíssem, em antecipação, as evoluções de paradigma, continuam a agarrar-se (diria, desesperadamente, mesmo...) às soluções de sempre... Se a sociedade evoluiu, a maneira de comunicar terá também de evoluir... Não estou a falar de colocar umas popups nuns sites, ou, o que mesmo assim já é um bom passo... as Marcas terem perfis no Facebook que lhes permitam estar à conversa com o consumidor...
Estou a falar de uma verdadeira lógica de rede. As empresas, têm que começar a (re)pensar os seus negócios, sobretudo ao nível dos processos e das abordagens aos cliente e consumidores de acordo com as novas formas de organização e de interacção da sociedade. A sociedade, quase todos nós, estamos, hoje, ligados em rede.
Dentro da organização cada colaborador é um múltiplo touchpoint com o exterior... ... E é justamente neste contexto, e porque estamos num período de"crise" que as empresas mais têm descurado a motivação e o sentimento de pertença dos seus colaboradores. Há até as que estão, sob este pretexto, a fazer exactamente o contrário...
Mas a verdade é que sendo incontrolável o que se escreve, diz e comenta sobre as empresas e as marcas, e sendo certo que todas as empresas têm elas próprias colaboradores que, também eles, estão nas redes sociais, nos fóruns, etc... estamos agora no tempo em que as empresas têm que "arregimentar" os seus colaboradores.
Em alguns países está a começar-se a fazer trabalhos interessantes no sentido de alinhar o "personal Marketing" dos colaboradores com os objectivos da empresa... Ganha-se na valorização dos colaboradores, no feedback e na aproximação aos consumidores...