Um país pequeno e pobrezinho não se devia dar ao luxo de menosprezar nenhum dos seus talentos - quanto mais um dos mais reconhecidos internacionalmente - a marca CR, deve ser a Marca Portuguesa com maior valor!
No Facebook foi durante muito tempo a 2ª personalidade mundial com mais seguidores! Mais do que ele só o Obama... Hoje postou (ou alguém por ele, é indiferente) e em meia dúzia de horas apareceram 50.000 likes e 10.000 comentários - de todo o mundo! não é bem assim... os portugueses praticamente não aparecem por lá...
Ao longo dos anos tem-se ouvindo todo o tipo de recriminações a Ronaldo "é arrogante", "tem a mania", "é obsceno o dinheiro que ganha", "não sabe falar"... disparates! Chego a ouvir muita gente (portuguesa, claro) a lamentar os prémios internacionais que tem ganho! Esta atitude é, no mínimo, uma originalidade, só com semelhanças à embirração que o Brasil dedica a Dunga, faça o que fizer, ganhe o que ganhar, tenha o mérito que tiver...
Porquê? Os factos parecem ser apenas os decorrentes do percurso, com falta de enquadramento familiar, de um miúdo que veio da "Madeira profunda" que, em Alcochete, ficava a treinar quando todos já tinham ido embora... e cuja vida, de repente, ficou maior do ele!
Tenho ouvido as suas declarações durante este mundial. Esteve sempre bem! Ao contrário de muitos outros. Não deve ser tão arrogante como dizem - havia um empenho colectivo da equipa para que ele marcasse. Jogou, sem egoísmo. Não é também tão vaidoso como lhe chamam - tendo sido eleito o "Homem do jogo", agradeceu aos fãs, e endosso-o ao Tiago, reconhecendo que este tinha sido melhor do que ele...
E a vida vai ensinando... poderia ter marcado dois dos golos mais espectaculares do World Cup, ficou um na trave e o outro na barra. Marcou o mais hilariante...
Ken Robinson says schools kill creativity | Video on TED.com
Ken Robinson says schools kill creativity | Video on TED.com
Mais uma Ted Talk sobre Inovação e Criatividade. O Ponto é que os sistemas de educação "matam" a criatividade ao assentarem o processo de ensino na literacia! O erro não é tolerado.
Hoje a criatividade é tão importante quanto a literacia. Não se pode ter medo do erro.
A escola mata a criatividade porque "o erro" é estigmatizado - logo as pessoas são educadas FORA das suas capacidades criativas.
A vantagem das crianças é o "desassombro".
" A girl was distracted during the class... the teacher asked her what she was doing, she said she was doing a picture of God
- But nobody knows how God looks like!
- They will know in a minute!"
- But nobody knows how God looks like!
- They will know in a minute!"
É esta confiança que permite ter ideias originais!
Esta revolução no paradigma da educação aparece num dos livros de SKR, um "must read" - The Element, ou onde paixão e talento se encontram.
Segundo o autor os "Talentos" são aqueles que se empenham em coisas que AMAM e para as quais têm algum "dom" especial! É neste ELEMENTO que conseguem antever o imprevisível, adaptar-se a isso e construir uma sociedade mais flexível e produtiva!
Esta revolução no paradigma da educação aparece num dos livros de SKR, um "must read" - The Element, ou onde paixão e talento se encontram.
Segundo o autor os "Talentos" são aqueles que se empenham em coisas que AMAM e para as quais têm algum "dom" especial! É neste ELEMENTO que conseguem antever o imprevisível, adaptar-se a isso e construir uma sociedade mais flexível e produtiva!
IF YOU DON'T WANT IT SHARED, WHY DO YOU SHARE?
Com 500 milhões de users registados poder-se-ia dizer que o FB é hoje o 3º "país" do mundo em número de cidadãos. Cada mês estes 500 milhões têm 25 bilhões de informações para partilhar!!! Não admira que existam tantas preocupações com a política de privacidade do FB!
Sobretudo porque cerca de um terço destes utilizadores têm mais de 34 anos - cresceram num paradigma de comunicação diferente. Não se resiste, mas esta mutação do DNA social preocupa-nos!
A nós e às empresas! Este mundo aberto ao mundo está a esvaziar o conceito de segredo! O segredo já não é a alma do negócio - é a partilha! Agora o "default" é social web!
O sucesso do FB assenta precisamente no investimento emocional que ali fazem os seus utilizadores, como diz o autor deste artigo do Times que recomendo :
" Facebook makes us smile, shudder, squeeze into photographs so we can see ourselves online later, fret when no one responds to our witty remarks, snicker over who got fat after high school, pause during weddings to update our relationship status to Married or codify a breakup by setting our status back to Single. (I'm glad we can still be friends, Elise.)
Sobretudo porque cerca de um terço destes utilizadores têm mais de 34 anos - cresceram num paradigma de comunicação diferente. Não se resiste, mas esta mutação do DNA social preocupa-nos!
A nós e às empresas! Este mundo aberto ao mundo está a esvaziar o conceito de segredo! O segredo já não é a alma do negócio - é a partilha! Agora o "default" é social web!
O sucesso do FB assenta precisamente no investimento emocional que ali fazem os seus utilizadores, como diz o autor deste artigo do Times que recomendo :
" Facebook makes us smile, shudder, squeeze into photographs so we can see ourselves online later, fret when no one responds to our witty remarks, snicker over who got fat after high school, pause during weddings to update our relationship status to Married or codify a breakup by setting our status back to Single. (I'm glad we can still be friends, Elise.)
INOVAÇÃO: OU O DESASSOMBRO DO QUE NÃO SE SABE
Demasiado foco na concorrência leva à conformidade foi um dos temas que desenvolvi há alguns dias.
Hoje a HBR traz um artigo interessantíssimo sobre as vantagens das organizações desviarem pontualmente o foco da sua actividade, dos seus mercados, dos seus clientes e do seu conhecimento em buscas de novos inputs, novas visões, novos conhecimentos... em resumo, inovar pode ser muito simplesmente adaptar conceitos de outros mercados, indústrias e modos de pensar ao nosso.
O desafio é dirigido aos CEOs: levantem-se da suas cadeiras e acompanhem o dia-a-dia de outros líderes de organizações diferentes das suas - GET OUT OF YOUR BOXES!
... " Here's the basic message: You can't let what you know limit what you can imagine. As you try to do something special, exciting, important, don't just look to other companies in your field (or to your past successes) for ideas and practices. Look to great organizations in all sorts of fields to see what works with for them — and how you can apply their ideas to your problems. Do you have new ideas about where to find new ideas?"
O artigo faz referências a várias obras, nomeadamente ao Beyond disruption: Changing the rules in the Marketplace, escrito por Jean Marie Dru, chairman da TBWA e cuja leitura recomendo vivamente!
Hoje a HBR traz um artigo interessantíssimo sobre as vantagens das organizações desviarem pontualmente o foco da sua actividade, dos seus mercados, dos seus clientes e do seu conhecimento em buscas de novos inputs, novas visões, novos conhecimentos... em resumo, inovar pode ser muito simplesmente adaptar conceitos de outros mercados, indústrias e modos de pensar ao nosso.
O desafio é dirigido aos CEOs: levantem-se da suas cadeiras e acompanhem o dia-a-dia de outros líderes de organizações diferentes das suas - GET OUT OF YOUR BOXES!
... " Here's the basic message: You can't let what you know limit what you can imagine. As you try to do something special, exciting, important, don't just look to other companies in your field (or to your past successes) for ideas and practices. Look to great organizations in all sorts of fields to see what works with for them — and how you can apply their ideas to your problems. Do you have new ideas about where to find new ideas?"
O artigo faz referências a várias obras, nomeadamente ao Beyond disruption: Changing the rules in the Marketplace, escrito por Jean Marie Dru, chairman da TBWA e cuja leitura recomendo vivamente!
O quê? só Bom - ? Até ao fim do ano sem mesada!!!! Ou o terrorismo financeiro das agências de rating...
Lembram-se daquilo a que o sistema financeiro agora chama de "activos tóxicos"? Estavam avaliados com AAA! Lembram-se da crise financeira do Dubai? As agências de rating devem ter sabido dela pelos jornais! A Islândia? Excelente nota! A verdade é que estas agências são independentes dos Estados, mas dependentes de muitos interesses financeiros... Outra verdade é que continuam a fazer as suas projecções com base em modelos que dificilmente conseguem adequar-se a uma realidade sempre em mudança e de grande volatilidade...
Portugal? A ameaça era de cortes do rating se o PEC não fosse "a doer", mas também se não fosse de aposta no crescimento! Resumindo: fosse o PEC em que direcção fosse o corte viria!
Resta ainda tentar perceber qual é a posição na escala de rating em que estamos... É que nós que vivemos na pele a miséria franciscana deste país até devemos ficar admirados com a nossa passagem de AA para AA- que é mais ou menos passar de nota Bom para Bom menos...
Claro que tudo isto veio mesmo a calhar a um governo que em campanha eleitoral prometeu o que não podia - não aumentar os impostos!
"P" de PEOPLE, ou "Capital Intelectual: a peça que faz a diferença"
Hoje é tudo demasiado rápido! Até se copia com muita rapidez! Os factores de diferenciação dos produtos e das empresas já não conseguem ser determinantes para o seu sucesso.
Acredito cada vez mais que, a par das políticas de Inovação e Sustentabilidade, as PESSOAS são o capital mais determinante para o sucesso das empresas....
Curiosamente (bem... se calhar, não!) os empresário portugueses estão a aproveitar a "crise", antes de mais, para subvalorizar o seu capital humano...!
É portanto com interesse que aguardo o Seminário de GRH da Lusíada (20 Maio) que este ano é sobre "O capital intelectual: a peça que faz a diferença!"
Pretende-se debater a contribuição do capital intelectual para a superação das adversidades, considerando-o agente de mudança.
Parece-me bem. Vou lá estar! A minha alma de Marketeer continua a achar que dos "P" tão exaustivamente estudados por Kottler, o de "PEOPLE" é o mais importante - neste caso - o "People" interno que motivado, alinhado com a missão e a visão da empresa é a melhor ferramenta de qualquer líder para a implementação da sua estratégia!
ASIA CAPAZ DE IMITAR, MAS NÃO DE INOVAR?
Nos últimos anos o so called "ocidente" tem vindo a perder milhões de empregos para a China, Índia, Coreia do Sul, Taiwan, Vietnam...
Portugal tem sofrido bastante com a deslocação dos centros de produção para os países de Leste... A tradicional aposta em factores de produção (leia-se: mão-de-obra) baratos, não retém conhecimento, não estimula o desenvolvimento tecnológico, não impulsiona o I&D...
Sendo um país pequeno, com 10 milhões de habitantes com pouco poder de compra, e, portanto, sem dimensão para gerar a massa crítica suficiente que torne rentáveis negócios de volume, tenho defendido que a estratégia do País deveria de passar pelas indústrias, serviços e produtos de valor acrescentado, pela capacidade de criar marcas (que nenhum destes gigantes asiáticos, ou a Russia, ou outros países de Leste demonstrou ainda conseguir fazer). Em suma: aproveitar o espírito inovador dos portugueses para "fazer diferente".
Eventualmente quando (e se...) chegar a esta conclusão se já demasiado tarde.
Desde que a Bloomberg Business Week iniciou, em 2005, o seu ranking das "Most Innovative Companies", este é o 1º ano em que o Top 25 não é essencialmente americano. Porquê? Há muitos new-comers asiáticos!
Estes países até agora, têm vindo a apostar na produção massificada e na imitação, mas estão a virar-se para a inovação. Vão começar a criar marcas e se, enquanto nós, como País não soubermos identificar os nichos, as "especialidades", à nossa altura, as em que nos podemos destacar, não temos rumo, e andaremos a caminhar contra uma marabunta avassaladora... :(
Desde que a Bloomberg Business Week iniciou, em 2005, o seu ranking das "Most Innovative Companies", este é o 1º ano em que o Top 25 não é essencialmente americano. Porquê? Há muitos new-comers asiáticos!
Estes países até agora, têm vindo a apostar na produção massificada e na imitação, mas estão a virar-se para a inovação. Vão começar a criar marcas e se, enquanto nós, como País não soubermos identificar os nichos, as "especialidades", à nossa altura, as em que nos podemos destacar, não temos rumo, e andaremos a caminhar contra uma marabunta avassaladora... :(
Abaixo a concorrência - viva o cliente!
Medo. Estão todos com muito medo.
As empresas, os gestores, os mercados... Nestas alturas olha-se mais do que nunca para a concorrência: sobretudo para os preços que praticam, os produtos em que apostam, etc.
Ora, demasiado foco na concorrência leva à conformidade... que não leva a lado nenhum...
Nas faculdades, no dia a dia das empresas fala-se bastante de "ser diferente" e de "diferenciação"! Como se cai então na conformidade?- A olhar para a concorrência: um baixa o preço, outro introduz uma ligeira alteração... e, em vez de tentarmos perceber o que seria SIGNIFICANTE PARA O CONSUMIDOR, caímos na tentação de seguir o padrão!
O espaço está para as empresas que conseguem quebrar o paradigma de forma significativa e relevante para o consumidor.
Mais do que nunca a resposta não está no "rolling forecast", no "business plan" - a resposta está em quem, no final do dia, paga o dinheiro pelos nossos produtos. É no consumidor que as empresas devem focar a sua atenção, ouvi-lo, escutá-lo... e desenvolver os produtos e as estratégias que vão ao seu encontro.
Mais do que nunca a resposta não está no "rolling forecast", no "business plan" - a resposta está em quem, no final do dia, paga o dinheiro pelos nossos produtos. É no consumidor que as empresas devem focar a sua atenção, ouvi-lo, escutá-lo... e desenvolver os produtos e as estratégias que vão ao seu encontro.
Fast! - I need feedback
Num verdadeiro mundo da partilha a rapidez do feedback pode ser determinante:
Os sucessos ou são ou não são - quando uma equipa de vendas lança uma nova promoção, um novo produto - em 2 dias há informação: resulta, não resulta, o que poderia resultar...
Amasingly, é por vezes mais rápido o feedback dos consumidores do que das próprias equipas... 3 ou 4 consumidores conseguem um efeito de amplificação pelo Twitter ou Facebook, por vezes antes de dentro das empresas se ter sequer a noção....
Redes sociais públicas não são muito adequadas para a partilha de informação ou troca de impressões intra-equipas... mas há ferramentas que permitem criar uma rede social interna, restrita e que facilitam a Gestão e motivação de equipas, assim como a partilha de informação e feedback.
Rypple é uma destas ferramentas e que permite por exemplo interface com o Twitter!
Yammer é outra destas ferramentas para micro-blogging, uma espécie de micro rede social que reconhece e apenas aceita endereços de e-mail de empresas.
Gestão de equipas e Liderança Web 2.0, 3.0, 4.0... and counting!
Quando a Mensagem é o Meio
Muitas marcas acham que deveriam fazer alguma coisa com redes como o Twitter, o que não sabem é o quê...
Afinal para quê é que os portugueses usam o Twitter?
Segundo a E.life, ferramenta utilizada em Portugal pela Seabra para monitorizar a presença das Marcas nas redes sociais, o próprio Twitter é a Marca mais mencionada, seguem-se o Youtube, o Facebook, o Sapo e o Google; as marcas nacionais mais mencionadas são o Sapo, a TAP, a SIC, a Optimus e a RTP.
O Twitter divulga em segunda mão... Sei isto e aquilo e divulgo...
O próprio fenómeno das redes sociais é um dos temas favoritos: do recrutamento Optimus feito através do Facebook, ao lançamento do iPad, passando pelo nº de fãs ou de pageviews do Facebook.
As marcas que aparecem neste top mais são também as que utilizam o Twitter para divulgar conteúdos, como é o caso da Tap, cujos tweets são replicados velozmente pelos seus 2500 seguidores, ou das estações de televisão que tweetam notícias...
Contudo, e ao contrário do que já vai acontecendo noutros países, os portugueses ainda não utilizam muito o Twitter para falar de marcas do "dia-a-dia": roupas, restaurantes, lojas, etc... deverão estar aqui boas oportunidades para Marcas fora das tecnologias e telecomunicações começarem a dirigirem-se aos seus consumidores.
Afinal este é um meio muito barato que é possível segmentar e tem um grande potencial de replicação... é pena é os sistemas de CRM estarem ainda "ao lado"...
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