Aprender faz parte do processo - Gastar energia a tentar não errar ou a tentar conquistar?
Trabalhei numa empresa com mais de 1000 pessoas onde eu era a única que tinha dúvidas, mudava de opinião e até errava...
O medo que geralmente se tem em errar, admitir o erro, assumir que não se sabe, e aquela "chica espertice", sempre à espreita e a responder "não sei, mas acho que..." constitui o "pot pourri" que não nos deixa ter predisposição para aprender.
A aversão ao erro é igualmente crítica. As organizações estão pouco preparadas para assumirem os riscos decorrentes, por exemplo da Inovação. Tentar o que nunca foi feito, colocar a cabeça no cepo pelas ideias em que se acredita, defender uma linha estratégica com unhas e dentes são rasgos de coragem que as empresas não estimulam e por isso mesmo se vão afundando numa espiral nada virtuosa de velhas maneiras de fazer as coisas de sempre.
A energia é gasta a tentar não errar. A energia devia ser consumida a tentar conquistar!
Mas para isso é preciso ter o "mindset" que permita aceitar o erro, o insucesso sem que "seja o fim do mundo".
Em tempos de crise, com o paradigma social e económico em mudança, é preciso assumir que o erro faz parte do processo de desenvolvimento de competências. Se tudo está a mudar não adianta continuar a fazer como até aqui - aquilo que se sabe fazer. É preciso aprender coisas novas, e novas maneira de fazer.
Basicamente o desafio é tentar fazer acima do que já se sabe fazer. Se tivermos sucesso, desenvolvemos as nossas competências, se não, aprendemos durante o processo.
Bertrand & Tela Bags
Fui durante muito tempo fui a única pessoa que eu conhecia que lia a revista "LER". Não admira portanto que existissem imensas sobras...
A Bertrand aliou-se agora à Tela Bags e, da reciclagem de capas de livros, telas e revistas criou uma linha de "Revista Ler" que vende sacos, materiais para crianças e pastas.
A partir de amanhã (sábado, 14 Novembro) nas Livrarias Bertrand do Chiado, Centro Cultural de Belém, Amoreiras, Dolce Vita Coimbra e Gran Plaza no Porto.
Num mundo em que todas as fronteiras se esbatem e em que tudo está ligado a tudo, gosto de ver uma marca portuguesa de livros a dar sinais de ser capaz de inovações e de novas abordagens ao seu mercado. Gosto da Bertrand!
PS: Podem ver mais sugestões no Facebook
POSICIONAMENTO "BARBIE"
Pode o consumo feminino tirar o mundo da crise? É, pelo menos, o mercado de maior potencial. E isto não falando sequer no consumo que, não sendo tipicamente feminino, influenciam... Contudo, as empresas continuam a subestimar esta abordagem. Mesmo quando se supõem que tenham uma estratégia, esta é pouco mais do que "make it pink", assente em estereótipos mais do que batidos.
Até para vender laptops - foi o que fez a Dell, no Della. O que havia para vender: cores, muitas cores, acessórios, aos montes, dicas de dietas, receitas e contagem de calorias... Vá de corrigir a mão. Hoje é como se nunca tivesse existido... Como falhou tão estrondosamente este posicionamento? No básico! Se vou parar ao site da Dell é porque? quero comprar um laptop! boa? Contar calorias? give me a break! Eu quero produtos que respondam aos meus estados de necessidades. Que me ajudem na minha vida multitask... so many things, so little time! Quero tudo o que me faça poupar tempo, que seja adequado à minha anatomia e... bonito! Quero tudo o que me ajude a harmonizar o meu trabalho, a família e a casa, e ainda ter tempo para ficar bonita! Quero produtos pensados para fazer a minha vida funcionar. Para uma mãe com 2 filhos a viver em Lisboa os cavalos de um utilitário (que vai andar quase todo o tempo nas filas de trânsito..) é de um interesse muito relativo... importante é que fosse fácil acomodar 2 cadeiras de criança. E que a bagageira estivesse concebida para arrumar os sacos de comprar do mês, e os tabuleiros de leite, e os pacotes de detergente...
Até para vender laptops - foi o que fez a Dell, no Della. O que havia para vender: cores, muitas cores, acessórios, aos montes, dicas de dietas, receitas e contagem de calorias... Vá de corrigir a mão. Hoje é como se nunca tivesse existido... Como falhou tão estrondosamente este posicionamento? No básico! Se vou parar ao site da Dell é porque? quero comprar um laptop! boa? Contar calorias? give me a break! Eu quero produtos que respondam aos meus estados de necessidades. Que me ajudem na minha vida multitask... so many things, so little time! Quero tudo o que me faça poupar tempo, que seja adequado à minha anatomia e... bonito! Quero tudo o que me ajude a harmonizar o meu trabalho, a família e a casa, e ainda ter tempo para ficar bonita! Quero produtos pensados para fazer a minha vida funcionar. Para uma mãe com 2 filhos a viver em Lisboa os cavalos de um utilitário (que vai andar quase todo o tempo nas filas de trânsito..) é de um interesse muito relativo... importante é que fosse fácil acomodar 2 cadeiras de criança. E que a bagageira estivesse concebida para arrumar os sacos de comprar do mês, e os tabuleiros de leite, e os pacotes de detergente...
Young ou "Young for Ever"?
Nos anos 80 e 90 os jovens - os "teen" eram o target (pelo menos "aspiracional) de quase tudo. A publicidade (e sobretudo a da Coca-cola) criou um "universo jovem" para o qual todos as marcas se precipitaram alegremente!
Bancos, automóveis, telecomunicações... tudo!
Na década em que vivemos, uma certa premência do "sentido do real" e de sustentabilidade e a busca de estilos de vida mais saudáveis, acabaram por cimentar a noção de que a nossa saúde e até a nossa juventude não são uma "fatalidade, de caras, mas, estão, em grande parte, na nossa mão, até porque grandes progressos técnicos passaram a permitir, hoje, manter uma aparência jovem até muito mais tarde...
Ao mesmo tempo, a sociedade tornou-se menos esteriotipada esbatendo as fronteiras comportamentais que definiam as gerações anteriores... à minha mãe nunca lhe ocorreria andar de mota aos 45 anos. Hoje, os grandes motões estão nas mãos desta faixa etária...
Resumindo: hoje viver "jovem" prolonga-se por várias décadas.
Com isto os realmente jovens perderam o interesse aspiracional. Outro, nunca tiveram: não têm grande poder de compra e o objectivo de "conquistar consumidores para a vida" é um grande mal-entendido sobretudo agora quando a fidelidade às marcas é, cada vez mais, uma miragem...
Se considerarmos que se é realmente jovem (leia-se "teen") durante cerca de uma década e se vive jovem durante várias, pergunto-me: porque continuam marcas de produtos "não-teens" a comunicar nesse "mood"?
Ninguém quer ter 15 anos! Nem os próprios!
Tribos? Ainda existem?
Segundo o Seth Godin, sim!
But I wonder...
Para criar uma tribo à volta de uma Marca é necessário antes de mais uma Ideia de Marca clara e definida. (Parece fácil, mas olhemos à volta - só pode ser muito difícil mesmo!!!)
É preciso motivar, conectar e alavancar a relação do consumidor com essa marca. Conectar é fácil. Motivar e estabelecer uma relação é MUITO difícil...
Hoje o mundo é demasiado volátil. Tudo muda muito e muito depressa.
Creio que só há espaço para as LOVE BRANDS, aquelas que realmente apaixonam alguns que são capazes de lhes ser fiéis "no mather what".A Apple deverá ser um dos melhores casos de uma LOVE BRAND...
Depois há paixões de conveniência, às quais se dá facadinhas por imensas razões... até pelo preço! Aqui não há espaço para o engagement... o melhor que as marcas podem ir tentando fazer é conectar-se, criar relação e aumentar o nível de "experiência"...
ABRIGO DE CORTIÇA 2.0 :)
O David Mares é um Português que participou num concurso de Arquitectura promovido pela Fundação Guggenheim - o tema: abrigos / cabanas.
A solução com que concorreu: um abrigo de CORTIÇA! Genial.
De uma pool inicial de 600 concorrentes ficou entre os 10 finalistas para a atribuição do "People's Prize".
Do histórico que chegou a mim, o David no dia 7 de Setembro enviou um e-mail para os amigos com o link para o "vote". Um amigo, de um amigo, de um amigo reenviou-me esse e-mail no dia 24 de Setembro. Fui a 1145ª a votar. O David estava em 4º lugar.
Hoje dia 29, tem mais de 25.000 votos (and counting...) e arrisca-se a ganhar!Isn't web 2.0 just great?
A ideia de um abrigo em cortiça motivou um grupo de amigos a divulgá-la nas redes socias (i.e. Facebook). Passados 6 dias o David vai à frente - a amplificação foi de mais de 20 vezes.
Hoje dia 29, tem mais de 25.000 votos (and counting...) e arrisca-se a ganhar!Isn't web 2.0 just great?
Social Media: Do you dare?
A Social Media aparenta ter tudo para ser O sucesso: é fácil de implementar, é barata e tem um potencial de crescer exponencialmente e criar um big buzz enorme.
Então, onde estão as más notícias?
- Poucas organizações estão preparadas para incluir nesta equação que do "outro lado" estejam pessoas reais que podem participar de viva voz nas suas iniciativas!
Para já, e quase como em quase tudo na vida, a única antecipação que se pode ter é a PREPARAÇÃO e ESFORÇO:
- Antes de mais é necessário montar a rede. Identificar o starting point humano, os insights e os conteúdos de partida... a chegada estará sempre em construção, e será a própria rede a construí-la. É necessária também uma estratégia de "amplificação" que lhe dê dimensão.
- É preciso alimentá-la regularmente. Novos conteúdos e iniciativas que desafiem e criem ligação na e com a rede. Nada pior que uma "rede social" que deixa de ser social...
- O meio, a rede, é ao mesmo tempo receptor e produtor de conteúdos. Donde o resultado final é também produzido no "exterior". É aqui que para as empresas a questão se torna tão assustadora como realmente parece...
- A monotorização e gestão do feedback. Se se aposta na media social, integrar o feedback na equação é mandatory. Senão mais vale fazer spots de tv...
- Empenhar toda a organização na rede. Não só como participantes mas também na monotorização. Neste novo paradigma de comunicação, esta disciplina deixa de ser exclusiva de um departamento. O novo paradigma social de "rede" tem obrigatoriamente que começar pela "inside participation". Mas isso só acrescenta valor com pessoas motivadas, formadas e bem preparadas. Algumas empresas acreditam tanto nisso que constroem redes internas de troca de impressões, debate de ideias e apresentação de sugestões como é o caso do Nokia Blog Hub.
Manipulação? Sim.
Menos reuniões por favor!
"O Sr. Engenheiro estará toda a manhã em reunião". Sempre pensei que isto se transformasse na anedota da década, assim do tipo das anedotas americanas sobre advogados... Mas não. Continua pomposamente a ser dito com o ênfase proporcional à importância do dito.
Reunir, ter muitas reuniões, e de muitas horas é um sinal exterior de importância.
Não segundo a HBR. No artigo que podem ler aqui são apresentadas 3 dicas para manter o focus em reuniões curtas:
- Manter toda a gente de pé.
- Eliminar as distracções. iPhones e laptops are not allowed...
- Agendar apenas 30 minutos. Apesar de o Outlook nos ter formatado para reuniões de 1 hora, 30 minutos deverão ser suficientes para introduzir o tema e definir o objectivo, apresentar os principais inputs e enunciar o resultado pretendido, e finalmente, concretizar os "to dos" e por quem...
Give it a try! E saiam do escritório ainda de dia. There's a life out there. Did you now?
:)
PS: How to run a meeting like Google
VitaminWATER no Facebook
Quando trabalhava na Sumol o desenvolvimento de novos produtos não era nada assim...
A VitaminWater, marca da Cª Coca-cola e já lançada no mercado português tem uma página no FACEBOOK com perto de um milhão de seguidores.
O objectivo é claro: vincular o consumidor com o desenvolvimento da Marca, e ouvir, leia-se incorporar as suas opiniões no desenvolvimento de novos produtos.
Aparentemente temos a possibilidade de escolhar as variáveis dos futuros lançamentos da Marca...
Isto é mais do que "engagement"! Diz-me a experiência que a melhor maneira de me envolver seja com o que for é ajudar a criá-lo...
Este é um bom exemplo que conjuga vários conceitos que tenho vindo a defender:
- Marketing à conversa com o consumidor: num novo paradigma de sociedade o Marketing e a Inovação têm que ser os primeiros a fazer o shift do monólogo para o diálogo...
- Exploração inteligente (e sempre dinâmica interactiva das ferramentas Web)
Esta marca tem também uma página Facebook para VitaminWater Portugal, já com mais de 1000 fãs e pelo que me tenho apercebido - bastante activa!
Claro que não só se obtem um plataforma de interface directo com o consumidor, como um manancial de feedback que deverá dar trabalho que chegue ao Marketing Intelligence...
O "flavor" que elegi foi "Ginger Cosmopolitan". Assim do género "Sex in the City" em versão saudável :)
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