Turista (mais do que) Acidental II

Em Portugal o que temos é essencialmente turismo de praias: de massas, sem qualidade e concentrado no mês de Agosto.
E o que oferecemos são mesmo apenas as praias.
Se, como este Verão, chover, fizer frio, e, portanto não houver sol, também pouco mais há a fazer.
Outros países que, sem terem o nosso sol e as nossas praias oferecem uma enorme diversidade de proposta de entretenimento: parques temáticos e de diversões, propostas culturais de toda a espécie, museus com iniciativas temporárias, exposições, feiras, roteiros gastronómicos, históricos, etc, museus e edificações históricas com programações interactivas...
Qualquer vilória tem uma programação de verão, qualquer concelho edita uma brochura com todas as iniciativas locais, os postos de turismo são muitos e com muita informação - é fácil ser turista.
Aqui é muito difícil ser turista! tirando o programa básico de "papo para o ar" ou jogar raquetes na praia...
Em primeiro lugar: fazer o quê? Não se sabe, até é capaz de existirem algumas inicitaivas, mas ou temos a sorte de tropeçar nelas, ou o mais certo é não as encontrarmos.
Os postos de turismo, museus e castelos regem-se pela mais paquidérmica mentalidade de função pública. Nunca nos surpreendem; estão sempre fechados e perante qualquer pergunta o mais certo é não saberem.
E se souberem provavelmente não há.

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